domingo, 5 de outubro de 2014

Capítulo 18

(Musiquinha para embalar o capítulo de hoje)


(Your Window Pain - Kirsch & Bass)

[...]

Pedro não dormiu quase nada de quinta para sexta. Depois que saiu da boate passou na casa de Tony e correu para resolver o "Probleminha" daquela noite, era coisa simples, apenas dar um "Aviso" a um cara do subúrbio, e depois pode se encaminhar para o galpão que chamava de casa. Estava muito cansado, e já eram quase 4:30 quando ele chegou, então só tirou as roupas e deitou-se, pegando no sono rápido. Dormiu apenas cerca de 3:30, e logo levantou-se pois tinha algo a fazer naquele dia e precisava agir rápido se não tudo não ficaria pronto até a noite, para ela, é claro. 

Quando saiu para a rua e se deparou com o sol forte do Rio de Janeiro, agiu como um vampiro e não gostou muito da sensação, a tempos não saia pela manha, mesmo assim continuou, e por incrível que pareça foi as compras, se sentindo um idiota pelo que estava comprando. 

Ele já estava com tudo planejado, e faria tudo em etapas, primeiro as compras na parte da manha e na parte da tarde, a arrumação de tudo que comprou, mal sabia ele que essa arrumação seria mais demorada que o previsto. 
...
Enquanto isso Sophie dormia tranquila, cercada de bons sonhos, queria dormir ao máximo para aquele dia passar rápido e passou. A tarde ela acordou e partiu para a boate como sempre fazia, se deparando logo com o bom humor de Davi:
-Bom Dia minha musa! - Ele a abraçou forte. 
-Bom Dia melhor amigo do mundo! - Ela sorria todo o tempo. 
-Hum, que felicidade é essa? - Ele a fez rodopiar. 
-Lembra da surpresa que Pedro falou? É hoje! 
-Ah, sério? Tão rápido? 
-Aham, estou tão ansiosa e curiosa que posso ter um ataque a qualquer momento. - Ela falou nervosa. 
-Sabe o que você esta parecendo? - Ele ria - Uma colegial idiota. 
-Mas hoje eu posso parecer uma colegial idiota ok? Você quem vivia reclamando que meu coração era de gelo, pois então, ele esta derretendo esse gelo, não estrague o momento. 
-Falei, mas não era pra se envolver tanto, era só pra pegar. - Ele deu de ombros. 
-Ok Davi, acho que devo ir embora antes que você acabe com tudo.
-Nada disso, já que esta aqui vamos falar de trabalho. Já escolhi o artista para o show aqui na boate. 
-É? Quem? ... 
E depois disso, relutantemente eles foram falar de trabalho. Mesmo com a cabecinha dela bem longe dali.
...
Como o universo estava conspirando a  favor deles naquele dia, o tempo voou e por sorte Pedro conseguiu terminar tudo a tempo. Então tomou um banho, se vestiu e antes de se encaminhar para a boate, desligou o celular e o largou em um canto qualquer, não queria ser incomodado por ninguém aquela noite.

Também antes de sair, olhou em volta para sua obra prima e falou consigo mesmo:
-Você é um idiota mesmo em! Esta parecendo um galãnzinho de novela. 
Só então foi ao encontro dela, na velocidade da luz como sempre, só pra chegar mais rápido.

Ao chegar lá se surpreendeu pois quando foi pagar, disseram-lhe que sua entrada estava liberada ali, naquele dia e em todos os outros dias. Sorriu sabendo que era obra de Sophie, mas não se sentia muito bem entrando sem pagar, mesmo assim tinha pressa, pressa e vontade dela, então entrou mesmo assim. 

Rapidamente a encontrou, estava perto da entrada por sorte, mas distraída conversando com uma outra garota, ele esperou quietinho que ela terminasse e virasse para onde ele estava, até que ela o fez e o viu imediatamente, naquela mesma posição de sempre, olhar baixo, sobrancelha arqueada e mãos nos bolsos, lindo. 

-Tão cedo? - Foi a primeira coisa que ela falou quando se aproximou dele. 
-Quero aproveitar bem o tempo. - Piscou para ela. 
-Hum, imagino. - Ela sorriu sem graça. 
-Então? Vamos? 
-Não sei, acho que desisti. - Sophie brincou, ele ficou impaciente. 
-Olha, você não brinca comigo porque... 
-Ei, ei calma rapaz, não vá começar a quebrar tudo aqui ok? Estou brincando. - Ela ria dele. 
-Melhor assim. 
-Deixa eu só avisar o Davi aqui pelo celular. 

Então o fez e partiram para o estacionamento, chegando lá, ele lhe entregou o capacete e uma venda:
-Que? Vai me vendar? - Ela perguntou estranhando. 
-Claro, se não a brincadeira não tem graça. - Ele sorria de lado, apaixonante. 
-Tem certeza? Vai estragar meus cílios, minha maquiagem... Sophie reclamava e ele sorria. 
-É uma burguesinha mesmo em. 
-Para! Já disse que odeio quando me chama assim. 
-Ta bom, "meu anjo" - Deu ênfase enquanto puxava ela para perto - Colabora vai, prometo que não vai se arrepender. - Dessa vez falou baixinho em seu ouvido, daquele jeito a convenceria de qualquer coisa. 
-Tudo bem, depois não reclame que vou ficar feia. - Ela colocou a venda. 
-Você feia? Meu Deus, as mulheres são mesmo loucas. 
Assim, depois de chegar se ela não estava trapaceando e tinha colocado a venda direito, a ajudou a subir na moto e partiram finalmente. 

No fundo ela estava adorando aquilo tudo, mesmo sem querer, confiava nele a ponto de se deixar levar sem estar vendo para onde ia. E aproveitou todo o trajeto para lhe abraçar forte e buscar seu cheiro, enquanto ele também aproveitava a sensação do abraço dela. 

Até que chegaram ao seu destino, ele a ajudou a descer ainda vendada e a dar alguns passos. Sophie ouvia apenas o silêncio da noite, até que ouviu uma porta se abrir, ou melhor, um portão, parecia ser de correr, e estar meio enferrujado porque fez um barulho alto. Daí ele a guiou mais alguns passos e voltou a fechar o tal portão:
-Esta preparada? - Ele perguntou em seu ouvido. 
-Estou. - Ela respondeu sorrindo. 
-Então, antes de tirar a venda, prometa algumas coisas. 
-Que coisas? - Ela estranhou. 
-Prometa que não vai me achar um idiota pelo que fiz. - Ele  falou sério e ela sorriu. 
-Ah Pedro, claro que não vou achar isso. 
-Prometa! 
-Prometo! 
-Promete que não vai rir de mim? - Ele continuou e ela já estava rindo. 
-Prometo. - Prometeu mesmo rindo. 
-Quero que saiba que ainda sou um cara mal ok? E que isso tudo foi apenas um momento de desespero para ter uma mulher que se fez de muito difícil, então tive que apelar, mas eu sou mal, não se esqueça disso jamais! - Quanto mais ele falava, mais ela ria. 
-Ta bom, você é um cara mal, entendi. 
-Agora sim, vou tirar. 

Então ele tirou a venda dos olhos dela, foi ai que Sophie se deparou com um lugar diferente, parecia um espaço, um galpão, que estava iluminado por pequenas velas espalhadas por todos os cantos, acompanhadas de pétalas de rosas jogadas delicadamente sobre todo o espaço e principalmente sobre uma cama grande que estava no centro, a baixo das pétalas de rosas, lenções brancos e vários travesseiros, foi ai que ela ouviu uma musica leve ao fundo, ele tinha montado um clima perfeito. A delicadeza das rosas, velas e da musica se misturava com a aparência escura e agressiva do lugar tão pitoresco, formando assim uma combinação perfeita, algo que ela nunca tinha visto e vivido na vida. 

Na verdade, Pedro apenas transformou seu galpão, sua casa e teve muito trabalho com isso. Primeiro saiu para comprar tudo, velas, rosas, lenções novos, vinho, comida,  e produtos de limpeza, depois fez uma verdadeira faxina no galpão, limpou tudo, escondeu algumas coisas, tirou seu amado saco de areia do lugar de sempre, fez o lugar ficar com uma cara menos sombria e apresentável. Foi o melhor lugar que encontrou para levar Sophie, o mais seguro também, ali não seriam vistos nem incomodados por ninguém. Também fez questão de vendar os olhos dela para que não soubesse de seu endereço, isso era crucial, para que não o procurasse depois. E foi assim, usando o que tinha, e a sua essência que preparou o melhor que pode para ela:
-E então? - Perguntou aflito. 
-Esta... Esta tudo... Maravilhoso! - Ela continuava olhando. 
-Esta sendo sincera? - Ele finalmente relaxou, olhando -a, explorar o lugar, só não podia explorar demais. 
-Claro! Ficou lindo, nem dá pra acreditar que foi você que fez tudo isso. - Ela o olhou finalmente. 
-Ah não? 
-Não, você não acabou de dizer que é um cara mal? - Ela voltou a se aproximar dele. 
-É, e sou. - Ele fez cara de mal. 
-Não imaginei que caras do mal pudessem ser românticos também. - Pousou as mãos pequenas no peito dele, olhando em seus olhos enquanto falava. 
-Já expliquei, foi um momento de desespero para ter uma mulher extremamente difícil. - Ele a envolveu pela cintura. 
-Os melhores troféus vem com das maiores batalhas. - Ela falou chegando mais perto com sua boca da dele. 
-Tem razão, você é uma "Precious", um diamante, merece alguém que lute por você. - "Merece alguém melhor que eu" - Pensou. 
-Depois disso tudo, o diamante é seu, o troféu é seu, é tudo seu, você merece. - Confessou baixinho, ele sorriu. 
-Tem certeza? Ainda da tempo de fugir, não se esqueça que eu sou um cara mal. - Ele a olhou sedutoramente. 
-Quer saber o que eu acho? Que você não tem nada de mal, isso tudo é só uma capa. Na verdade você é o melhor de todos, incrível. 
-Eu disse que queria lhe dar apenas o meu melhor, lembra? - Falou aquilo com uma certa dor no coração. 
-Lembro, e esta fazendo isso. Agora chega de falar, não faça eu me arrepender de lhe entregar o diamante. - Brincou. 
-Era isso que eu queria ouvir menina. 

E depois dessas palavras, suspendeu ela no ar fazendo com que envolvesse as pernas em seus quadris e a beijou, a beijou vitorioso, porque ela tinha gostado, e porque estava prestes a se entregar para ele finalmente, de uma maneira especial, da maneira que ela mesma merecia. 

Dali foram para a cama, onde sentaram-se os dois de frente um para o outro, iluminados pela meia luz das velas, conversando através do olhar, deixando a musica lenta os envolver. E mais um beijo aconteceu, lento e carinhoso, sem pressa, pois aquela noite era só deles. Foi ai que ela se livrou da camisa dele, sorrindo ao se deparar com seu abdomem definido e imediatamente lembrando-se do comentário anterior. Depois foi a vez dele tirar a blusa dela e se deparar com sua pele branca, seus traços delicados, ficando ainda mais maravilhado. E assim, livraram-se de todas as peças de roupa, devagar, com carinho, como ele nunca tinha feito com ninguém. 

E quando toda a roupa foi tirada, ele não pode mais controlar seu instinto selvagem, e a fez se deitar imediatamente, fascinado com seu corpo, seus traços, suas curvas, seu cheiro, e a cobriu de beijos, de carinhos, e beijou sua boca ferozmente também. Mas ao menos tempo que tinha sede dela, tinha medo de machucá-la, tentava se controlar como se ela fosse uma boneca de louça. Porém, Sophie só parecia frágil, mas estava ardendo em chamas e o queria tanto quanto ele a queria, por isso o puxava para si, unhando suas costas, seus braços, correspondendo intensamente aos carinhos. 

"Ele era perfeito, e naquela noite o defini como um anjo negro, o retrato da perfeição, foi esculpido, seu físico era maravilhoso, forte, imponente, exitante. Percebi que ele tentou ser mais carinhoso, mas aquele não era seu perfil, Pedro era como um lobo, um leão que tinha fome, fome de mim. E quando nos fundimos finalmente, quando nos entregamos um para o outro nos tornando um só, me senti como se tivesse sido transportada para outro mundo, um mundo só nosso. Todas as sensações que ele me causou foram maravilhosas e diferentes de tudo que ja vivi. A mistura do lugar, do homem, de nós dois, foi a melhor coisa que ja vivi, tenho certeza. Ninguém nunca tinha me tocado daquele jeito, nenhum outro me dominou como ele conseguiu, nenhum homem conseguiria ser aquela mistura perfeita de doçura e tentação. E foi ali que tudo se concretizou em mim, que eu percebi que realmente estava completamente, loucamente, eternamente, insanamente apaixonada por ele e que o queria, o queria para mim, para sempre." 

"A sensação de tê-la para mim foi como eu imaginava, aliás, foi bem melhor do que eu imaginava. Na cama ela foi ainda mais incrível, ainda mais surpreendente, ainda mais apaixonante e me fez sentir o que eu nunca havia sentido por nenhuma outra mulher. Mas que besteira a minha, desde o primeiro olhar Sophie me causou reações diferentes do que todas as outras que passaram em minha vida. No começo eu tive medo, tive receio de estragar tudo, de machucá-la com toda a brutalidade que eu estava acostumado a mostrar, mas percebi que ela só parecia frágil, só parecia um anjo. Sentí-la, tocá-la, beijá-la, tê-la, foi sem dúvidas a melhor experiência da minha vida, porém também foi minha perdição, porque depois de tudo aquilo que vivemos, depois de tê-la tão intensamente, seria difícil de seguir em frente, de sumir da vida dela como eu queria, deixá-la para trás. Porque agora só estávamos ainda mais ligados, e eu tinha ficado ainda mais confuso, mas de uma coisa eu tinha certeza, eu queria mais e mais dela, eu a queria muito e sempre, a queria para mim, queria viver aquilo tudo, porque talvez eu estivesse... Ah Para cara, seja sincero! Eu estava, completamente, loucamente, eternamente, insanamente apaixonado por ela." 


[Continua]




Gente socorro! 
Nem tenho o que falar sobre esse capítulo.
FINALMENTE!
kkkkk

Só quero saber o que vocês acharam!
Acho que mereço comentários em! 

E o desfecho disso tudo... 

Cara, 
só Aguardem! 

Mayara
@Luansmyway

sábado, 4 de outubro de 2014

Capítulo 17

O capítulo de hoje é dedicado a Priscila lindona que estava reclamando nos comentários que não ganhava capítulo, então ai esta amor! hahaha' Obrigada por estar sempre aqui, por ser minha Fiél, por me dar ideias, te adoro muito muito! Beeeeeeijo ♥

[...]

Pedro tinha exatos 26 anos, porém, estava "nesse ramo" desde os 18, fazendo as contas, foram 8 anos de perseguições, agiotagem, cobranças de dívidas, troca de tiros, inimizades, fugas desesperadas, ataques surpresa e outra séria de coisas. Sendo assim, depois de tudo isso ele praticamente adquiriu super poderes, tinha uma visão extremamente aguçada, enxergava qualquer coisa, era minucioso e atencioso a cada detalhe do que estava a sua volta, tinha uma audição excelente, era capaz de ouvir um zumbido de um mosquito a metros de onde estava, seus reflexos eram perfeitos e quando precisava lutar com alguém quase nunca saia perdendo, mas carregava com sigo também, algo que era quase um dom, o dom de sentir as coisas e as pessoas, e naquela noite, ele sentiu que estava sendo seguido a exatas três ruas da casa de Tony, nem precisou ir muito longe. 

Continuou seguindo em frente com sua moto, olhava discretamente o retrovisor e via que realmente tinha outra moto preta atrás dele, resolveu ir mais a frente para certificar-se de que o outro motoqueiro não ia desviar o caminho, até que deparou-se com uma viela mais escura e entrou lá dentro, mordendo a isca o perseguidor o seguiu, foi aí que ele teve certeza, parou a moto e saltou como um gato, o outro foi obrigado a parar também e a passos largos, em segundos Pedro estava ao lado dele:
-Tem um segundo para tirar esse capacete e responder porque esta me seguindo. - Falou baixo. 

Foi então que veio a surpresa, quando Mey tirou o capacete deixando os cabelos cacheados caírem por sobre os ombros, seus olhos brilharam na escuridão:
-Mey? - Ele quase não acreditou. 
-É, sou eu. - Ela falou com raiva. 
-O que... Porque esta me seguindo? - Ele perguntou nervoso. 
-Porque quero saber onde você vai sozinho quase todas as noites! - Ela respondeu sem rodeios. 

Ele cerrou os punhos, olhou pros lados e respirou fundo algumas vezes, Pedro era o pavio curto em pessoa:
-Tem ideia do que eu podia ter feito com você se não tivesse tirado o capacete? - Ele perguntou em tom alto. 
-É claro que sei que acabaria comigo, eu não sou burra Massaro, por isso tirei logo. 
-Ah você é burra sim Mey, que droga de ideia foi essa de me seguir? Ficou maluca? 
-Já disse, você não me contou, resolvi descobrir sozinha. - Ela deu de ombros e ele ficou com mais raiva. 
-Não contei porque não é para você saber! - Seus olhos quase saltaram das órbitas, ela estremeceu mas não demonstrou - É uma missão Mey, secreta, ordens de Tony, você sabe como são esses trabalhos, não posso contar nem mesmo para vocês do grupo! 
-Massaro eu não vou contar pra ninguém, você sabe que pode confiar em mim, de repente eu posso até ajudar... 
-Não, não, não! Você é a ultima pessoa que poderia me ajudar! - Ele negou com a cabeça diversas vezes. 
-Porque? Que raio de missão é essa? 
-Mey, eu só vou falar uma vez, preste atenção, não me siga mais! Nem tente descobrir o que estou fazendo, porque da próxima vez eu vou esquecer que somos do mesmo grupo e acabo com você esta me ouvindo? - Pedro apontava o dedo - Melhor, lhe entrego para Tony, ai quem acaba com você é ele. 
-Você não faria isso... 
-Faria e você sabe que faria. 

Sim, ela sabia que ele faria, mas queria se mostrar forte, não ia desistir:
-Porque é tão difícil confiar em mim? Porque nenhum de vocês do grupo, principalmente Tony, acham que eu sou capaz de participar dessas missões importantes? É porque eu sou mulher? - Ela apelou para o emocional. 
-Não Mey, só que cada um de nós tem habilidades diferentes, veja só você, se fizesse o que eu faço já teria sido pega a muito tempo, qualquer um teria percebido que você estava o seguindo. Você sabe muito bem das qualidades que tem.... 
-Ah eu sei, uma bunda, um  par de peitos e belos olhos, para seduzir os velhos e extorqui-los, ou para me passar por boa moça, como uma camaleoua, muito emocionante. 
-Essas são ótimas qualidades. - Ele sorriu por fim. 
-É, que eu lhe ofereço todo o tempo mas você rejeita. - Mey rocou no ponto de sempre, eles dois como um casal. 
-Vou ter que explicar isso de novo também? - Ele voltou ao mal humor do inicio. 
-Não! Você não intende que eu gosto de você e só quero te ajudar? 
-Também gosto de você, é como se fosse minha irmã, por isso quero que fique fora disso. 
-Ai para com esse papo chato de irmã! Tudo bem, você venceu, vou embora. - Ela se aproximou do rosto dele - Mas isso não quer dizer que eu desisti Massaro. 
-Se me seguir de novo já esta avisada. 
-Só idiotas usam o mesmo plano duas vezes. - E depois de dizer isso ela colocou o capacete e foi embora. 
Ele esperou um tempo para certificar-se de que ela tinha mesmo ido embora, e só então pegou novamente o caminho da boate, agora atento em dobro. 
...
-É, parece que você vai perder a aposta Davi. - Ela sorria amarelo enquanto olhava as horas - Quase 1:00 da manha. 
-Você quis dizer ainda é menos de 1:00 da manha né meu bem? Até fecharmos as portas e sairmos do estacionamento a aposta ainda esta valendo. 
-Ele não vem. 
-Não ele não vem... - Davi falou e ela estranhou, esperava um incentivo do amigo - Ele já chegou baby! - E então apontou para a porta. 

E quando ela virou-se, podê vê-lo entrando através da multidão. Roupa preta - que parecia a mesma de sempre, mas ninguém sabia ao certo - mãos nos bolsos e o olhar de quem procura algo. Sophie ficou fascinada com a beleza rustica dele por alguns segundos, até que Davi a cutucou:
-Vai lá Mulher? Ta esperando outra passar e levar? 
-Ta, ja vou. 

E então, ela foi por trás de onde ele estava, se esgueirando para que ele não a visse, depois chegou por trás e tapou seus olhos com as mãos, e com apenas um toque ele já sabia que era ela:
-Me procurando? - Perguntou divertida depois que ele destapou os olhos e virou-se para ela sorrindo. 
-Sempre. Mas parece que você me achou primeiro. - Ele sentiu vontade de beijá-la mas não queria fazê-lo ali no meio de todos. 
-Vamos ali em cima, é mais reservado, menos barulho. - Ela leu seus pensamentos. 

E assim se encaminharam para a área Vip da boate, onde ficaram parte dos camarotes e espécies de "cantinhos" mais reservados e escurinhos com sofás aconchegantes e bebida, foi lá que eles se sentaram, pois ao lado de Sophie, ele podia transitar por todo o local:
-Achei que não viesse, também, você sumiu a semana toda, te dei meu numero mas de nada adiantou né? - Reclamou como uma menininha e ele sorriu. 
-Muito trabalho. - Pedro respondeu apenas isso. 
-Ah é? E no que você trabalha? - Ela estava sempre tentando descobrir mais. 
-Ah eu faço de tudo na empresa onde trabalho. - Ele deu um jeito de não mentir muito - Digamos que eu sou o braço direito do meu chefe. 
-Olha só... - Ela gostou do que ouviu - E que empresa é essa? Será que eu conheço? Atua em qual ramo? Você é formado em alguma coisa? - Desenfreou nas perguntas. 
-Ei, ei, calma! - Ele ria dela - Alguem já lhe disse que você pergunta muito? 
-Já. 
-Então, pra que falar desses assuntos chatos se a gente pode se beijar? 

E sem esperar resposta ele a beijou, e se beijaram uma, duas, várias vezes sem falar nada, apenas aproveitando, se sentindo, se gostando, até que precisaram de fôlego e ele aproveitou para frisar:
-Adorei esse cantinho. - Ela sorriu ao ouvir isso. 
-Foi ideia minha, afinal, as pessoas vem pra balada pra pegar alguem, mas muita gente não gosta de ficar se pegando no meio de todo mundo. - Ela explicou. 
-Tem também aqueles que não podem ser vistos pegando alguém né? - Ele completou - Tipo namorados safados que bem pra balada sem a namorada, ou caras casados, ou mulheres casadas, ou famosos... 
-Exatamente. 
-Bem pensado. Sua cabecinha é brilhante. - Ele acariciou os cabelos dela.
 -Sabe o que me dei conta agora? - Ela deixou-se acariciar, olhando nos olhos dele. 
-Fala... 
-Que eu nunca vi você sob a luz do dia. 

Aquela frase fez com que Pedro parasse o carinho, e prestasse mais atenção nela:
-Podíamos marcar uma praia qualquer dia, mas dessa vez de manha, sem lá. - Ela sugeriu uma coisa que parecia tão simples, mas não era. 
-Eu não gosto muito de sair de dia, também trabalho, esqueceu? - Mentia sobre o trabalho. 
-Trabalha sete dias por semana? Ou não quer ir a praia comigo porque não esta sarado o suficiente? - Ela brincou. 
-Você pode ver meu físico agora se quiser, para comprovar , sabe disso. - Ele ofereceu malicioso - Não só ver, como tocar, usar, abusar... - Falou pertinho do ouvido dela. 
-Não fuja do assunto. - Ela o empurrou para um pouco mais longe antes que arrancasse a roupa dele ali mesmo. 
-Tudo bem, vamos marcar de ir a praia qualquer dia. - Ele concordou naquele momento, mas a enrolaria e não fariam isso. 
-Eu odeio você as vezes. - Ela falou séria. 
-Porque? 
-Porque você é assim! Vai empurrando as coisas com a barriga, não me liga, não me fala nada, aparece quando quer... - Ela enumerava, ele sorria, adorava vê-la impaciente. 
-Não é isso, só gosto de deixar rolar. - Deu de ombros natural. 
-Mas eu não gosto, gosto das coisas certas! 
-Então vamos acertar uma coisa para amanha. - Ele segurou as mãos dela - Lembra-se da "Surpresinha" que lhe falei? Que tal ser amanha? 
-De dia? - El ficou radiante. 
-Não, a noite anjo! 

Era a primeira vez que ele a chamava de anjo naquela noite, isso a fez esquecer de qualquer outra coisa:
-Tudo bem, me pega aqui? 
-Claro. 
-Não vai falar nada sobre isso né? - Ela fez careta. 
-Não, quero comprovar se a curiosidade mata mesmo a gata. - Brincou e roubou um selinho dela. 
-Que roupa devo usar? Você tem que me dar pelo menos uma pista. 
-A roupa não faz diferença, vamos tirá-la de qualquer forma. - Falou sem rodeios, ela abriu a boca chocada. 
-Aaaaaaaah então é isso que você quer com esse negócio todo de surpresa e tudo mais né? Sempre sexo Pedro, você é mesmo um sem vergonha! - Ela cruzou os braços, ele só ria. 
-Sabe a quanto tempo você esta me cozinhando Sophie? - Usou seus argumentos - Vou fazer uma coisa linda, mereço uma recompensa. 
-Vou pensar no seu caso bonitinho. 
-Sinta-se privilegiada, não tenho esse trabalho todo com outras ok? 
-mentira, faz esse joguinho com todas. 
-Não senhora. Você é especial, é diferente, e quero provar isso. 

Ele parecia sincero falando aquilo, e estava sendo, mas quando estavam prestes a se beijar para selar aquele momento, o celular dele tocou, era Tony:
-Alô. - Atendeu na frente dela mesmo para que não desconfiasse. 
-Massaro? Surgiu um problema de ultima hora, todos os outros estão ocupados, você tem que vir me ajudar. 
-Estou indo. - Respondeu apenas isso. 
-Tudo bem, te espero. - E então desligou. 
-Vou ter que ir embora. - Falou para ela que já estava com cara de saudade. 
-Seu pai esta passando mal de novo? - Ela lembrou-se da mentira que ele contou da outra vez. 
-Mais ou menos, é que... Ele não gosta muito de ficar sozinho. 
-Hm, devo me preocupar? 
-Não, imagina. E não se esqueça, amanha, sem falta. - Falou antes de partir. 
-Não vou esquecer. 

E assim ele a beijou rapidamente, tocou seu rosto por um instante e reforçou:
-Você é muito especial para mim Sophie, de verdade. Obrigado. 
Depois disso se foi. 

E ela ficou lá, maravilhada com aquela visita, mas um pouco tensa por causa dessa saída de emergência e por fim ansiosa, sem saber o que esperar da noite seguinte.


[Continua]





Mozauns... kk'
Por sorte Pedro viu que Mey o estava seguindo, 
mas ela não vai desistir e logo vai descobrir tudo.
Nem preciso dizer a tempestade que vai ser né? 
Maaaaaaaaaaaaaas, 
próximo capítulo, 
surpresinha do Pedro, 
será que Sophie vai ceder dessa vez?
hahahaha' 
Aguardem!

Ah, 
e quem quiser capítulo dedicado me avisa aqui ou no grupo porque já esqueci todas que pediam! 
kkkkkk
Sou lerda! 

Beijos
Mayara
@Luansmyway

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Capítulo 16

[...]

Aquela noite de domingo para segunda foi longa para todos. Para Pedro e Sophie porque passaram quase toda ela em claro pensando um no outro, para Augusto que pensava em novas maneiras de colocar sua investigação contra o grupo para a frente, para Tony que pensava em como se livrar de Augusto usando Sophie, para Davi que caiu na gandaia , dessa vez sem estar trabalhando na Precious e para Mey que pensava em Pedro e em como faria para descobrir o que ele fazia quase todas as noites sozinho. 

Mas finalmente amanheceu, e quando isso aconteceu, Augusto foi ao escritório como fazia todos os dias e chegando lá encontrou Otávio pontual como sempre, e já foi logo tratando do assunto para não esquecer: 
-Conhece Pedro Moreira? - Perguntou falando o sobre nome falso que Pedro tinha lhe dito. 
-Pedro Moreira? - Otávio não se recordou de imediato. 
-É, amigo de Sophie, frequentador da boate, você não foi lá no sábado? - Augusto jogou sua pasta sobre a mesa
-Fui, mas pra ser sincero só tive olhos pra sua filha lá. - Ele sorriu. 
-Tem certeza que não viu nenhum cara perto dela? Alto, cabelos pretos? Cara de bandido. 

E foi com essa descrição que Otávio lembrou-se na hora, ligando ao nome:
-Claro, o cara que chegou no bar, o nome dele era Pedro! - Estalou os dedos. 
-Ah, então você o conhece. 
-Não o conheço, na verdade estava bebendo com Sophie quando ele chegou, estava com aquelas roupas de motoqueiro e tinha sim cara de bandido, disse que se chamava Pedro e parecia que se conheciam bem. Não sei, mas tive a impressão de que ele queria me tirar de lá. - Otávio explicava. 
-E o que mais? 
-Ah, depois eu vim embora, já era bem tarde. - Ele deu de ombros. 
-Claro, você deixou minha filha sozinha com um estranho mal encarado com roupas de motoqueiro, que espécie de homem é você Otávio? - Augusto ficou indignado. 
-Ué, Sophie é grandinha, sabe se defender. Além do mais doutor, me desculpe, mas ela estava com aquela cara de quem não estava me suportando. - Suspirou. 
-E não estava mesmo. Fui falar com ela sobre você ontem, e se você a convidou para jantar melhor esquecer, ela não quer. 
-É, imaginei. - Otávio pareceu desapontado. 
-Mas o que você não vai acreditar é que o motoqueiro esteve lá em casa ontem a noite, o tal de Pedro. 
-O que? 
-Isso mesmo, um atrevido não acha? Totalmente deselegante, chegou sem avisar, e pior, foram para o quarto. - Augusto colocou seu óculos para assinar alguns papéis. 
-Pro quarto? Mas... Eles? Como o senhor permitiu isso? 
-Você sabe que eu não invado a vida de Sophie. - O olhou por um instante - Mesmo assim, se você já não tinha chance antes, agora com outro no pário vai ser pior ainda. 
-E o senhor me diz isso assim? temos que fazer alguma coisa! - Otávio se desesperou. 
-Temos não, você tem, eu tentei, não adiantou. Agora me diga, como Sophie pode se interessar por aquele homem com cara de marginal e não por você? Alguma coisa esta errada. 
-Vai ver ela gosta de ... bad boys. - Otávio fez careta. 
-Mas eu não quero que ela goste desse tipo de gente, quero que ela goste de você. - Augusto apontou para ele. 
-Eu também quero isso, mas quem tem que querer mesmo é ela. 
-Então faça ela querer! 
-Como? 
-Não sei, mas como aquele rapaz estranho ela não vai ficar. - Augusto olhou pro nada.
-O senhor não acabou de dizer que não invade a vida da sua filha? 
-Não estou invadindo, estou protegendo, o que é bem diferente. 
...
Quando acordou, por volta das 12:00 do dia, a primeira coisa que Sophie fez foi olhar o celular para ver se Pedro tinha dado algum sinal de vida, porem, não viu nada:
-O que você esta esperando Sophie? Uma mensagem de bom dia? Pode esquecer. 
Falou consigo mesma enquanto levantava e se arrumava. 

Enquanto isso, em seu galpão longe dali, ele também acabava de acordar e ironicamente a primeira coisa que fez foi pegar o celular e abrir os contatos, onde o primeiros deles era o numero dela, "Anjo". Poderia ligar, queria ligar, mas sabia que não podia, não podia deixar rastros ou vestígios que permitissem que ela o encontrasse depois que a deixasse para sempre. "A deixar para sempre", para sempre parece tanto tempo, e queria dizer nunca mais ver aqueles olhos verdes, tocar aqueles cabelos ruivos lindos ou sentir aquele cheiro doce e delicioso de sua pele. Se perguntou porque tudo tinha que ser tão complicado. 

Levantou-se e foi direto para o banheiro nada luxuoso, olhou-se no espelho sujo e admirou seu rosto por alguns instantes, depois falou consigo mesmo:
-Porque tudo é tão complicado Pedro? Simplesmente porque com ela nunca poderia ser simples. Mesmo que não existisse a missão, você nunca iria dar certo com ela, uma verdadeira princesa que mora num palácio e tem tudo, o que você poderia oferecer a ela? Porque virar a cabeça da garota? E depois? O que fariam? Conviveriam com a diferença social? Ta bom que dinheiro talvez não fosse o problema, mas o que ela faria se soubesse de onde vem e como consegue seu dinheiro? ... Jamais poderia dar certo, então o que você tem a fazer é seguir em frente, já esta se permitindo ter alguns bons momentos com ela, depois faça o que tem de fazer, o que planejo fazer, porque provavelmente Sophie passaria por sua vida como uma chuva de verão e quem ficaria? Você, sozinho como deve ser, junto a Tony e ao seu grupo. 

Depois disso ele lavou o rosto e foi em busca de algo para comer. 
...
Naquele dia mesmo, Augusto teve que fazer uma viagem de trabalho e provavelmente só voltaria no fim de semana, isso fez com que as investigações contra Tony parassem por enquanto e ele rapidamente soube disso pelos seus informantes, e logo tratou de avisar a Pedro por telefone:
-Massaro? Boas notícias, Augusto teve que viajar e abriu um recesso nas investigações, isso quer dizer que teremos mais tempo para pensar o que fazer com a moça. - Ao ouvir isso Pedro suspirou aliviado. 
-Entendo. 
-Mas você não em contou, como foi ontem na casa dela? 
-Ótimo, ele me viu como queria e não gostou nada de mim. 
-Perfeito, tomara que ele ligue os pontos rápido. Acha que se ele mandar ela se afastar de você, a ruivinha fará isso? 
-geniosa como ela é? Creio que não. - "Mas podia se afastar mesmo enquanto era tempo" - Pensava.
-Isso é bom. Aproveito esse tempinho que terá a mais com ela então. - Tony ria ironicamente. 
-Vou fazer isso. 

E não mentou quando disse que aproveitaria, usaria aquele tempo para resolver as coisas. Cumpriria o que prometeu a Sophie e depois entregaria a missão, sumindo da vida dela. Mal sabia ele que os ventos soprariam em outra direção. 
...
Ps dias foram se passando, e dentre eles Pedro não deu sinal de vida a Sophie desde a noite de domingo. Já era quinta feira, dia de reabrir a boate de novo e ela estava lá a tarde com Davi como sempre fazia:
-Amiga, acho que ta na hora da gente colocar em prática a ideia do show ao vivo, das misturas de gênero, acho que a gente podia começar com sertanejo, todo mundo ama sertanejo. - Davi tagarelava mas ela estava viajando longe em seus pensamentos - Oi, Sophie? Filhota acorda! - Deu um tapinha nela. 
-Ãh? Sertanejo, é. - Ela voltou a si. 
-Para, para, para, para! Vamos conversar sério agora. - Davi jogou os papéis para lá - Tava pensando no Pedro né? 
-Não tenho feito outra coisa, ele sumiu. - Ela confessou tristonha - Mas também, a culpa foi minha, eu disse que estava me apaixonando, ele deve ter se assustado com isso. 
-É, foi cedo, você sabe como são os homens, em fim. Mas ele foi na sua casa te procurar, isso não significa nada? - Davi tentana ajudar, no fundo gostava de Pedro. 
-Não sei. 
-Quer apostar comigo que ele aparece aqui hoje? - Davi falou animado, tentando animá-la também. 
-Acho que não... - Ela sorriu de canto. 
-Dobra o meu salário então? 
-Dobro seu trabalho pode ser? - Ela brincou. 
-Isso é impossível, está apostado, se ele aparecer aqui você me paga em dobro este mês ok? 
-Ok. - Ela concordou gostando da brincadeira. 
-ótimo, já vou começar a estourar meus cartões amanha mesmo. - Risos - Mas agora vamos voltar ao trabalho? O que acha do show sertanejo? 
-A galera vai pirar... - Ela finalmente mergulhou no trabalho. 
E assim a tarde se passou, a noite caiu e os trabalhos na Precious começaram, mas bem longe dali, os trabalhos também já estavam a todo vapor. 

Tony ja tinha dado tarefas para todos, Black e H iriam para um lado, Mey estava sem trabalhos aquele dia e Pedro para sua missão especial, é claro. Foi ai que a gata da escuridão viu a chance perfeita para fazer o que já estava planejando a dias, seguiria Pedro para descobrir o que ele fazia secretamente. 

Então, na hora que ele saiu em sua moto, ela esperou um pouco e depois saiu atras, de moto também:
-Hoje eu descubro o que de tão importante você faz Massaro. - Dizia. 

[Continua]




Mozis lindis, antes de tudo... 

Thielle sua vadia! kkkk Achei que tinha sido abduzida, ou me abandonado! QUE BOM QUE VOLTOOOOOOOOU!!! Tava com saudade! Esta perdoada porque eu sou uma pessoa muito boa ok? Se sumir de novo não perdoo mais! Beijãããão linda! 

Nara sua reclamona! Tenha calma, oush, tudo vai acontecer no tempo certo! Quanto ao negócio do whats, deixa seu numero pq não vou divulgar meu numero maravilhoso aqui para Deus e todo mundo, depois as inimiga descobre e passa trote! kkkkkkkk' beeeeeeijo

Agora, sobre o capítulo... 
Augusto e Otávio tramando! 
Bléééh
Pedro preparando a surpresinha da Sophie
♥♥♥♥
Vai acontecer nos próximos capítulos! 
hahahaha' 
Aguardem! 

Mas ouviram ai que alguem falou em show sertanejo???????
Será que teremos a participação de um certo gordo beeeeem conhecido por nós? 
kkkkkk
Falo nada! 

Mas e Mey em? 
Será que ela vai descobrir onde Pedro vai sempre? 
Vocês querem que isso aconteça? 

QUERO COMENTÁRIOS! 

Beijos

Mayara
@Luansmuway

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Capítulo 15

Este capítulo é dedicado a Julia, minha Ju doidinha que esta comigo desde milhões de anos atrás, firme, forte e Fiél, só tenho a  agradecer e nada mais. Espero que goste Juuu, beijooos e já sabe, se me abandonar apanha de toalha molhada! kkkkk' ♥ 

[...]

-Eu disse a você que um dia ia lhe contar tudo. - Ele sentou-se na cama, tenso. 
-As vezes você me assusta sabia? O que é tão grave que eu não posso saber? - Ela sentou-se também buscando seu olhar, em vão. 
-Eu só.. Não gosto de falar sobre mim. -Mentiu falando a verdade, as mãos entrelaçadas sobre os joelhos, o olhar voltado para o chão.
-Eu entendo, mas preciso... Preciso saber em que estou me metendo. - Ela falou angustiada, ele finalmente a olhou nos olhos - Porque acho que ... - Não conseguiu concluir. 
-Acha que... 
-Que estou me apaixonando por um cara sobre o qual não sei nada. - Ela confessou. 

Pedro suspirou pesado depois de ouvir isso, ela era tão incrível, tão diferente que não queria ser superior, não tinha vergonha de falar sobre seus sentimentos, mas estava apaixonada por ele, tudo que não devia acontecer:
-Acho que você esta em apuros. - Tentou colocar humor nisso, mas não teve sucesso. 
-Então vá embora antes que eu me estrepe de vez. - Dessa vez ela quem olhou para o chão. 
-Era o melhor a se fazer, mas... Não posso. - Ele respondeu depois de pensar um pouco. 
-Porque? - Ela voltou a olhá-lo, seus olhinhos verdes brilhavam como nunca. 
-Porque estou preso a você. - respondeu simplesmente isso, e de certa forma era verdade, presso pela missão que tinha a cumprir e pelo sentimento também. 
-Maneira bonita de falar. - Ela sorriu de canto. 
-Eu quero dar a você somente o que eu tenho de bom anjo. - Ele tocou o rosto dela, chegando bem perto, com todo o carinho do mundo. 
-Você levou mesmo a sério o negócio do apelido né? - Ela brincou. 
-Levei. - Ele sorriu de canto. 
-Eu não quero saber somente o que tem de bom, quero saber tudo sobre você, todos nós temos dois lados e seu lado ruim não deve ser tão assustador. - Ela voltou ao assunto. 
-Você não sabe o que diz... Me deixa fazer do meu jeito. - Segurou uma das mãos dela. 
-O problema é que eu sinto como se tivesse caminhando no escuro, sem saber para onde estou indo. - A voz dela era angustiada, ele sentiu um nó na garganta ao ouvir isso. 
-Eu sei, no seu lugar eu estaria do mesmo jeito, mas quero que saiba de uma coisa, eu gosto muito de você, nem imagina o quanto e prometo que essas duas mãos aqui - mostrou as mãos a ela - jamais lhe farão mal algum. - Ele estava prometendo, mas não sabia se poderia cumprir. 
-Em outras palavras, quer que eu confie em você? 

Ele não respondeu, não poderia responder aquilo, porque ela não devia confiar nele, porque ele a estava levando para a boca do leão. Então simplesmente a beijou,  beijou como se aquele fosse o ultimo beijo que lhe daria na vida, lhe beijou com tudo de bom que ainda existia dentro dele, e ao fim, de olhos fechados, colaram as testas por alguns segundos:
-Eu preciso ir. - Ele disse baixinho.
-Eu sei que não adianta pedir para você ficar. 
-É verdade, mas eu volto, quando você menos esperar. - Tentou sorrir. 
-Eu sou mesmo uma louca. - Ela disse sorrindo. 
-Porque? 
-Por tudo isso, você sabe. 
-Já sei! - Ele estalou os dedos - Da próxima vez que nos encontrarmos, vou te levar a um lugar. - Ele mudou totalmente de assunto. 
-Que lugar? - Ela ficou curiosa.
-Um lugar especial, com coisas especiais, um momento especial, uma surpresa. - Ele falava animado. 
-Argh, odeio ficar curiosa. 
-Mas vai ficar. - Ele levantou-se - E não se esqueça, eu apareço quando menos esperar. 
-Tem meu numero, pode me ligar. - Ela reforçou. 
-Eu gosto de conversar ao vivo, de sentir o cheiro... - Ele se aproximou dela mais uma vez e cheirou seu pescoço - Agora adeus, e pode ficar ai, eu sei onde é a saída - Selinho - Durma bem, Anjo. 
E depois disso ele se foi, o mais rápido que pode para não enlouquecer na frente dela. Precisava chegar em casa logo e bater em seu saco de areia, pois agora se sentia mais enrolado e confuso que antes, ou seria apaixonado? 
...
Depois que Pedro foi embora, Sophie se jogou na cama novamente pensando em tudo que tinha acontecido, na visita de Pedro, em tudo que conversaram, no apelido lindo que ganhou e no que tinha confessado a ele:
-Acho que você não devia ter falado isso... Anjo. - Pensou em voz alta - Não devia ter dito que esta se apaixonando. 
Sorriu de si mesma, a quanto tempo não se apaixonava por alguem? Muito. Das outras vezes não tinha dado muito certo, e tinha uma coisa forte lhe dizendo que dessa vez não seria diferente, mesmo assim arriscaria, porque de onde estava, não podia mais voltar:
-Vou arriscar, mesmo ele sendo quase um estranho, um desconhecido, um mistério. Porque eu não estou mais mandando em mim mesma e essa é a realidade. 

Foi ai que ouviu batidas na porta, era seu pai que entrou depois da permissão concedida:
-Vi que o rapaz foi embora, porque não desceu com ele? - Perguntou como quem não quer nada. 
-Não foi preciso. - Ela sorriu de canto - Senta aqui. - Chamou e ele sentou-se, foi então que Sophie colocou sua cabeça no colo do pai e instintivamente ele começou a acariciar seus cabelos vermelhos.
-Quem é ele? Quero dizer... Vocês são... 
-Amigos. - Ela respondeu escondendo um sorriso. 
-Ah, entendo. - O silêncio se fez por um instante. 
-Quer me dizer alguma coisa não é? - Ela conhecia bem o pai. 
-Quero sim... Não sei... Não goste muito do jeito dele, pronto, falei. 
-E porque não gostou? - Ela não se mexeu do lugar. 
-Não sei, ele é estranho... Você sabe, quando bato o olho em alguem... 
-Você pode se enganar pai. - O sorriso dela se apagou. 
-É, posso. Até porque você não traria uma pessoa ruim para dentro da nossa casa, muito menos deixaria ela se aproximar de você. 
-Não, não deixaria. - Ela sentiu um embrulho no estômago com aquela conversa. 
-Mas mudando de assunto, Otávio me disse que foi a boate? - Ele perguntou cretinamente e ela fez careta. 
-É... 
-Então? 
-Então o que? - Ela revirou os olhos. 
-Você sabe. 
-Você não gostou do Pedro porque para você só existe o Otávio né pai? Mas vou repetir, não quero nada com ele e faça um favor, diga que não se dê ao trabalho de me convidar para jantar porque não vou aceitar, como não aceitei os outros mil convites! 
E depois de dizer isso ela levantou-se furiosa e saiu do quarto, encerrando o assunto. 
...
Ao sair da casa de Sophie Pedro foi diretamente para seu galpão, não queria passar na casa de Tony, não queria vê-lo, em ouví-lo falando de Sophie. E quando chegou ao galpão, fez o de sempre, arrancou a jaqueta e a camisa e começou a bater freneticamente no saco de areia, enquanto isso pensava em Sophie, em tudo que havia acontecido nessas poucas horas e principalmente nela dizendo que estava se apaixonando:

"Se eu pudesse mudar isso, se pudesse fazê-la não gostar de mim!" - Pensava enquanto batia - "Achei que você fosse mais forte anjo, que fosse mais dura!" 

Ele queria pagar tudo, apagar seu passado, apagar sua missão, apagar ele mesmo do mundo. Mas não podia fazer nada disso, e tinha que ir em frente com sua missão, pela sua própria vida, mas e ela... Tão frágil... Socou ainda com mais força e raiva. Lembrou-se que tinha lhe prometido uma surpresa, um momento especial... 

"Mas que merda de homem esta virando você? Vai colocar tudo a perder por causa de uma mulher? Se tem tantas por ai?" - Tentava induzir seus próprios pensamentos. 

Bateu, bateu e bateu no saco, por mais de meia hora, até não aguentar mais, foi então que tomou uma decisão importante:
-Vou dar esse momento especial a ela, vou tê-la ao menos uma vez, depois vou entregar a missão a outro, vou dizer a Tony que não posso fazer. Ele vai ter que me entender, e daí, sumo da vida de Sophie para sempre. 


[Continua]






Aiiiii! 
Tô chorosa com essa situação toda, 
esta virando um embolado enorme né? 
Sophie confessou a Pedro que esta se apaixonando, 
Ele não sabe o que fazer... 
Augusto não gosta de Pedro! 
Mas o grande momento esta chegando, perceberam né? 
Pedro vai transformar a primeira vez deles em uma coisa especial, 
SUGESTÕES? 
Em? Em? 
Cadê minhas leitoras cheias de ideias entrando em ação? 

tô esperando! 

Beijos

Mayara
@Luansmyway

Capítulo 14

O capítulo de hoje é dedicado a minha Fiel comentadeira mais linda do mundo, Giselly que bate o ponto aqui todos os dias! hahaha' Ela nunca falha e por isso merece todo o carinho e agradecimento! Obrigada Gi... Beijos e espero que fique para sempre ♥ 

[...]

"Nada nessa vida me surpreendeu mais do que ver Pedro ali parado em minha porta. Até ontem eu estava tendo uma crise de confusão porque não sabia nada sobre ele, porque achava que o que tínhamos se estreitava apenas entre as paredes da boate e que ele nunca me contava nada sobre ele mesmo. E agora me aparece em minha porta, assim, de surpresa, o que me causou um misto de confusão com alegria." 

-Você... Aqui? - Sophie perguntou meio desnorteada - Como sabe onde eu moro? 
-Já disse que sei muitas coisas sobre você, é só dar uma pesquisada na internet. - Ele deu de ombros - Fiz mal? 
-Não! Claro que não, entra. - Ela deu passagem - Só acho que devíamos ter combinado, porque eu e meu pai acabamos de jantar mas se você quiser eu...
-Não precisa se incomodar, estou bem. - Ele respondeu educadamente, enquanto isso os olhos mapeavam tudo a sua volta - E não avisei porque... Não tenho seus contatos. - Ele voltou a olhá-la, os olhos negros estavam mais escuros naquela noite. 
-É verdade, vamos resolver isso hoje. - Ela sorriu. 

Se olharam em silêncio por alguns instantes e quando a ideia de beijá-la passou pela mente de Pedro, ouviu-se uma voz ecoando na sala:
-Sophie, quem esta ai? - Era augusto chegando. 
-Ah, pai, este é Pedro, um amigo lá da boate. - Ela fez as apresentações. 

E enquanto apertava a mão de Augusto, Pedro o observou minuciosamente, tentando estudá-lo, e o velho fez o mesmo:
-Pedro? Pedro de que? - Augusto foi direto, não gostou do que viu de primeira. 
-Padro Moreira. - Pedro pensou rápido e inventou um sobrenome, não podia dizer "Massaro" ao cara que o estava investigando. 
-Ah, muito bem. - Augusto ainda analisava o rapaz que ficou incomodado com todos aqueles olhares. - Você trabalha com minha filha na boate rapaz? 
-Não, sou frequentador. - Ele sorriu irônico, todos que o olhavam sempre achavam que ele era inferior. 
-Ah, é que você não tem muito o perfil do público da Precious. - Soltou na lata, Sophie se envergonhou e Pedro abriu ainda mais o sorriso. 
-Estamos em tempos modernos, todos os perfis se encaixam em todos os lugares hoje em dia. - Respondeu a altura. 
-É, tem razão. - Augusto aceitou a resposta - Bom, vou dar uns telefonemas do meu escritório, foi um prazer Pedro. Meu bem, qualquer coisa pode me chamar. - Tocou o queixo de Sophie. 

E assim Augusto saiu de cena, se trancando em seu escritório e finalmente deixando os dois a sós:
-Ele não gostou muito de mim. - Pedro comentou sorrindo para ela. 
-Claro, você não deixou eu preparar o terreno. - Ela respondeu num salto - Ele só esta preocupado, aliás, ele sempre esta preocupado. Vem, senta. - Ela indicou o sofá. 
-Como assim? Não vai me mostrar a casa antes? -Tentou parecer natural. 
-Ah, vou sim. 

Então começaram o tour, depois da sala, veio a sala de jantar, a cozinha, a parte dos fundos, e enquanto isso Pedro ia guardando tudo na memória, a ordem dos cômodos, os móveis, as janelas, caso precisasse entrar ali algum dia de outro jeito que não fosse pela porta. Nas paredes muitos quadros e fotos de Sophie, de todos os jeitos, e em todos eles, linda como uma deusa, o que fazia ele pairar em um mundo paralelo diante de toda a perfeição dela: 
-É você aqui? - Pegou um porta retrato da sala de jantar onde aparecia uma menininha de mais ou menos 3 anos, com cabelinhos ruivos e sardas. 
-É, sou eu. - Ela sorriu olhando a foto também. 
-Você parece um anjo sabia? - Ele a olhou nos olhos, estava sendo o mais sincero possível a dizer aquilo. 
-Ah é? E você já viu um anjo?
-O primeiro foi você. - Respondeu galante arrancando um sorriso dela.

Então, viu outro porta retrato que estava ao lado daquele, dessa vez era uma mulher também ruiva tocando piano, ao seu lado uma menininha de mais ou menos 5 anos também ruiva, Sophie:
-Sua mãe? - Ele perguntou. 
-Sim. 
-Agora eu sei de onde vem toda essa beleza. - Ele tentou descontrair. 
-Ela era  mulher mais linda que já vi. - Sophie falou com tristeza na voz.

 Depois partiram para o andar de cima, onde não tinha muita coisa, apenas alguns quartos e um corredor:
-Esse é o quarto do meu pai que suponho você não queria conhecer. - Apontou para a porta fechada. 
-Dispenso. 
-Esses são de hospedes e aquele ultimo tem os pertences de minha mãe todos guardados, inclusive o piano, se quiser conhecer... 
-Não, Isso é uma coisa muito pessoal de vocês. - Ele a interrompeu compreensivo. 
-E aqui é o meu quarto. - Falou por fim. 
-Hum... - Ele gemeu de maneira sedutora, ela sorriu abrindo a porta - Seu pai não vai ficar furioso se me pegar aqui dentro? - Perguntou enquanto entravam. 
-Ele não é tão invasivo assim, você sabe quantos anos eu tenho? 25, acho que não sou mais uma pré adolescente. - Ela mencionou divertida. 
-Tem cara de 15. - Ele marcou enquanto olhava tudo minuciosamente. 

O quarto de Sophie não tinha nada de anormal, as cores destaque eram branco e vermelho. Uma cama no centro, uma parede toda tomada por espelhos, um banheiro, uma escrivaninha, algumas almofadas pelo chão, razoavelmente arrumado, a não ser por um sutiã que Pedro encontrou esquecido no chão e o pegou imediatamente: 
-Assim você dificulta as coisas. - Observou a peça. 
-Como assim? - Ela tomou da mão dele. 
-Fica difícil resistir e esperar. - Ele se aproximou. 
-Você não queria conhecer a casa? Ainda não acabou. - Ela se afastou e ele sorriu. 

Então, Sophie abriu magicamente a parede de espelhos, fazendo -os correr todos para o mesmo lado, e abriu-se uma passagem. Era um closet, cheio de roupas e sapatos todos muito bem organizados:
-Uau! - Foi só isso que ele conseguiu dizer ao entrar lá dentro - Esse lugar tem um cheiro ótimo. - Ela riu desse comentário. 
-É... 
-Para, metade dessas coisas você nunca usou né? - Ele passou a mão pelas roupas. 
-Metade da metade vai. Mas vou usar tudo, nãos e esqueça que toda noite é uma roupa diferente pra boate, não posso repetir. 
-Ah vá. Isso é um exagero. - Ele foi para a parte dos sapatos - Mas eu já devia esperar isso de uma burguesinha como você. 
-Eu já disse que odeio quando me chama assim? Já, cem vezes. - Ela reclamou. 
-Depois disso você quer que eu te chame de que?
-De anjo, como fez la em baixo. - Ela falou sem pensar. 

Ele a olhou por um instante, depois caminhou até ela,chegou bem perto, colando seus corpos:
-É, acho que combina mais. - Acariciou seu rosto - Anjo. 

Mas antes de um beijo, ela tateou os bolsos da calça dele - o que o fez estranhar aquela reação - E puxou seu celular quando o encontrou, assim começou a salvar seu numero nele:
-Pronto, agora você pode me ligar quando quiser fazer uma visitinha. - Então ela entregou o celular para ele, que quando olhou sorriu instantaneamente, pois viu o número de Sophie e o nome "Anjo" escrito a cima. 
-Pode deixar. - Só então se beijaram. 

E aos poucos ela estava se entregando a ele, não com o corpo, de fato, mas entregando sua intimidade, sua vida, o seu ser. Estava dando um grande espaço para Pedro, sem saber quem ele era de verdade. E ele, estava invadindo esse espaço e gostando disso, sem se dar conta estava mergulhando em Sophie sem se preocupar na profundidade que estava atingindo, e sem saber se conseguiria voltar a superfície de seu mar facilmente. Ambos não imaginavam, mas estavam mais presos um ao outro do que qualquer outra coisa. 

-Mas já que estamos falando de roupas, me responda, porque só usa preto? - Ela perguntou como uma menina sapeca ainda nos braços dele. 
-Porque é minha cor preferida ué! - Ele deu de ombros. 
-Ah, sério? Nunca pensou em usar outra cor na roupa? Acho que ia ficar lindo de branco, verde, rosa. - Ela dava incertas, ele sorria. 
-Esta querendo mudar meu jeito de vestir? - Ele arqueou a sobrancelha de um jeito lindo. 
-Não é isso, é só... você é um cara tão bonito... - Ela se envergonhou do que disse, ele a olhava fascinado - Preto é uma cor elegante, mas de vez em quando é bom variar. Veja só, você mora no Rio de Janeiro, o que veste de dia quando esta fazendo 42 graus? 
-Eu não visto nada. - Ele sussurrou no ouvido dela. 
-Ah Pedro, é sério. - Ela deu um tapinha em seu peito. 
-Estou falando sério. Qualquer dia te mostro. 
-Ta bom, não quer mais falar sobre isso não é? Entendi. Pode continuar vestindo somente preto, vou tentar me acostumar. - Ela desistiu. 
-Boa garota. - Ele beijou o alto da cabeça dela. 

Então finalmente saíram do closet, e enquanto ela fechava a porta de espelhos, ele jogou-se na cama dela:
-Ótima essa cama, o que tem aqui dentro? Penas de pavão? - Sophie riu daquela pergunta idiota. 
-Não, só o travesseiro que é pena de ganso. A cama é normal. - Ela respondeu de braços cruzados olhando ele se esparramar. 
-Deliciosa, seria mais se você estivesse aqui comigo. - Apoiou a cabeça nos cotovelos e lançou para ela um olhar convidativo.
-Você gosta de brincar com fogo né? - Apertou os olhos. 
-Adoro. 

Assim, ela deitou-se ali com ele, e ambos ficaram lado a lado, apenas se olhando por longos minutos, tentando eternizar aquele momento, fazer o mundo parar de girar:
-Você já foi na minha boate, já te contei tudo sobre a minha vida, você já conhece minha casa, esta deitado na minha cama, mas eu ainda não sei nada sobre você. - Ela começou novamente com a mesma duvida. 

Foi então que ele respirou fundo e desceu da nuvem em que se encontrava. Foi ali que todo o encanto acabou, que toda a magia do momento se desfez. Ele sentou novamente o gosto amargo na boca, os músculos tensos, o peso na consciência, pois com aquela pergunta, Sophie o puxou bruscamente de volta a realidade, a sua escura e triste realidade. 


[Continua]






Heeey, 
Sophie reagiu bem a visita de Pedro, 
já Augusto... 
Gente, eles são fofos ou não são? 
Estão se apaixonando e nem se dão conta disso! 
Mas e agora? 
Sophie fez pressão pra saber mais sobre Pedro, 
mas ele não pode contar! 
E agora? 

Aguardem!

Beijos

Mayara
@Luansmyway