terça-feira, 16 de setembro de 2014

Capítulo 2

[...]

A brisa da noite, trazida pelos mares do Rio, soprava fresca. O barulho da musica vinda da boate agora tinha se transformado num ruido ao longe e todos os outros corpos tinham ficado de fora da espécie de bolha de atração que tinha se formado envolvendo Pedro e Sophie.

"A mulher mais linda que já vi, sem sombra de dúvida. Vestia uma saia branca justa ao corpo, e uma blusa solta preta, com uma larga abertura nas costas, e que costas, alvas e lindas. Os cabelos vermelhos soltos, jogados de lado num movimento perfeito, com cachos nas pontas, a boca munida de um provocante batom vermelho que combinava com seus sapatos e a pequena bolsa que segurava nas mãos, mas o mais impactante em toda aquela visão do paraíso, foram aqueles olhos verdes que mais pareciam águas cristalinas de algum rio paradisíaco. Talvez um pouco magra demais, bem diferente desses tipos que a gente vê por ai todo dia, áh, mas que falha a minha, ela não era uma mulher das que se via todo dia, ela era única, perfeita, e sua pele branca parecia cintilar a luz da lua. Eu poderia ficar olhando-a a noite toda." 

Foi isso que Pedro pensou, vidrado em Sophie, a analisando como um predador que analisa a presa, completamente maravilhado.

-Estou tentando explicar as pessoas que a casa atingiu sua lotação, mas eles não querem me ouvir, insistiram em falar com a senhorita. - Um dos seguranças explicou. 
-Realmente estamos lotados. - Ela falou baixinho, analisando aquele grupo vestido de negro. 
-Será mesmo bonitinha? Ou vocês não querem a gente ai dentro? Isso é descriminação em, sabia que da processo? - Mey falou debochada. 

Sophie olhou para Davi, depois voltou o olhar para eles, e parou em Pedro. Ele sorria de canto, com um ar debochado, como se estivesse querendo persuadi-la a deixá-los entrar:
-E aí neném? Qual vai ser? - H sorriu. 
-Acho que 4 a mais não vão fazer muita diferença não é? - Respondeu finalmente. 
-Mas Sophie! - Davi reclamou baixinho a puxando pleo braço. 
-Sejam bem vindos a Precious, e fiquem a vontade, qualquer coisa é só me procurar. - Exibiu um sorriso forçado e abriu passagem. 

Os quatro entraram satisfeitos, e ao passar por Sophie, Pedro se demorou um instante olhando nos olhos dela, depois entrou finalmente:
-Shopie, ficou maluca de deixar essa gangue gangrena entrar aqui? - Davi reclamou depois que eles não estavam mais ouvindo. 
-Eu até tentei impedi-los, desculpem. - O segurança suplicou. 
-Fique tranquilo, mas de olho neles ok? - Ela falou, parecia um pouco nervosa. 
-Ninguém vai ficar tranquilo com esse povo ai dentro, nem as outras pessoas, eles mais parecem um quarteto de assaltante, olha se já não passaram a mão nas nossas carteiras agora! - Davi estava quase estérico - Tudo bem que são uns bofes muito bonitos, mas nada justifica. 
-O que queria que eu fizesse, os mandasse embora? Estamos abertos para todos os pagantes Davi. - Ela explicava. 
-Inventasse uma desculpa! 
-Chega, já estão dentro, agora é tomar cuidado e esperar até que vão embora. 
-E se voltarem? - Ele cruzou os braços. 
-Davi, para de ataque, pensa positivo! Vem, vamos entrar. 
Então, adentraram a boate também. 

Enquanto isso, Pedro e seus amigos ganhavam espaço la dentro, observando tudo como sempre faziam:
-Bem ajeitadinho isso aqui em? - Black comentou. 
-Fresco demais pro meu gosto. - Mey reclamou da decoração, as paredes eram escuras e o globo de luz no centro era em forma de um a Diamante gigante, espalhados também tinham outros diamantes pequeninos, esse era o simbolo da Precious - Olha essas pessoas, todas riquinhas, filhinhos de papai que ganham mesadas milionárias e andam em seus carrinhos de luxo. 
-Mas que preconceito é esse Mey? - H comentou - Eu adoro essas patricinhas que se fingem de superiores mas só querem uma aventura com um vagabundo como eu, ne Pedro? 

Mas quando todos buscaram o amigo, ele não estava lá, já tinha se perdido na multidão:
-Ué, cadê ele? - Mey perguntou. 
-Até parece que você não sabe, é sempre assim, chegamos juntos, mas na hora de ir embora é cada um por si gatinha. - Ele tocou o queixo dela que tirou sua mão na mesma hora. 
-Que foi Mey, achou que hoje ia laçar o "alazão indomável"? - Black zombou.
-Cala a boca! Pedro ainda vai comer na minha mão, escrevam, e juntos, vamos suceder Tony nos negócios, vocês vão ver. - Os olhos dela faiscavam. 
-Não sei o que é mais engraçado, essa sua paixão pelo pedro ou a ilusão de que vai ficar no lugar de Tony. - H riu dela - Vem Black, vamos procurar umas meninas. 
E assim, também se perderam na multidão e Mey acabou ficando sozinha. 

Assim que entrou, Davi tratou de alertar todos os seguranças que estavam la dentro para ficarem de olho no grupo, enquanto isso Sopie foi falar com uns amigos. Mas quando voltou em busca de Davi, passava pelo bar quando alguém segurou seu braço: 
-Bebe o que? 
Era Pedro, lhe cravando seu olhar sedutor enquanto ela o olhava com cara de assustada:
-Não estou bebendo hoje, desculpe. - Ela lançou a desculpa de sempre. 
-Ah jura? Ou esta só querendo se livrar de mim? - Agora ele tomou sua mão, era pequena e delicada. 
-Adoraria ficar aqui com você, mas tenho que falar com umas pessoas, eu sinto muito. - Tirou sua mão da dele que era grande e quente. 
-Mas você disse que se eu precisasse de você, poderia lhe procurar. - Ele insistiu, a olhava fascinadamente. 
-Esta precisando de alguma coisa? - Ela perguntou em tom neutro. 
-Companhia. - Sorriu sínico. 
-Eu realmente não sou uma boa companhia para você. - Sorriu amarelo. 
-Disse isso, mas esta pensando o contrario não é? - Ele a indagou, ela estremeceu. 

"Argh ele é tão insistente, e tão bonito também! ... Tem alguma coisa diferente nesse cara, ele se insinua mas não vai direto ao ponto como os outros. Fora esse jeitão todo misterioso, será que ele os amigos são mesmo uma gangue? De qualquer forma, como papai diria, má companhia! Então, melhor me afastar." 

-Eu realmente preciso ir... Mas olhe em volta, o que não vai lhe faltar é companhia. - Ela insistiu em sair dali. 
-Mas eu quero você. - Levantou-se e ficou cara a cara com ela. 

Sopjie se sentiu confusa, suas pernas não queria lhe obedecer, precisava sair dali, mas não podia. E ele, estava adorando jogar com ela, como jogava com todas, tinha quase certeza de como aquilo iria acabar:
-Só que muitas vezes querer não é poder. - Ela disse isso e finalizou a conversa. 
Em seguida, saiu sem olhar para trás, mesmo sentindo seu coração bater forte por conta da proximidade. 

Pedro apenas sorriu, a olhando se perder na multidão. Gostava de mulheres difíceis, pois geralmente elas sempre facilitavam para ele, e aquele caso tudo era diferente, ela era diferente. 

Então, continuou ali tomando sua bebida, enquanto observava. E ela, correu para junto de Davi:
-Vi você conversando com o boy misterioso. - Ele falou de cara. 
-O de sempre. - Deu de ombros. 
-Ele te quer? O que faz aquele vagabundo pensar que pode ter uma dama como você? - Sorriu. 
-Não sei. - Ela ainda estava nervosa.
-Podemos fazer nossa brincadeirinha se quiser? - Davi sugeriu malicioso. 
-Ainda não, mas se ele insistir, faremos sim. - Ela respondeu firme. 
-Tudo bem. 

O resto da noite passou rápido, os corpos continuaram a se remexer no salão, consumindo muito e enchendo os "bolsos da Precious". Sophie continuou sua socialização, mas evitou passar pelo bar, mesmo assim, quando passou, viu que Pedro não estava mais lá. Ao longo da noite também não viu mais os companheiros dele, então relaxou um pouco mais, talvez todos tivessem ido embora. 

Fora isso, tudo correu natural naquela noite e por volta das 5 da manha, a musica tinha parado, todos já tinham partido e os trabalhos começaram a se encerrar na Precious:
-Mais uma noite de sucesso. - Davi falou depois de acertar com um dos DJ's da noite. 
-E que bom que ela acabou, estou morta. Você vai agora? - Pegou sua bolsa para partir.
-Não, ainda vou arrumar umas coisas por aqui, pode ir, estou de carro. - Ele a abraçou. 
-Tudo bem, não demore muito, você precisa dormir. - Advertiu o amigo. 
-Pode deixar patroa, até mais tarde. 

E assim ela saiu. Os seguranças que ficavam do lado de fora também já tinham partido, o estacionamento estava quase vazio, a não ser por uma moto preta parada lá com um homem encostado dela. 

Ao ver essa imagem o coração de Sophie só faltou sair pela boca de tanto susto, mas logo ela reconheceu a figura, era o mesmo cara que fez confusão para entrar na boate e que a abordou no bar:
-Precisa de uma carona? - Ele sorria de braços cruzados. 


[Continua]




Eita...
Pedro é um cara insistente,
será que agora ele consegue alguma coisa de Sophie? 
E quanto a missão que ele recebeu lá no prólogo? 
E Mey? 
O que será que vai fazer quando descobrir que Pedro esta atrás de Sophie? 
Aguardem! 

Beijos
Mayara
@Luansmyway

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