"Eu senti uma imensa vontade de separá-los e socar a cara daquele metidinho até ele ficar irreconhecível, mas eu não tinha motivos para isso, afinal, ele era o namorado dela e eu? Eu não era ninguém, um idiota que fez uma ideia errada de uma patricinha que já transparecia ser tudo que era, e eu achando que ela era diferente. Por trás daquele rostinho imprecável existia alguém que deixou ser beijada por mim aquela noite, mesmo tendo a droga do namorado, sinceramente eu não esperava. Mas porque não esperava? Eu nem a conheço, ela pode ser qualquer coisa, pode ser pior do que qualquer uma que já passou em minha vida."
E enquanto Pedro pensava nisso, Sophie e Davi finalmente encerraram o beijo e voltaram a olhá-lo:
-Vamos amor? - Davi chamou ainda encenando.
-Vamos, com licença... É, eu ainda não sei seu nome. - Ela provocou.
-Meu nome é Pedro. - Ele respondeu seco.
-Fique a vontade, Pedro. - Sorriu forçada.
Então, ambos saíram, ainda sob os olhares de Pedro, que pela primeira vez na vida ficou sem ação diante de uma situação.
...
Sophie e Davi foram de mãos dadas até a sala onde funcionava a administração, entraram lá, fecharam a porta e riram da situação, claro:-Eles sempre caem. - Ela falou satisfeita.
-Achei que ele fosse me bater. - Davi comentou - Temos que parar com isso, ou vou virar Hétero de vez. - Depois sorriu descontraído.
-Eu queria não precisar fazer, mas eles sempre insistem. - Ela deu de ombros sentando-se numa cadeira giratória que exista ali.
-E se você se entregasse só uma vez? Digo, deixasse rolar. - Ele continuou de pé, encarando-a.
-Esta sugerindo que eu deixe rolar com... como é mesmo o nome dele? Pedro?
-Não estou falando necessariamente do Pedro, ele é mal demais. - Brincou - Mas, se deixar gostar de alguém, se deixar levar as vezes é bom. - Davi falava natural.
-Gostar de outra pessoa, faz com que tiremos o foco de nós mesmos, esquecemos a nossa vida, a nossa família, o nosso trabalho e passamos a respirar a outra pessoa. Eu não quero isso para mim. - Respondeu decidida - Pelo menos não agora.
-Alô, você tem 25 anos mulher, só não vai ficar pra tia porque não tem irmãos. - Ele estalou os dedos diversas vezes.
-Vamos parar por aqui? Ou você acha que só poque me ajudou pode ficar pitacando na minha vida. - Levantou-se - A casa esta cheia, vamos trabalhar!
-Não sei porque ainda fala, ou melhor, não sei porque ainda te ajudo. - Ele reclamou.
-No fundo você gosta de me beijar. - Ela brincou.
-Na verdade eu fico imaginando o Caio Castro toda vez que te beijo. - Ele retrucou e levou um tapinha dela.
-Nossa amizade esta acabada.
E assim, nesse clima gostoso voltaram para o salão.
...
Depois de presenciar toda aquela cena com direito a beijo no final, Pedro resolveu sair daquele lugar e dar a noite por encerrada. Então, cortou as ruas tranquilas da madrugada com sua moto, sua única companheira de verdade e logo chegou a sua residência. Pedro morava num galpão abandonado e escondido na parte menos nobre do Rio, mas não necessariamente em nenhuma comunidade ou favela. O lugar combinava com a vida dele, era pouco iluminado, só continha os móveis necessários como fogão, geladeira, TV, cama. Era lá que ele ficava por todo o dia, enquanto o sol estava alto e só saia a noite, para executar seus serviços.
Ele entrou e guardou a moto, depois certificou-se de que o grande portão enferrujado estava mesmo trancado. Só então tirou a jaqueta, depois a camisa, e mais uma vez lembrou-se do que vivera naquela noite. Sentiu raiva, sentiu raiva porque voltou para casa sem cumprir uma missão, sem mais um beijo na ruiva de olhos verdes, aliás, nem o nome dela ele sabia.
Olhou um pouco mais a sua frente, e lá estava pendurado mais um de seus melhores amigos, o saco de areia, então, sem pensar duas vezes foi até ele e o socou duas vezes com toda a sua força. Em sua mente estavam passando flash's dos olhos dela, de sua boca rosada, do beijo no estacionamento e do beijo dela com o namorado e quanto mais as imagens iam passando, mais ele batia no saco, como se quisesse exorcizar tudo aquilo. E depois de quase 10 minutos só naquilo, parou, se encontrando encharcado de suor e com a mente um pouco mais leve.
-Sempre funciona. - Pensou em voz alta.
Não sabia exatamente por que estava tão irritado. Achava que era porque não tinha conseguido o que queria, ele odiava não concretizar uma missão, mesmo assim agora estava um pouco melhor.
Voltou-se mais uma vez para o saco de areia, deu mais alguns socos e chutes e depois se deixou cair na cama, de braços abertos e barriga para cima, encarando o teto.
-Tudo bem burguesinha, não vou mais insistir. Você teve a sua chance, quem perdeu foi você. - Pensou alto mais uma vez.
O que ele não sabia, era que o destino não deu ouvidos aquela decisão e teimaria em os colocar frente a frente de novo, mais rápido do que ele imaginava e por motivos totalmente tortuosos.
Então exausto ele pegou no sono, um sono sem sonhos, como sempre. Pedro era alguém que não se permitia sonhar.
...
A madrugada se foi, e com ela, as pessoas que estavam na Precisous. Mais uma noite terminou para eles e com sucesso, sendo assim, era hora de ir embora, então Sophie se despediu de Davi e ambos pegaram seus rumos. Mas foi quando ela chegou em casa e entrou no chuveiro como de costume, que a imagem de Pedro lhe veio a mente, da cara de raiva que ele fez quando a viu beijando Davi. Sendo sincera consigo mesma, tinha gostado do beijo no estacionamento, a tempos não recebia um beijo daqueles, uma pegada daquelas, aliás, nunca tinha ficado com alguem que se comparasse a ele, e olha que tinha sido apenas um beijo. Mas sabia que não poida passar daquilo, pois não queria problemas e ele, tinha cara de quem se chama problema.
Resolveu esquecer aqueles pensamentos e dormir. No dia seguinte, na parte da tarde, antes de ir diretamente para a Boate, resolveu passar no escritório de seu pai pois a tempos não ia lá e quem a recebeu foi Otávio que estava passando pela recepção bem no momento em que ela entrou:
-Sophie, mas que surpresa boa! - Foi diretamente cumprimentá-la com beijinhos.
-Oi Otávio, papai esta ai? - Perguntou natural.
-Na sala dele, mas se não me engano esta arrumando as coisas parar ir ao fórum.
-Ah, então deixa eu correr.
Ela subiu as pressas e ele foi atrás, claro. Otávio arrastava um bonde por Sophie e até ela mesma sabia disso, além de ser o candidato preferido de seu ai ao cargo de genro, mas se tinha uma coisa na vida que Sophie não gostava era do tipo de Otávio, eles não tinham nada a ver, então, sempre ficava se esgueirando dos convites pra sair, das investidas.
-Minha preciosa, você por aqui! - Seu pai estava a caminho do elevador quando Sophie e Otávio saíram dele.
-Oi Pai, só vim dar um beijinho, não te vi hoje e vou chegar tarde então... - Se abraçaram forte.
-Ah meu amor, pena que não tenho muito tempo.
-Otávio me disse que vai ao forum.
-Vou, como todos os dias. - Sorriram os três - Mas fique ai, converse com Otávio. - Beijou a cabeça dela - E não se esqueça, amo você.
-Também te amo, boa sorte. - Ela acenou.
Então Augusto se foi, e Otávio já começou a falar:
-Ele vai dar entrada num processo importante hoje, é sobre uma espécie de gangue que faz serviços clandestinos, agiotagem, resolvem as coisas no braço. - Explicava orgulhoso.
-Sei, e eles são perigosos? Acha que podem se voltar contra meu pai? - Ela se preocupou, sempre se preocupava.
-Não acredito que isso va acontecer, Augusto já lidou com tanta gente ruim. - Otávio sorria.
-É, tem razão. - Ela se encolheu - Bom, só vim dar um oi mesmo, tenho muito trabalho na Precious. Aliás, você ainda não foi lá desde que inauguramos. - Apontou o dedo.
-Falta de tempo, prometo que vou. - Deu a desculpa, na verdade não gostava muito de boates e lugares cheios.
-Acho bom, não sabe o que esta perdendo. - Ela deu um beijinho de despedida - Então tchau.
-Sophie... - Chamou.
-Fala...
-E se... Bom, saíssemos pra jantar num desses dias em que a boate não abre? - Tentou mais uma vez.
-Então quer dizer que você não tem tempo de ir a Precious mais tem tempo de sair para jantar? - Ela cruzou os braços, foi sagas e o pegou no pulo.
-Não... É que... Bom, eu prefiro lugares mais vazios, se é que me entende. Além do mais, na Precious não vamos poder conversar direito e... - Ele se enrolou.
-Fazemos o seguinte, você vai conhecer a boate primeiro, depois veremos esse negócio do jantar ok?
-Tudo bem. - Ele sorriu satisfeito, enquanto ela, amarelo.
Depois disso finalmente se foi, já se arrependendo do que disse. Não queria jantar com Otávio.
E assim, mais alguns dias se passaram, até que o dia 24 de Junho chegou, uma data que mudaria aquela vidas e mudaria o rumo da história também. Dali em diante tudo seria diferente, e os destinos de Sophie e Pedro se entrelaçariam para sempre.
-Massaro? Venha até aqui, tenho uma missão especial para você. - Era Tony, chamando pedro para algo que mudaria sua vida.
[Continua]
Não rolou briga,
kkkk'
Uffa!
Mas Pedro ficou Put*, porque será em?
hahaha'
E Otávio?
Não larga do osso.
Mas e agora?
O que será que bem por ai?
A coisa vai ficar séria!
Aguardem!
Beijokas
Mayara
@Luansmyway
OMG ..
ResponderExcluirSerá q rola outro hoje ??
DIZ QUE SIIIIM ..
Agora o bicho vai pegar
Que os jogos comecem hahahah[
@SonhocomOLuanS
Uhuuu achei sua história nova, finalmente!! Vou ler e comentar sempre q der, gostei do q li.
ResponderExcluirDa leitora da Além dessa Vida q era fantasma mas se tornou oficial lembra?
Beeeijos, Rita
Pensei que iria rolar briga,kkkk. Mas Pedro se segurou. E agora o que vai acontecer? Negoço tá ficando bom a cada dia. Beijooss!!!
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