O dia estava quase amanhecendo e o vento ecoava no estacionamento quase vazio. Encostado em sua moto, Pedro, de braços cruzados e sorriso cafajeste, observava Sophie que estava com cara de assustada a princípio, mas logo arranjou uma expressão séria:
-Vem cá, o que você quer em? - Ela desafiou.
-Jura que você não sabe? - Ele devolveu outra pergunta.
-Olha, eu não tô afim, entendeu? - Foi direta - Além do mais eu estou exausta, e vou para casa agora. - Virou-se de lado e começou a caminhar até seu carro.
-Não vai me dizer nem seu nome? - Ele insistiu, seu tom era sedutor.
-Não.
Ela não olhou para trás, até que chegou finalmente ao seu carro e quando colocou a mão na porta para abri-la, a voz dele ecoou mais uma vez, só que ao pé do seu ouvido:
-Nem faz questão de saber o meu?
Naquele momento Sophie arrepiou até o ultimo pelo de seu corpo, se perguntando mentalmente como ele havia chegado ali tão rápido e silenciosamente. Permanece imóvel, fechou os olhos e engoliu seco, podia sentir o calor do corpo dele perto do seu e podia jurar que ele estava tentando cheirar seu cabelo naquele momento.
Ele tocou seu braço com delicadeza, e a fez virar-se de frente para ele. Estava presa. Em sua frente Pedro, atrás o carro, não tinha mais para onde fugir:
-Não precisa ter medo de mim. - Ele soltou quase um sussurro, seus olhos negros cravados nos verdes dela.
-Me deixa ir embora. - Ela pediu baixinho.
-Você é tão linda... - Ele acariciou seu rosto devagar, com receio, enquanto ela o olhava num misto de susto e curiosidade.
-Me deixa ir embora, já disse! - Tentou alterar a voz, fracassando.
-Já que não quer me dizer seu nome... Vou te chamar de ruiva. - Ele descontraiu um pouco - Não.. Melhor burguesinha, o que acha?
-Nem um nem outro, agora dá licença que eu quero ir embora! - Dizendo isso ela colocou as duas mãos em seu peito para o empurra-lo, mas ele segurou seus punhos.
-Eu não esperei tanto pra nada. - Sorriu de canto, adorando ver ela brava.
-Eu não pedi que esperasse! - Ela esbravejou mais uma vez.
-Mas vai pedir que eu fique, depois disso.
E então, sem esperar mais, ele a beijou. Ainda segurava seus punhos quando seus lábios tocaram os dela que tentou relutar, mas nada podia fazer estando encurralada.
E a fusão foi instantânea. Em questão se segundos ela parou de lutar contra, e assim ele podê agarrá-la pela cintura, juntando ainda mais os corpos. Sem controlar seus próprios movimentos ela passou uma das mãos pela nuca dele e a outra nas costas, também o puxando para si, e foi ai que perderam a noção do tempo naquele beijo. Ato que os dois queriam desde o primeiro instante em que se viram, porém, ela estava se negando.
A atração entre eles tinha sido instantânea, imediata, desde o primeiro olhar. Era como se os corpos dos dois gritassem que se queriam, e se queriam naquele momento. Foi como uma avalanche, uma coisa louca, a paixão em sua mais bruta essência.
Assim, depois de longos minutos, tiveram que parar por falta de fôlego, foi quando ela imediatamente se deu conta do que fez e tirou as mãos dele, que sorria satisfeito depois de conseguir o que queria:
-E aí? Vai me convidar pra ir pra sua casa agora? - Perguntou sínico.
-Vou perguntar se você quer ir pro inferno! - E dessa vez ela conseguiu empurrá-lo fazendo com que se afastasse.
Pedro se deixou afastar e deu alguns passos para trás, vendo ela entrar no carro furiosa e sair cantando pneu. Tinha ficado ainda mais maravilhado com ela depois daquele beijo.
"Seu lábios eram exatamente como todo o resto, suaves e delicados. Ela tinha cheiro bom, cheiro de patricinhas ricas do Leblon, sem falar no gênio."
E ela... Bem, ela também tinha gostado, só não iria admitir tão cedo, por isso o amaldiçoava enquanto dirigia para casa, odiava quando os homens a tratavam daquele jeito, chegando e beijando, sem conversa, sem consentimento, sem nada, mas no fundo, era sempre isso que eles queriam, nada mais.
E em fim, depois daquele beijo, o dia nasceu e cada um tomou seu rumo. Sophie voltou para seu Palácio e tentou dormir para esquecer os lábios quentes do cara que ela nem sabia o nome. E Pedro, voltou para seu mundinho escuro, porém, sem fazer questão nenhuma de esquecer o beijo doce da menina dos cabelos de fogo.
...
No dia seguinte, Domingo, Sophie acordou no seu horário de sempre, depois das 14:00, tomou um banho, se vestiu e desceu, já encontrando gente na sala: -Sophie, oi! - Otávio, que estava no sofá com Augusto, ambos mergulhados em papéis, levantou-se na hora em que a viu.
-Bom Dia Otávio, você por aqui... - Ela cumprimentou sem muito ânimo.
-Vim trazer alguns processos para seu pai me dar uma ajuda, você sabe, advogados nunca param. - Ele sorriu animado.
-Pois deviam parar, hoje é domingo. - Veio até eles e cumprimentou cada um com um beijo.
-Mas me conte, como você está? Como vai a boate? - Otávio se fez interessado.
Mas exatamente nesse momento o visor do celular de Sophie brilhou, era Davi lhe convidando para ir a praia:
-E adoraria conversar com você e lhe explicar tudo Otávio, mas Davi esta me chamando para ir a praia. Nem vou convidá-los, afinal, estão cheios de trabalho né? -Sorriu amarelo - Até mais.
Então rapidamente ela voltou a subir as escadas, sem esticar conversa, enquanto isso, Otávio e o velho Augusto continuaram no mesmo lugar:
-Você devia ter se oferecido para ir com eles. - Augusto falou.
-Que nada, aquele boiola amigo dela me detesta. - Otávio se mostrou de verdade.
-Então devia ter feito o convite antes. - O pai da moça parou de mexer nos papéis e o olhou.
-O senhor já conversou com ela? Sobre nós?
-Milhões de vezes, e a resposta é sempre a mesma. - Augusto era sincero - Você tem que se mexer Otávio, até parece que nunca conquistou uma mulher na vida.
-Ela não é como as outras, o senhor sabe melhor que ninguém. - Otávio lembrava-se das tentativas frustadas com Sophie.
-Sei, mas se continuar desse jeito nunca vai conseguir nada com ela.
Augusto também queria que a filha se envolvesse com Otávio, afinal, ele era seu braço direito nos negócios, um advogado competente que estava trilhando uma carreira tão bonita quanto a sua, seria o genro perfeito para ajudar Sophie a cuidar do escritório quando ele partisse. Mas ela não queria saber disso e já tinha dito várias vezes. Mesmo assim, Otávio não desistiria tão cedo.
Logo, logo Sophie passou de volta e foi direto ao encontro de Davi que já estava lhe esperando do lado de fora, então, ambos seguiram para a praia e lá, sentados a sombra tomando água de coco, Sophie lhe contou tudo que havia acontecido naquela madrugada e ele ficou chocado:
-Eu simplesmente não acredito que ele ficou te esperando do lado de fora a noite toda. - Davi estava pasmo.
-Eu também não. - Respondeu séria, se escondendo atrás dos óculos de sol.
-Mas tipo, e o beijo? Foi bom? - Agora ele estava empolgado.
-Ah Davi... - Ela gemeu.
-Nada disso, vamos, sinceridade.
-Não foi ruim. - Respondeu.
-Aham, quando você fala assim... - Ele sorria.
-Não quero mais falar desse assunto, acabou, ele já conseguiu o que queria, deu seu showzinho e não vai mais aparecer. - Ela falou emburrada.
-E se aparecer?
-Se aparecera gente faz como já fez com os outros engraçadinhos. - Ela falou decidida e piscou para ele.
-Não sei se eu quero... - Davi brincou.
-Ah você quer sim! Ele que banque o engraçadinho de novo e nos aguarde.
Mal sabiam todos eles que aquela história ainda ai render, e tomar outros rumos totalmente diferentes da "Brincadeira de criança" na qual estavam agora. Tudo se tornaria mais sério e nebuloso, mas como dizem, no fim do túnel sempre a uma luz.
[Continua]
Então...'
Primeiro beijo
lá lá lá
Química eles tem muita,
mas e o resto?
kkkk'
E o que será que Sophie e Davi vão fazer com Pedro se ele se aproximar de novo?
Apenas Aguardem!
Beijokas
Mayara
@Luansmyway
#anciosa!!!!
ResponderExcluirhahaha to muito curiosa
ResponderExcluirNossa, ansiosa para o próximo. Tá indo muito bem com essa web, tá de parabéns nega. Bjos!
ResponderExcluirContinuaaa hahahsha mt bom |@wishyoulr
ResponderExcluir