terça-feira, 14 de outubro de 2014

Capítulo 23

[...]

Aquele sábado foi o dia mais longo do ano para todas aquelas pessoas, mas principalmente para Pedro e Sophie:
-Amiga, amiguinha linda, eu sei que você esta confusa, triste, magoada, em fim... Mas alguém precisa ir pra boate. Não podemos deixar nossa filhota sozinha. - Davi falava enquanto acarinhava os cabelos dela que pousou a cabeça em seu colo. 
-Você tem razão. - Ela ergueu-se devagar. 
-Se quiser ficar em casa, eu cuido de tudo e... 
-Não, porque eu ficaria em casa? Aliás porque estou chorando por alguém que eu não conheço? - Ela enxugou o rosto vermelho - Foram só alguns dias, alguns encontros, algumas palavras bonitas mas vazias... - Ela desviou o olhar - Nada mais que isso. A culpada sou eu que me deixei levar, me apaixonei, quem se apaixona por alguém em alguns dias? Mas isso foi uma lição ok? Nada de homens por um bom tempo. - Ela levantou-se.
-Acho que você esta se precipitando. - Davi observou. 
-Eu me precipitei com o Pedro, agora só estou caindo na real. Me dá 10 minutos? Vou me trocar. 
-Tudo bem, eu espero. 

E naqueles 10 minutos, ela subiu e vestiu uma armadura de mulher bem resolvida, determinada e neutra de sentimentos. Não deixaria nada daquilo transparecer para ninguém, nem para ela mesma. 

E assim partiu junto com Davi para a Precious, mas quando chegou lá, foi atingida por uma avalanche de lembranças. Quase todos os encontros deles tinham sido ali, cada canto da boate tinha um capítulo da pequena história que viveram, e ela passou a noite toda com a angustiante sensação de que ele entraria por aquela porta a qualquer momento. 
...
Depois que saiu da casa de Tony - E do episódio com Mey, Pedro voltou direto para o galpão, para que? Bater no saco de areia, claro. Tinha preso no peito um misto de todos os sentimentos ruins existentes, raiva, dor, saudade, confusão, sensação de mãos atadas, de incapacidade de resolver a própria vida. 

"Porque se apaixonou por ela? Porque não foi forte o suficiente? Frio o suficiente como todas as outras vezes? Porque fraquejou justo agora quando á tanta coisa em risco?"  - Pensava enquanto socava violentamente o saco de areia - "Pense seu idiota, pense! Se abandonar a missão vai perder a credibilidade com Tony, pode até perder seu lugar no grupo, se não executar a missão, todos podem ir para a prisão, inclusive você mesmo! Se fraquejar agora terá toda a sua vida destruída por causa de uma única mulher, é isso que você quer?"

Foi ai que ele parou um pouco, completamente suado e ficou a encarar o saco de areia:

"Mas se for em frente, você mesmo vai ter que sequestrá-la, machucá-la. Vai ter de olhar nos olhos dela e ver a decepção por descobrir que tudo foi mentira, que você é um monstro, um bandido. Se você for em frente Pedro, vai tornar a fraquejar na hora em que estiver frente a frente com aqueles olhos verdes, não vai ter coragem de fazer mal nenhum a ela, não vai."

-Eu não sei o que fazer! Não sei o que fazer! - Bateu no saco enquanto gritava essas palavras. 
Sentiu vontade de sumir por um bom tempo, esquecer de tudo aquilo, mas não podia então virou a noite acordado, tentando achar uma solução para seus problemas. 
...
Enquanto isso, mal sabia ele, mas Mey desobedecia suas ordens e depois de fazer seu "Trabalhinho" da noite, foi até a boate de Sophie, a procura dela, claro. Chegou lá sozinha, pegou e entrou normalmente como qualquer outra pessoa, não tinha se produzido muito, nem precisava, a beleza de Mey se destacava mais quando ela estava natural, com os cachos revoltados de seus cabelos e os olhos felinos atentos a tudo. 

Assim que colocou os pés la dentro fez uma varredura de uma extremidade a outra, e nada da ruiva a quem procurava, então inclinou a cabeça para cima, onde a encontrou em um dos camarotes, estava encostada no vidro de proteção, olhando para baixo, mas não a tinha visto. Mey observou Sophie um pouco, tinha o olhar extremamente vazio naquela noite, como se seu corpo estivesse ali, mas sua mente em outro lugar. 

A gata felina pensou rápido, usou seus truques de sedução para chegar até o camarote vip em que Sophie estava, e em questão de minutos estava colocada ao lado da moça, segurando um copo de wisky com uma pedrinha só de gelo:
-A visão daqui de cima é bem interessante né? - Puxou assunto assustando Sophie. 
-Ah, oi... É sim. - Sophie sorriu de canto, não se lembrou da "Amiga" de Pedro. 
-Você é a dona daqui não é? - Mey encostou-se no vidro também, porem de cosas para o mar de pessoas que estava abaixo delas, os olhos vidrados em Sophie. 
-Sou sim, Sophie Oliveira, muito prazer, é sua primeira vez aqui? - Sophie estendeu a mão e ela apertou prontamente. 
-É, é sim... Na verdade eu já tinha ouvido muito falar daqui, mas trabalho demais, em fim, você sabe. - Mey deu de ombros. 
-Sei bem como é. Não me disse seu nome ainda... 
-Meu nome é Iris. - Mentiu - E o prazer é todo meu. 
-Ah, então me diga Iris, o que esta achando da Precious? - Sophie cumpria o ritual de simpatia que fazia com todos os outros novatos no lugar. 
-Ótima, cheia, barulhenta, do jeito que eu gosto. - Sorriu sínica. 
-Que bom, isso quer dizer que vai voltar mais vezes certo? 
-Claro, você ainda vai me ver muito. - Estava gostando de ver a inocência da ruiva. 
-Em breve teremos shows ao vivo por aqui, todos os gêneros musicais, venha e traga os amigos. - Sophie divulgava os novos planos. 
-Ok. 
-Bom Iris, adorei conhecer você, mas tenho que falar com algumas pessoas agora. Vou te esperar aqui mais vezes em, fique a vontade! 
-Muito obrigado Sophie, pode esperar. 

E assim encerrou-se aquela conversa que parecia ser cordial. Porém, Mey só usou aquilo para observar a moça, tentar pescar alguma coisa sobre ela e o principal, tentar descobrir o porque do interesse de Tony naquela garota. Seria dinheiro? Ou ela não era tão certinha quanto parecia? 

Sentiu ódio enquanto olhava para ela, lembrando-se da cena que viu na praia, de Massaro, o seu Massaro, com ela nos braços, aos beijos e sorrisos:
-Foi só um teatro Mey, ele estava fingindo. Massaro jamais ia querer nada com essa magrela. - Falou baixinho para si mesma - Não sei dizer ao certo se ela tem sorte ou azar... Sorte por poder viver alguns momentos com ele, nem que sejam falsos, ou azar por estar na mira de Tony. - Tomou todo o liquido do copo em um só gole - Preciso descobrir o que Tony quer com ela. 

Foi desta maneira que encerrou-se a noite de sábado, e no domingo Augusto chegou de viagem, depois de quase uma semana fora trabalhando. Então, depois de tantos dias longe da sua preciosa filha, assim que chegou, preparou uma bandeja de café da manha com tudo que tinha direito e foi acordá-la no quarto, mesmo sabendo que ela tinha dormido pouco.

-Bom Dia para a menina mais linda deste mundo! - Chegou falando, enquanto ela se espreguiçava devagar. 
-Pai... - Resmungou manhosa, mas foi um resmungo feliz. 
-Olha o que eu prearei para nós. - Pousou a bandeja de café sobre ela que se ajeitava na cama - Sei que deve ter chegado ainda agora da boate, mas não aguentaria te esperar acordar, foram muitos dias sem você meu bem. Estou esgotado de saudades. - Se abraçaram forte por um momento. 
-Eu também pai, não sabe como senti sua falta e não se preocupe, adoro ser acordada por você. - Ela estava plenamente feliz com a presença do pai naquele momento. 
-E então, esta com fome? - Augusto esfregou as mãos olhando para a comida. 
-Claro. 

Enquanto comiam, ela contou como tinham sido seus dias, claro que escondendo toda a parte de Pedro, e ele também contou um pouco do que tinham feito. A relação dos dois era de plena cumplicidade e amor, não suportavam ficar longe um do outro, se amavam muito, mas mal sabia que algo estava prestes a abalar aquela relação. 

Augusto e Sophie passaram o dia juntos, e a noite, ele se trancou no escritório para falar com seu amigo delegado que estava cuidando da investigação contra o grupo de Tony, ficaram conversando por horas e é claro que Tony ficou sabendo disso por meio de seus informantes. O combinado entre augusto e o delegado foi retomar as investigações no dia seguinte, ou seja, segunda feira, mal sabiam eles que o contra ataque já estava pronto. 

Na segunda feira, por volta das 16:00 da tarde, Pedro foi convocado por seu chefe e é claro que compareceu o mais rápido que pode:
-Espero que tenha organizado as ideias nesse tempo que lhe dei Massaro. - Tony lembrou-se da ultima conversa que tiveram. 
-Pensei muito sim. - Pedro tinha mesmo pensado, mas não chegou a lugar nenhum. 
-Então, tenho boas notícias para você que esta de saco cheio da missão que lhe dei. - Tony sorriu e Pedro estremeceu por dentro - Vamos acabar logo com isso e pegar a garota hoje. Ou melhor, vamos não, você vai! E vai trazê-la mansinha para mim. 
-Hoje? - Pedro quase surtou. 


[Continua]




Voltei meu povo! 
\õ/
Viu, nem demorou tanto assim! 
Mas não vamos mais falar do que passou certo?
Muito obrigada pelo apoio de todas, e pela paciência de me esperarem. 

Então vamos voltar ao nosso assunto, 
Pedro continua incurralado, 
e agora mas do que nunca, 
Mey foi atrás de Sophie, quando nosso querido Massaro souber em? 
Vai quebrar todos os ossinhos dela! 
Em fim, 
E agora?
-Pedro tem que completar a missão, 
Será que vai conseguir? 
...
Cuidado meninas, 
vocês podem se surpreender (e se emocionar) com o que vem por ai! 

#PreciousVoltandoComTudo

ANTES QUE VOCÊS ME BATAM, TEM MAIS UM CAPÍTULO MAIS TARDE OK? 
kkkkkk' 

Beijokas,
Mayara
@Luansmyway

sábado, 11 de outubro de 2014

Aviso


Amores, seguinte...


Esses dias minha vida deu uma bagunçada – pra variar  kkkk – Bom, vamos por partes, não postei quinta nem sexta porque estava nos preparativos pra ir no show do Henrique e Juliano, aliás, eu estava esperando por esse show a quase dois meses, adoro os meninos, em fim. Fui para o show ontem, no caso sexta, foi maravilhoso, perfeito, tudo de bom, até que, não sei como, quando nem porque, perdi meu celular. Não me perguntem como, não acho que foi roubo, porque tava dentro da minha bolsa e eu tava com a bolsa o tempo todo, se alguém tivesse pegado eu tinha percebido, além do mais tinha o cel da minha amiga lá dentro também, fora dinheiro, documentos e só sumiu o celular. Levando em consideração que eu sou a pessoa mais desastrada, distraída, lerda, sonsa do mundo, devo ter deixado cair em algum lugar. Mas em fim, então, avisando para as meninas do grupo do whats, não aparecerei mais por lá agora por um bom tempo #CHORANDO

E o pior, é que eu tinha comprado o celular mês passado, e agora vou ter que continuar pagando as prestações, tô com ódio de mim mesma por isso! 

Então quanto a Web, não tô com cabeça nenhuma pra escrever esse fds, por tanto, nada de cap's hoje e amanha. Talvez eu poste segunda, não estou prometendo nada, mas vamos ver. Sei que não vou aguentar ficar muito tempo sem escrever, só preciso me recuperar da perda (minha vida estava naquele celular, não é exagero), depois volto com tudo. Também quero preparar tudo direitinho, fazer vários capítulos, vai dar tudo certo. 

Qualquer coisa volto a avisar ok? 

Chorem ai por mim que agora sou uma pessoa quase incomunicável. kkkk' 

Beijokas, 
Mayara
@Luansmyway

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Capitulo 22

Este humilde capítulo é dedicado a Rafaela que também estava me pedindo desde milhões de anos atrás kkkkk' Mas em fim, ela é mais uma das minhas sempre fiéis, suuuuuper gente boa, esta comigo todos os dias, e eu só tenho a agradecer pela presença e fidelidade. Obrigada amor, espero que não me abandone e goste do capítulo mesmo não sendo um momento muito bom da história! kkkk' Beeeeeeijos ♥

[...]

-Então Massaro, pela sua cara o assunto é sério. 

Tony e Pedro já estavam devidamente acomodados no escritório e como sempre, Tony acendeu seu cigarro irritante:
-É, bem sério. - Pedro resmungou. 
-Espere, deixa eu ver uma coisa. - O homem de meia idade se aproximou do rapaz, estreitou os olhos e perguntou - O que aconteceu com seus olhos? Estão vermelhos, entrou no mar? - Jamais consideraria a possibilidade de ver um dos seus chorando. 
-É, dei um mergulho. - Ele respondeu desviando o olhar. 
-Hum, sei. Mas vamos ao assunto. 

Pedro respirou fundo, escolheu as palavras, mas não tinha muito o que escolher, tinha era que ser firme:
-Não quero mais executar a missão da garota. - Foi curto e grosso. 
-Que garota? A filha de Augusto? - Tony se assustou um pouco. 
-É, ela mesma. 
-E posso saber por que? - Deu um trago, paciente. 
-Porque eu não posso. 
-Seja mais claro rapaz! - Ele o olhou nos olhos. 
-Quer saber mesmo o que eu acho? - Pedro pousou os braços por cima da mesa encarando seu chefe de perto - Que devíamos esquecer o diabo desta garota e atacar o velho! 
-Você já disse isso. - Ele não deu importância - E eu já lhe expliquei como as coisas tem que funcionar. 
-A verdade é que eu estou de saco cheio daquela garota chata e mimada, ela é irritante, grudenta e curiosa! - Mentia, estava desesperado. 

Tony gargalhou ao ouvir aquilo, depois olhou atentamente para seu pupilo, deu mais uma tragada no cigarro:
-Achei que estivesse se divertindo. 
-Não, eu não estou. - Pedro tentou se manter duro. 
-Então suponho que tenhamos de apressar as coisas, dar um jeito nela de uma vez, podemos fazer isso amanha que o safado chega de viagem. - Droga, estava dando errado. 
-E o que esta pensando em fazer? 
-Eu não queria sequestrá-la de qualquer jeito, isso pode dar errado, mas já que você esta impaciente e eles também... 
-Não acha que sequestro é um pouco demais? - Ele fez careta. 
-Não, acho que é pouco. Vamos sequestrá-la, deixar algumas marquinhas naquele rostinho lindo, ele vai ficar apavorado. - Pedro é quem estava apavorado. 
-Não é justo que ela pague pelo que seu pai esta fazendo. - Ele já não estava mais raciocinando.
-E o que é justo Massaro? Nós todos sermos pegos e irmos para a cadeia? - Tony ficou nervoso - O que você tem? Jamais dispensou uma missão, jamais se compadeceu de ninguém! 
-É que.. Ela é só uma garota frágil Tony. - Ele não conteve os sentimentos - Nem sabe do que se trata todo esse rolo, ela vive num mundinho colorido de fantasia onde tudo é cor de rosa. 
-Mais um motivo! Ela é irrelevante nesse mundo Massaro, só uma menininho fútil que não vai mudar nada nesse universo, não vai fazer diferença para mais ninguém além do papaizinho dela. Se não fizermos agora, o mundo fará mal a ela depois, vivemos numa selva que você conhece muito bem, só os fortes sobrevivem. 
-E como conheço. - Ele resmungou. 
-Então, vamos em frente.

Tony era um completo insensível, bruto, direto, e incapaz de nutrir qualquer sentimento por alguém. Foi ai que Pedro imaginou o que ele seria capaz de fazer com Sophie e a dúvida lhe corroeu mais uma vez, entregar a missão ou ele mesmo fazê-la dando um jeitinho para que ela sofresse menos.

-Tudo bem, não precisa correr com o processo, mas não me obrigue a ter de vê-la todos os dias. - Ele resolveu desesperado. 
-Ah, então desistiu de entregar a missão? 
-Não sei, já disse que não quero fazer mal a garota, mas se quiser estouro os miolos do pai dela amanha mesmo. - Tentou se impor. 
-Sabe o que eu acho? Que você esta me escondendo algo em relação a esse assunto. Ainda não estou conseguindo entender porque tanta piedade com a ruivinha. - Tony coçava o queixo encarando Pedro. 
-Não estou escondendo nada, você me conhece. - Engoliu em seco. 
-Justamente, eu o conheço e você também me conhece, sabe que aqui não tem lugar para quem me esconde as coisas, muito menos para mentirosos e covardes, entendido? - O chefe falou sério. 
-Entendido. 
-Descanse esta noite, tente refrescar as ideias, acho que você esta precisando. Estamos meio parados hoje. - Falou como se fosse a melhor pessoa do mundo - Aqui, um adiantamento pelo serviço que eu sei que você fara muito bem - Ele abriu uma gaveta e tirou um envelope, entregando a Pedro - compre alguma peça nova para sua moto, o que acha? 

Pedro refletiu alguns segundos olhando para o envelope, mas depois o pegou e guardou no bolso da jaqueta sem olhar quanto tinha lá dentro. Não queria ficar mais nem um segundo ali, e convenhamos quem sem dinheiro ninguém vive. 
-Valeu, boa noite. 
Ele disse apenas isso e saiu do escritório, enquanto isso Tony ficou pensando em voz alta:
-Tem alguma coisa errada com Massaro. Mas acho que esse agradinho que lhe dei vai trazer sua cabeça de volta para o lugar. 
...
Mas quando Pedro passava pela sala, já para ir embora, deu de cara com Mey que tinha acabado de chegar. Ela lhe cortou com seu olhar felino, sentia vontade de unhar sua cara inteira, mas se conteve:
-Olá Massaro, você por aqui, achei que tivesse ido pra sua missão noturna altamente secreta. - Ela ironizou. 
-Olha Mey eu não tô com paciência pra você hoje não. - Ele tentou passar mas ela impediu. 
-Pois se eu fosse você tratava de ter toda a paciência do mundo comigo, e me daria total atenção. - Ela deslizou a mão pelo peito dele que tirou rapidamente. 
-Não estou entendendo. 
-Eu falei que não ia desistir, se lembra? - Ela sorriu satisfeita e ele congelou. 
-Você me seguiu de novo Mey? - Apertou o pulso dela quase quebrando seus ossos. 
-Ei, calma, calma ou eu grito! E você não vai querer que Tony saiba o que e vi hoje. 

Um ódio súbito subiu pelo corpo dele, ela só podia estar se referindo a praia. Então, ele a arrastou até a garagem para que ninguém os ouvisse e a encostou na parede, prendendo seu pescoço com uma só mão:
-Eu avisei o que aconteceria se me seguisse de novo. - Falou baixinho, olhando nos olhos dela. 
-EU não segui você seu idiota! - Ela falou quase sem ar - estava passando por acaso quando vi você na praia com a sua namoradinha. 
-Ela não é minha namorada! - Apertou ainda mais o pescoço dela. 
-Me solta... Seu... Infeliz! - Ela pedia já ficando roxa. 

Ele respirou fundo e soltou um pouco, mas não totalmente, só queria ouví-la:
-O que você viu? - Perguntou impaciente. 
-Vocês dois correndo e se beijando na praia como dois imbecis, sério Pedro que você vai atras das mulheres de Copacabana? E pior, ainda fica daquele jeito, como se fosse um carinha de séria americana idiota? Ridículo. - Ela ria. 
-Você não sabe de nada! - Apertou de novo o pescoço dela. 
-Sei sim... - Ela relutou novamente sem ar - Sei que aquela... É a ruiva da boate... da Precious! E agora... você vai comer na minha mão! 
-Esta me chantageando? - Ele estava com sangue nos olhos. 
-Solta... - Pediu quase num sussurro e ele afrouxou novamente. 
-Mey, você não sabe onde esta se metendo. 
-O que você viu naquela sem sal em? - Perguntou autoritária. 
-É uma missão Mey, é uma droga de missão, entendeu agora! - Ele perdeu a paciência - Não é nada de verdade, tudo teatro, eu a estou enganando, satisfeita? 

Depois disso, soltou-a de vez e se afastou. Ela massageava o pescoço, procurando o ar:
-Então... Essa era a missão?
-Sim, essa era a missão secreta. Mas eu não posso falar mais nada! 
-Mas vocês pareciam tão... 
-Cala a sua boca! - Ordenou - Olha aqui, você não vai comentar sobre isso com ninguém entendeu? Não vai mais me seguir, se me ver acidentalmente vai cortar caminho, e principalmente, nenhuma palavra com Tony, ou ele corta a sua cabeça e a minha! 
-O que vai fazer com a ruiva? - Ela não deu a mínima para o que ele disse.
-Não é da sua conta! 
-Você esta gostando de sair com ela? - Perguntou apreensiva. 
-Mey, na boa, o que você tem na cabeça? - Ele não acreditou naquela pergunta. 
-Você, tenho você na cabeça e sabe disso! 
-Então trate de tirar, e áh, mais uma coisa, nem pense, vou repetir devagar, NEM PEN-SE em chegar perto da ruiva, esta me entendendo? 
-Porque? Já que é uma missão me deixa brincar com ela um pouco. - Sorriu maliciosa. 

Ao ouvir isso ele caminhou novamente até ela e prendeu seu pescoço novamente com tanta força que ela bateu a cabeça na parede:
-Se chegar perto dela eu juro que mato você! 
-Porque... Isso agora? - Perguntou mais uma vez sem fôlego. 
-Eu não vou avisar de novo. 

Depois disso, a soltou, pegou sua moto e partiu. Só que mesmo depois daquelas revelações, Mey ainda estava intrigada:
-Tem alguma coisa que não se encaixa ai, eu sei! E se ele acha que eu não vou atrás da ruiva, e vou lhe obedecer, esta totalmente enganado. Sei que ele não seria capaz de me matar. 

E assim, cada vez mais tudo só ia complicando. 

[Continua]




E aí amores? 
Surpresa! kkkkk
Gostaram? 
Tenso esse capítulo em! 
Pedro acabou empurrando com a barriga a história de entregar a missão, 
e Mey botou as cartas na mesa, 
mas e aí? 
Será que ela vai mesmo atrás de Sophie? 
E por falar nela, como será que esta nossa ruivinha preferida? 
Próximo capítulo era vai aparecer!

Aguardeeeeeem!

Beijos
Mayara
@Luansmyway

Capítulo 21

O capítulo de hoje é dedicado pra Gabi lindona que me pediu já faz milênios né? Nem sei se ela lembra mais que pediu kkkkkk Mas olha ai, chegou! Gabizinha, menina da voz meiga hahahaha' Que deu uma sumidinha de mim, mas sei que vai ver isso, só tenho a agradecer por estar aqui acompanhando viu! Obrigada mesmo, você é um amorzinho, adorei te conhecer melhor, espero que goste! Beeeeijo ♥ 


(Musiquinha pra fazer o clima) 
John Mayer - Xo

[...]

"Nada nessa vida é fácil, é, isso é clichê, eu sei. Mas só quero dizer que tudo que vale a pena é mais complicado, trabalhar é complicado, esutudar é complicado, conseguir grana pra comprar o CD daquela banda que você adora é complicado, convencer seus pais de alguma coisa é complicado, mas na minha opinião, a mais complicada das coisas é se apaixonar. Isso mesmo, até porque você sempre - ou em pelo menos 99% das vezes - vai se apaixonar pela pessoa errada, e quando se apaixona pela certa, é que é 300 vezes mais complicado, já que estamos falando de complicação. O fato é que são os amores complicados que merecem ser escritos e documentados, porque a vida real é cheia desses casos e pessoas reais não querem ler sobre coisas que deram sempre certo."


Mayara Rodrigues. 

[...]

Brincando como duas crianças, Pedro e Sophie acabaram caindo na areia, deitados lado a lado, olhando um nos olhos do outro, tentando conter o sorriso idiota que queria aparecer a todo custo:
-Obrigada por isso. - Ela disse por fim. 
-Sabia que ia gostar. - Ele buscou a mão dela. 
-Sinceramente, eu adoraria passar toda a tarde com você, até porque não é todo dia que isso acontece - Sorriram juntos - Mas tenho que dar uma força pro Davi na boate, ontem já fiquei a noite toda fora, depois ele reclama que nem uma velha rabugenta. 
-Davi, ele é um cara legal. - Pedro confessou, ela sorriu. 
-Ele é o melhor. Cuida de mim como ninguém. - Ela falou isso e ele prestou atenção nessas palavras. 
-"Será que ele vai poder cuidar de você contra o que esta por vir?" - Pensou - É bom saber que tem alguém cuidando de você quando eu não estou perto. 
-Hum, bonito discurso. Mas se você ficasse perto sempre, poderia cuidar de mim. - Ela insinuou, ele sorriu olhando o céu, como ela era adorável. 
-Se eu pudesse, juro que ficaria do seu lado todo o tempo. - Ele a olhou sincero, com o coração doendo, o momento da separação estava se aproximando. 
-E porque não pode? - Sophie perguntou natural.
-Já percebeu que metade das palavras que você fala, é a palavra "Porque"? - Ele mudou rapidamente o foco da conversa. 
-É involuntário, quero saber mais sobre você.
-Não, para, para, para, para! - Ele chegou mais perto dela e lhe deu um selinho suave, depois deixou seu rosto permanecer juntinho ao dela - Não estraga esse momento. 
-Desculpa. - Ela fechou os olhos. 
-Vamos, vou te levar pra casa, temos que conversar sobre uma coisa importante. - Ele disse por fim. 

Então levantaram-se, e mesmo morrendo de curiosidade para saber o que era essa conversa, ela se conteve até chegarem na casa dela:
-Ta com sede? Quer um suco? - Ela perguntou enquanto ele se acomodava no sofá, parecia tenso. 
-Não, só quero que sente aqui comigo. 

Ela acatou seu pedido e sentou-se pertinho dele, ficaram de frente uma para o outro, ele tomou suas duas mãozinhas pequenas entre as dele e segurou o tempo todo:
-Vou precisar... Sumir por um tempo. - Ele foi direto ao ponto. 
-Sumir? Mais do que você já some? - Ela tentou dar um toque de humor naquela conversa, mas não conseguiu, ai que percebeu o quanto o assunto era sério. 
-Bem mais. - Ele respondeu sem jeito. 
-Eu sei que não gosta de perguntas, mas ... - Ela falou mas ele a interrompeu. 
-Eu sei o que quer saber, para onde eu vou, porque, fazer o que, quanto tempo vou ficar fora... - Era como se ele pudesse ler a mente dela. 
-E o mais importante, se vai voltar. - O tom de voz da menina dos cabelos vermelhos se tornou triste, angustiado. 
-É uma viagem por motivos profissionais, é algo muito importante pra mim.- Tentou não mentir muito pra ela - Para onde não importa, o tempo em dias, meses, ou anos também não. 
-Não me respondeu se vai voltar. - Ela embargou de vez, sentia uma forte vontade de chorar. 

Ele silenciou, não tinha como responder aquela pergunta, não podia dizer que voltaria e deixá-la esperando para sempre, mas não conseguiria jamais dizer que não voltaria:
-Esta disposta a me esperar? - Perguntou sem razão. 
-Depende... Eu não sei se consigo esperar muito. - Ela encarou o chão, uma lágrima escorreu.
-Eu não vou pedir que me espere, não posso fazer isso. - Ele buscava forças. 
-Pedro, não tem como definir uma coisa dessas sem aber do que estamos falando! - Ela tirou suas mãos das dele - Quer dizer, eu não sei, mas você sabe! Eu estou confusa, eu não sei de quanto tempo estamos falando, e... eu não sei nem se isso é mesmo verdade. 
-Como assim não é verdade? - Ele franzio o cenho. 
-Essa viagem, vai acontecer mesmo ou você esta só... querendo se afastar de mim? - Ela ficou nervosa, sempre ficava nervosa. 
-Anjo pelo amor de Deus... - Ele colocou a cabeça entre as mãos.
-Vamos manter contato? Claro que não, se já não mantemos contato com você aqui no Rio.  - Ela levantou-se - O que eu estou esperando de você Pedro? O que eu estou esperando de um cara do qual não sei nada? Olha, eu não suporto que mintam pra mim ok? Então se estiver inventando isso só pra se afastar, não precisa... 
-Me escuta! Eu não estou inventando nada. - Ele quase suplicou - Eu tenho que ir, é verdade. 
-Justo agora? Bem conveniente né? Porque veio aqui hoje, poderíamos ter nos despedido ontem. Não é assim que acontece sempre? - Ela andou de um lado pro outro. 
-Você esta fazendo uma ideia errada de mim. - Falou aquilo tentando se manter calmo. 
-Eu não posso fazer ideia nenhuma de você, porque eu não sei nada sobre você! - Ela quase gritou - Mas estou entendendo tudo, não me contou nada porque não queria laços, não queria que eu pudesse encontrá-lo depois que fosse embora, não é isso? 

Ele não acreditou no que aquela conversa estava se tornando e ela ficava cada vez mais nervosa:
-Devia ter aberto o jogo desde o começo, sem rodeios, sem mentiras, sem joguinhos de sedução e sem apelidos carinhosos! - Ela continuou. 
-Você esta entendendo tudo errado. 
-Não Pedro, eu estou entendendo tudo, ponto! Mas tudo bem, conseguiu o que queria, pode ir agora, parabéns pelo feito. - Ela se precipitou. 
-Não era pra ser assim, eu queria que você guardasse só lembranças boas de mim. - Ele buscou o olhar dela. 
-Isso é muito bonito na teoria, mas na prática é diferente. Nada nunca é feito só de coisas boas, mas eu devia ter desconfiado né? Estava perfeito demais. - Ela enxugou uma lágrima que insistia em cair. 

Ele pensou um pouco, sabia que aquela era sua deixa para sair de vez da vida de Sophie, com bons motivos para não a procurar mais, sendo que ela mesma o mandou partir, mas não queria que as coisas fossem assim, não queria aquele final para a história mais importante de sua vida. 

-Eu juro que não queria que fosse assim. - Ele levantou-se mas não se aproximou dela - E eu só queria dizer que... bom eu... não sou um cara que fala muito sobre sentimentos mas, o que tivemos foram os melhores momentos da minha vida, tirando esse aqui, claro. E que, você sempre vai ser muito importante para mim Sophie, sempre vai ser... meu anjo. 

Ela estava de costas pra ele, ouvindo isso e sentindo seu coração sangrar:
-E eu prometo que você vai saber tudo sobre mim um dia, e tudo sobre tudo. Ai vai entender e compreender que foi melhor assim. - Ele continuou com um bolo na garganta, lágrimas nos olhos - Lembra daquele dia lá no seu quarto que você disse que estava se apaixonando por mim? Espero que esse processo não tenha se completado em você, porque ele se completou em mim e o que eu estou sentindo agora não é legal. - Respirou fundo - Eu espero que... Seja feliz. - Ele virou-se para ir embora - Ah, obrigada por tudo e, me desculpe.

Então, sem esperar mais ele se foi. E quando ela escutou a porta batendo atrás de si, se deixou chorar como queria. Não estava entendendo aquilo tudo, muito menos acreditando, sentiu vontade de correr atrás dele para pedir que ficasse, ou ao menos dar-lhe o ultimo beijo, mas não conseguiu, perdeu as forças, sentou-se no chão e achou que ficaria ali para sempre. 

Ele por sua vez saiu sem olhar para trás, montou em sua moto e cantou pneus de volta para o galpão. Enquanto guaiva sua moto, deixou as lágrimas escorrerem e consequentemente que o vento forte as levasse por entre o capacete, mil coisas estavam pairando em sua cabeça e principalmente em seu coração.

Quando finalmente chegou ao seu refúgio, correu direto para o saco de areia e bateu, socou, chutou, deu com a própria cabeça nele, enquanto sentia ódio de si mesma, odeio do que sentia por ela, ódio de não ter sido forte o suficiente. Sentia ódio por estar chorando naquele momento e por todas as coisas loucas que estava sentindo no peito. Nunca tinha se permitido apaixonar por alguém antes, sempre fora frio e calculista, mas o anjo dos cabelos de fogo tinha derretido seu coração de gelo e consequentemente o machucado de certa forma. O lobo agora estava ferido, ferido e sozinho, esse era seu destino.

Naquela tarde os planos de Sophie mudaram, ela não conseguiu ir a boate como queria, em vez disso Davi quem veio até lá saber o que estava acontecendo, e a encontrou largada num canto, ela tentou lhe contar tudo, ele não entendeu direito, mas sabia do que ela precisava naquele momento, carinho e silêncio, apenas. 

Aquela tarde foi dura e difícil para ambos. Pedro se permitiu sofrer por algumas horas, mas sabia que tinha que ser mais forte para o que tinha que fazer naquela noite. Iria em frente, iria entregar a missão, não podia - nem queria - fazer mais mal a ela e já previa o que teria de enfrentar e as explicações que teria de dar, mesmo assim seguiu em frente. o inicio da noite, já estava na casa de Tony dizendo completamente sério:
-Preciso conversar com você. 

[Continua]




Tô chorando! 
Essa conversa deles... 
Bom, 
parte do que tinha de ser feito, foi feito. 
mas como será daqui para a frente? 
Pedro vai ter a conversa com Tony, 
e não se esqueçam de Mey. 
Mas e a pequena Sophie, 
como vai ficar ?

Aguardem! 

Outra coisa, 
Ana Isabel e as demais que querem capítulo, 
calma, vai rolar! 
kkkkk' 

Beijos
Mayara
@Luansmyway

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Capítulo 20

Olha gente, já conheci pessoas lindas, legais e perfeitas nessa vida, mas a Paty apela viu, e é por isso que esse capítulo é todinho dedicado pra ela! Paty amoooor! São tantas coisas que eu queria te dizer, mas a primeira delas é um grande OBRIGADO, por tudo de lindo que você já me disse em relação a mim e a Web, por estar comigo, por me fazer sorrir todos os dias la no grupo, em fim, por ser essa pessoa maravilhosa e brilhante que você é. Te adoro muuuuuitão, e se me deixar leva uma surra e vai ter os cabelos cortados na faca compreendeu? kkkkkk' Beijo, beijo, beijo e (Taca-lhe pau! kkkkkkkk) A gente se entende! ♥ 

[...]

O sábado amanheceu ensolarado e Pedro foi acordado por uma fresta aberta na telha do galpão que estava refletindo o sol bem no seu rosto. Abriu os olhos ainda meio sonolento, olhou no relógio e viu que ainda eram 9: 00 da manha, depois, estreitou ainda mais o olhar e viu que toda a bagunça armada na noite anterior ainda estava ali para ser limpa. 
-Que noite! - Pensou sorrindo. 

Mas alguém teria de arrumar aquilo tudo, e ele, apesar de viver naquele lugar, odiava sujeira, então, levantou-se e tratou logo de começar os trabalhos. Então, enquanto tinha um trabalhão pra limpar as ceras endurecidas das velas derretidas ali, revivia na mente cada detalhe dos momentos com Sophie e sorria sozinho feito um idiota, mas se permitiu ser piegas naquele dia. Teve ainda mais trabalho para barrer as pétalas de rosas espalhadas por todos os cantos, depois pegar todas as coisas que foram escondidas e as colocar no lugar, principalmente seu saco de areia e não pode deixar de conversar com ele enquanto o pendurava novamente:
-E aí amigão, está de volta ao seu lugar. - Deu alguns soquinhos nele - Me entende né? Ela não podia ver você ou já ia imaginar um milhão de coisas.

Depois disso continuou seus processos e quando terminou tudo se viu suado, cansado e morto de fome. Já era quase meio dia, então foi preparar algo para comer, ele mesmo. Além de ser um fora da lei, indegrante de um grupo de bandidagem, misterioso e agressivo, ele era um exímio cozinheiro, afinal, sempre teve de se virar na vida e cozinhar era uma das coisas que o mantinha calmo. Naquele dia fez um estrogonofe de frango acompanhado de arroz branco e fios de limão e depois de forrar o estômago, se viu louco de saudades dela. 

Tentou lutar contra aquilo, mas era mais forte que ele. Tentou lembrar-se da decisão que tinha te entregar a missão e sair definitivamente da vida dela:
-Merecemos uma despedida. -Chegou a conclusão - Que no caso deveria ter sido ontem - Pensou por outro lado - Mas eu ainda devo uma coisa a ela.
Então sem pensar mais, vestiu uma bermuda preta na altura do joelho, camiseta regata preta e chinelos, e partiu para a casa de Sophie. 
...
Do outro lado da cidade, ela acabava de almoçar tranquilamente e sozinha. Tinha acordado com uma ligação de seu pai avisando que estava tudo bem e voltaria na manha do dia seguinte. Seus planos para aquela tarde de sábado eram os mesmos de sempre, iria se arrumar e partira para a boate, entre esses passos, pensando em Pedro algumas vezes - ou várias vezes. 

Mas o que não esperava era um toque na campainha naquele mesmo momento, ela mesma foi atender o interfone:
-Oi, quem é? 
-Adivinha. - A voz dele ecoou, mesmo metálica, inconfundível e o coraçãozinho dela acelerou. 
-Pedro? 
-Em carne, osso e sob a luz do sol. - Ele brincou. 
-Preciso ver isso com meus próprios olhos. 

Então ela abriu as portas e saiu dando de cara com ele, encostado em sua moto, de braços cruzados, um óculos de sol totalmente preto no rosto e o velho e bom sorriso cafajeste de sempre:
-Bom Dia Anjo. - Falou bem humorado. 
-Tarde talvez. - Ela respondeu sorrindo. 
-Para nós que entramos na madrugada ontem, dia. - Ele fez ela corar com essa frase. 
-Não achei que fosse me procurar tão rápido, e de dia ainda. - Ela pousou as mãos na cintura, vestia um shortinho desfiado cor de goiaba e uma regata branca, nos pés chinelos também,os cabelos presos num rabo de cavalo completamente natural e linda. 
-Estou devendo uma praia a você certo? 
-Certo. 
-Então, ela nos espera! - Apontou para a praia que ficava bem em frente a casa de Sophie. 
-Não tô acreditando nisso. - Ela sorria sem parar. 
-Você tem mais poder do que imagina burguesinha. - Ele respondeu sorrindo e ela o olhou feio. 
-Vou por um biquíni, me espera ai ou vai entrar? 
-Eu não perderia esse processo. - E assim pedro adentrou a casa, se sentindo mais confortável por saber que o pai dela estava viajando. 

Entraram um instante e é claro que la dentro ele tratou de roubar um beijo dela, depois disso subiram as escadas rápido em direção aos aposentos da princesa.  E já la dentro ele perguntou:
-Onde esta seu pai? - Queria sondar. 
-Viajando a trabalho. - Ela mergulhou no closet. 
-E sabe onde ele esta? 
-São Paulo, um cliente importante de lá precisou dele esses dias. - Ela gritava lá de dentro.
-Ah, esta perto. Quando volta? 
-Amanha de manha. - Ele fez careta ao ouvir isso - Então, qual dos dois? - Apareceu com um biquíni azul liso nas mãos e outro amarelo com detalhes pretos. 
-Não vai vestir e desfilar pra mim? - Perguntou se fingindo indignado. 
-Não, vamos, decida! 
-O azul. - Apontou. 
-Porque? - Ela perguntou olhando feio para o biquíni. 
-Porque não gosto de amarelo. - respondeu sem rodeios. 
-Acho que não vai ficar bem esse azul. 
-Então porque me perguntou? - Ele jogou as mãos para o ar. 
-Argh Pedro, você não esta ajudando. 

Ele apenas riu dela e dentro de alguns minutos voltou já vestida com uma saída de praia branca quase transparente, e por baixo um biquíni que parecia ser cor de rosa com detalhes coloridos. Ele nada disse, apenas riu dela que pegou uma bolsa marrom, jogou algumas coisas dentro, soltou os cabelos e colocou um óculos:
-Estou pronta. - Parou na frente dele. 
-Finalmente. 
-Bobo, vamos. 

Então desceram, saíram da casa e depois de alguns passos estavam na areia. Pararam num ponto estratégico, onde ela largou sua bolsa, os chinelos e ele deu um show tirando a camisa, todas - eu disse todas - as mulheres da praia pararam para olhá-lo:
-Nossa, mas que sucesso. - Ela resmungou enciumada. 
-O que? - Ele não tinha percebido. 
-Você ai, sensualizando, tirando a camisa, olha elas estão babando. - Fingiu descaso. 
-Ah, isso? É sempre assim, espere até eu tirar a bermuda. - Brincou. 
-Porque não fica pelado de uma vez? - Ela perdeu a paciência. 
-Não, pelado só pra você. - Chegou pertinho e lhe deu um selinho. 
-Aham, minha vez de dar um show. 

Então tirou a saída de praia, também chamando a atenção de um grupo de rapazes que jogava bola ali. Pedro olhou feio para eles, mas se ateve em olhá-la sob a luz do sol, seus cabelos brilhavam mais que o normal ali, seu corpo perfeito, sua pele branca como as nuvens:
-Posso adivinhar a cor da sua sunga! - Tirou ele do transi falando divertida. 
-Pode? - Ele a olhava por trás dos óculos. 
-É uma tarefa um pouco difícil, afinal você é um cara que gosta de ousar nas cores, mas vou arriscar no preto desta vez. - Ela ironizou, ele sorriu. 
-Muito engraçadinha você. 
Daí ele tirou a bermuda e deixou aparecer a sunga preta, ela tinha acertado, mas nem estava mais ligando para isso, hipnotizada com o corpo perfeito dele. 

"Ta, eu tinha visto tudo aquilo ontem a noite, e sentido também, mas naquele momento, sob a luz do sol ele pareceu brilhar, sua pele quase morena e suada me remeteu alguma coisa grega, um Deus talvez, celestial eu diria. Os músculos definidos eram para mim o retrato da perfeição." 

-Precisa de ajuda com o protetor solar? - Ele perguntou depois do exibicionismo. 
-Claro. 

Então, depois de todo o processo de protetor que foi mais um "Aproveitamento", cheio de sorrisos e gracinhas, caíram no mar e la dentro se divertiram ainda mais, trocando beijos, afogando um ao outro, eram só sorrisos, estavam realmente felizes. 

Ao saírem da água, Sophie saiu correndo na frente e ele entendeu a brincadeira, então correu atrás dela e a pegou rapidamente, agarrando-a pela cintura e lhe dando um beijo em seguida:
-Achou que podia fugir de mim? - ele perguntou pertinho do rosto dela. 
-Eu não quero fugir de você. - Ela falou quase séria, havia um sentimento ali. 
Depois disso ele não teve nada melhor para dizer, não queria fazer mais promessas a ele que não poderia cumprir, então só a beijou, com todo o carinho do mundo. 

O que não sabia, era que desde que saíram da água, estavam sendo observados. Ironicamente Mey estava passando por ali naquele momento e reconheceu Pedro de cara, então parou e ficou os observando de longe, tomada mais e mais pela raiva a cada caricia e beijo que via:
-Então ele tem... Ele tem uma mulher! - Resmungava sozinha - Desgraçado! Você me paga Pedro, me paga! 
E com lágrimas nos olhos, depois de ver mais um beijo e a felicidade estampada no rosto dos dois, olhou mais atentamente para a mulher, tentando reconhecer. Mas Sophie tinha uma marca inconfundível, seus cabelos vermelhos que mesmo molhados ainda se destacavam, então, em segundos, Mey que tinha uma boa memória fotográfica, lembrou-se da ruiva dona da boate e ligou as duas, Pedro estava saindo com a dona da Boate. 

E depois de constatar isso e ficar ainda com mais ódio, montou um sua moto novamente e saiu, veloz e sem rumo, pensando em qual dos dois mataria primeiro. 

[Continua]



Fofos fofos fofos apenas! 
Será mesmo que esse será 
"O ultimo encontro"???
E Mey, o que será que vai fazer em?
Já vou avisando que depois que Pedro deixar a Sophie em casa, vai direto conversar com Tony sobre a missão, 
 o que será que vai rolar? 

Aguardem! 

O circo vai pegar fogo! 

Beijos
Mayara
@Luansmyway

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Capítulo 19

Antes de mais nada, quero dedicar este capítulo pra Karol, lindona, minha leitora mais que fiel, que esta comigo a muuuuuito tempo né Ka? hahaha' Tão especial pra mim, nem sei como expressar isso, companheira de muitas Fic né? kkkkk' Obrigada por estar aqui comigo nega, e que fique para sempre em! Beijokaaaas ♥

[...]

O silêncio dominava toda a extensão do galpão que naquela noite nem parecia tão assombroso e sombrio quanto antes. As velas espalhadas pelo chão já estavam no fim, deixando a luz do lugar ainda mais fraca, porem, o suficiente para que ele pudesse olhá-la um pouco mais. 

Sophie estava deitada de barriga para cima, os braços junto ao corpo, e os olhos fechados, tentando aproveitar os restinhos de boas sensações que ainda passeavam pelo seu corpo. Ele estava deitado de lado, olhando para ela incansavelmente e sentindo o cheiro bom de seus cabelos ruivos espalhados pelo travesseiro - "Como é linda" - Pensava enquanto a observava com um sorriso bobo nos lábios, até que ela abriu os olhos verdes e voltou-os para ele, seguidos de um sorriso:

- O que foi? - Ela perguntou enquanto levava uma das mãos ao rosto dele. 
-Estou olhando você, agora nem parece mais aquela bonequinha toda enfeitada que eu encontro sempre na boate. - Ele continuava a sorrir. 
-Porque? Estou descabelada e desarrumada? - Ela não se importou em se recompor. 
-Esta ainda mais linda. 
-Estou feliz também. - Ela confessou, mas Pedro já sabia disso, porque os olhinhos verdes dela estavam acessos e brilhantes como dois rubis. 
-É, porque? - Puxou ela para mais perto. 
-Porque estou aqui com você, por tudo que aconteceu... - Ela aninhou-se junto a ele. 
-Hum, isso porque resistiu até o ultimo instante não é? - Sorriram juntos - Se arrependeu? 
-Claro que não bobo, se estou dizendo que estou feliz. - Respondeu espevitada como sempre - Mas e você? O que esta sentindo? - Buscou seu olhar novamente. 
-Estou feliz também, estou em sentindo bem, você me faz bem. - Confessou sem nenhuma vergonha, e estava sendo tão sincero quanto nunca foi na vida. 
-É bom ouvir isso. 

Silenciaram mais uma vez, e logo os pensamentos ruins vieram a cabeça dele. Pensou na missão, nas decisões que tinha tomado e no que poderia acontecer com Sophie, mas não queria ficar pensando naquilo naquele momento, só queria aproveitar os instantes que tinha com ela, aproveitar sua companhia e a pessoa que se tornava quando estava com ela. 

-Como descobriu esse lugar, e porque o escolher? - Ela começou com as perguntas. 
-Não gostou? - Ele devolveu - Deve estar acostumada com hotéis luxuosos e toalhas brancas dobradas e forma de cisne né? - Ele brincou. 
-Gostei, é diferente e sim, já passei pelos hotéis com toalhas em forma de cisne, mas sinceramente? Não são tão exitantes quanto esse lugar. - Confessou travessa, ele sorriu gostando do que ouvia. 
-É bom saber disso. Esse lugar é bem a minha cara não acha? 
-Acho. Mas esta fugindo das minhas perguntas. - Ela não se esquecia. 
-É que você faz perguntas complicadas demais, ou irrelevantes demais. - Ajeitou-se para aninhar ela melhor em seus braços - Vendei você lembra? Porque não pode saber onde estamos, ou o porque de estarmos aqui, ou como encontrei esse lugar. 
-Para você eu nunca posso saber de nada, porque tanto mistério? - Começou a resmungar o velho assunto de sempre. 
-Porque tudo com mistério se torna mais interessante. 
-Mas no seu caso é mistério até demais. Eu não conheço você direito, não sei nada da sua vida, não sei o que faz, onde mora, onde trabalha, não sei se tem família, você pode ser até casado, sei lá! - Quanto mais ela falava, mais ele ria dela. 
-Se isso tudo importasse você não estaria aqui comigo agora. - Ele rebateu gloriosamente, ela fez careta. 
-Ta, mas isso é questão de... Bem, eu não sei nada sobre você, mas sei que posso confiar, entende? - "Não, você não deveria confiar" - Ele pensou. 
-Então anjo, isso basta. 

E para impedir que ela perguntasse mais alguma coisa, ele a beijou inesperadamente, e é claro que ela correspondeu, mas isso não a fez esquecer de tudo:
-Você prometeu que me contaria, acho que não há momento melhor que esse. - Ela insistiu. 
-Sophie... - Ele pedia manhoso - Eu não quero estragar tudo. 
-Pedro! - Ela saiu de seus braços e sentou-se o olhando seriamente - Pô, até quando vai ser assim? Eu... Eu me entreguei para você, será que não mereço nada em troca? 
-Não use você mesma como moeda de troca. - Ele sentou-se também. 
E você tenha um pouco mais de consideração por mim. Até quando vai ser assim? Ou será que acabou por aqui? Ah claro, eu já devia esperar isso. Pra que perder tempo me dando detalhes sobre a sua vida se você já teve o que queria e agora vai sumir. 

Ela levantou-se nervosa, adivinhando tudo que ele tinha planejado, mesmo sem saber de nada. Então, começou a se vestir enquanto ele permaneceu imóvel, a olhando atentamente e tentando não perder a paciência:
-Você quem esta se vestindo e acho que pretende ir embora, ou seja, me usou e vai partir. - Ele tentou usar do bom humor para desfazer aquele clima. 
-Ah cala essa boca, não vem com essas brincadeiras porque não vai colar. - Terminou de se vestir e olhou em volta procurando os sapatos. - As vezes eu tenho a sensação de que você brinca comigo sabia? Só vou te avisar uma coisa, não estamos em um filme americano para adolescentes como Crepúsculo ou essa coisa toda, onde o cara tem um segredo e a menina fica com ele mesmo sem saber o que é, então, se você for um vampiro, um lobo, ou o raio que o parta, fale logo! 

Pedro tentava se manter sério, mas ela era engraçada e linda até quando estava brava brigando sem razão, então sorrindo do ultimo comentário, levantou-se completamente nu e caminhou até ela, chegou bem perto e falou baixinho:
-Ó, você descobriu tudo, eu sou um vampiro, por isso não saio de dia, só visto preto e não posso contar nada da minha vida a você. - A envolveu pela cintura, a colocando contra seu peito forte - E isso tudo aqui, foi um truque para atrair você, eu tenho fome e preciso do seu sangue. - E fez uma cara de mal, ela não estava achando graça, mas aquele calor perto dela a estava deixando confusa. 
-Palhaço! Já terminou o showzinho? Pode me levar de volta pra boate porque além de não saber nada sobre você eu não sei nem onde estou e se aqui passa táxi. 
-Já? Porque? Ainda é tão cedo? - Assim ele começou a beijar o pescoço dela novamente, abraçando-a. 
-Para, eu não quero. - Ela ofegou, queria sim. 
-Fica anjo, por favor... - Ele pediu baixinho em seu ouvido, as pernas dela ficaram bambas. 
-Uma coisa eu sei sobre você... Gosta de usar golpes sujos e baixos. 
E depois de dizer isso ela o beijou, e caíram na cama novamente para mais carinhos quentes. E no fim, ela estava sem roupa novamente e nos braços dele, é claro. 

Porém, estava silenciosa mais uma vez, olhando fixamente para o nada, e ele sabia o que estava se passando em seus pensamentos:
-Ei, vai ficar de mal comigo? - Se aproximou de novo, com uma carinha pidona.
-Eu só quero que você me leve a sério. - Ela o olhou, e ele percebeu que o brilho dos seus olhos tinha acabado. 
-Vem cá, senta aqui. 

Então ele sentou-se novamente e fez com que ela se sentasse também, de frente para ele, se olharam intensamente:
-Eu levo você a sério, nem imagina o quanto. - Ele continuou, e quando ela abriu a boca para contestar, ele selou seus lábios com os dedos - Mas eu não posso contar tudo... Agora, você tem que me entender. 
-Mas eu não entendo. 
-Você vai saber de tudo Sophie, antes do que imagina. - Ele insistiu segurando as duas mãos dela. 
-Eu preciso... - Ela suplicou e ele sentiu um aperto no peito - Seja lá o que for, eu não estou aqui para te julgar, ou me zangar com algo que você fez, ou faz, eu não tenho esse direito Pedro. 
-Você diz isso agora. - Ele sorriu de canto. 
-O fato é que cada vez que você se nega a me contar, ou fala essas coisas, me deixa ainda mais insegura e confusa. Vou começar a achar que tem algo muito ruim que não quer me contar. - E tinha sim.
-Tenha paciência. 
-Eu não sei ter paciência! - Ela rebateu. 
-Eu não quero brigar com você, não depois de tudo. - Ele confessou suspirando.
-Eu também não quero.  
-Então pronto, quando dois não querem não brigam - Ele a puxou para um abraço - Como você mesma disse, sabe que eu sou bom e sabe que pode confiar em mim. 
-É, eu sei. - Ela fechou os olhos, não sabia mais de nada. 
-Olha pra mim. - Segurou o rosto dela entre as mãos, a olhando nos olhos - Eu quero que tenha lembranças boas dessa noite, as melhores, promete? 
-Prometo. Foi uma noite maravilhosa. - Ela sorriu finalmente. 
-Para mim também, eu nunca vou esquecer, pode ter certeza. - Ele falou sinceramente - Mas acho que é hora de você ir. 
-Eu também acho. - Finalmente ela concordou com ele em algo, mas na verdade, só não queria estragar tudo. 

Então vestiram-se, dessa vez para valer. Depois beijaram-se mais algumas vezes e na hora de sair, ele estendeu a venda para ela dizendo:
- Para não acabar com a magia. 
Ela não o questionou, apenas colocou e se deixou guiar, subiram na moto e antes da partida ela disse que queria ir para casa, e não para a boate, ele lhe atendeu e não demorou muito para que estivessem na frente da casa dela:
-Não quer entrar? - Ela perguntou, agora já sem a venda, em pé, ao lado dele que não desceu da moto. 
-Não, chega de emoções por hoje, você me deixou morto. - Brincou, ela sorriu. 
-Achei que caras maus fossem mais resistentes. - Zombou, ele sorriu. 
-Não brinque assim comigo, ou eu aceito o convite. - Falou cafajeste. 
-Só quis ser educada, também estou exausta, só quero um banho quente e cair em um sono profundo. 
-Fala isso, pense em mim durante o banho e sonhe comigo durante o sono. - Ele a puxou para perto. 
-Vou fazer isso. - Ela acariciou seu rosto. 
-Pode ter certeza que estarei pensando em você também. 
-Ah, obrigada por tudo, foi incrível. - Ela falou sem jeito. 
-Você merece muito mais.
E depois disso ele a beijou, aquele beijo com sabor de despedida, depois, ganhou um aceno dela e partiu em sua moto, sumindo de vista rapidamente. 

Então ela entrou, e fez o que disse que faria, tomou um banho quente e dormiu pensando nele, nos momentos maravilhosos que passaram juntos, no toque de suas mãos firmes em seu corpo, no cheiro que ainda estava em sua pele. 

Quanto a ele, voltou para seu galpão e foi obrigado a passar o resto da noite com as lembranças de tudo de mágico que havia acontecido ali. Sentiu falta de seu companheiro, o saco de areia que estava guardado, mas não tinha mais ânimo para colocá-lo no lugar aquela noite. Estava radiante por tudo que tinha vivido com Sophie ali, mas também preocupado com o que aconteceria a partir de agora. Segundo o plano inicial,aquele era o momento de deixá-la e entregar a missão a outro, mas não queria deixá-la, não queria sair de sua vida, e não podia deixá-la nas mãos de outro, sabia muito bem o que poderiam fazer com ela. Estava entre a cruz e a espada, ou ele mesmo fazia o mal a Sophie, mostrando que mentiu o tempo todo e que não era bom quanto ela pensava, nem digno de sua confiança, ou a entregava nas mãos de outro, sem dó nem piedade. 

Essas eram suas duas opções, mas existia uma terceira, que era desconsiderada por ele. A opção de fazer uma loucura, de largar tudo por ela, de protegê-la com sua vida. Restava saber se ela estava disposta a fazer o mesmo e pior, se ele tinha coragem de fazer isso também. 


[Continua]




Nhaaaaaac,
tudo lindo e perfeito, 
ai Sophie vai e quase estraga tudo com sua curiosidade. 
Mas tipo, se fosse eu no lugar dela também ia querer saber, 
e vocês? 
Mas agora o bicho pega de verdade, 
Pedro vai ter de tomar uma decisão! 
...
Quero agradecer os comentários de vocês, lindas, 
obrigada pelos elogios a minha pessoa, e ao capítulo, 
estou muito feliz e realizada com esse projeto, 
podem acreditar!
Então é isso, 
beijos e até amanha!

Mayara
@Luansmyway