segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Capítulo 29

Amorecos, antes de tudo quero indicar isso aqui ó ~~> http://boundlesslovels.blogspot.com.br/?m=1 É da Amanda, minha Fiel lindona, que voltou a escrever, bora da um confere lá? *--*

[...]

Perto de onde Pedro e Sophie estavam sentados, ficava a área do tremzinho, brinquedo destinado as criancinhas menores, e tudo corria bem por lá. Até que em determinado momento, Pedro, que tinha verdadeiros "Olhos de Águia" e estava sempre atento a tudo, percebeu que um garotinho de mais ou menos três anos tinha enroscado o pé nos pequenos trilhos onde corria o tremzinho e não conseguia tirar. 

O pequeno três cheio de crianças andava normalmente, o responsável pelo brinquedo estava distraído conversando com uma mulher e o garotinho parecia sozinho ali, preso, e começando a ficar desesperado, porém, bastou apenas uma questão de segundos para que Pedro agisse. 

Ele levantou-se e correu, em seguida pulou o cercadinho de proteção que havia em volta do brinquedo e na agilidade, chegou até o menino e desprendeu o pé dele, dois segundos antes do trenzinho completar sua volta e esmagar o pé do garoto. 

Quando tudo isso aconteceu, chegaram Sophie, o maquinista do brinquedo e a mulher que estava com ele, todos afobados:
-O que aconteceu? - O homem perguntava. 
-Filho? Filho você esta bem? - A mulher chamou o garotinho. 
-Ele esta bem, mas podia não estar, tudo por causa da desatenção de vocês. - Pedro falou com indignação. 
-Como assim? O que aconteceu? - Sophie se manifestou. 
-O menino estava preso, o trem ia passar em cima do pé dele e ninguém se quer o viu entrar aqui. - Pedro respondeu. 
-Eles estavam aguardando na fila para ir na próxima, eu me distraí um segundo e... 
-É, só que você não é pago pra se distrair. - pedro já estava perdendo a paciência. 
-Foi um deslize... 
-Então procure outro emprego! - pedro deu um passo para mais perto do homem. 
-Que foi amigo? Ta querendo confusão? - pa rapaz que era mais baixo que Pedro, enfrentou mesmo assim. 
-Não, nada de confusão. - Sophie se colocou entre os dois - Vamos Pedro, esta tudo bem agora. - Ela o puxava - E a senhora, devia cuidar melhor do seu filho. - Fuzilou a mulher com o olhar - Vem Pedro, vem! - o puxava enquanto ele encarava o outro rapaz. 

Até que Sophie conseguiu o convencer de saírem dali, voltaram ao banco onde estavam e ela pegou seu leão enorme que ele mesmo tinha ganhado pra ela no jogo de tiros:
-Posso te falar uma coisa? - Ela que se pôs de pé na frente dele, abraçada com o leão de pelúcia, perguntou.
-Não sei se é uma boa hora. - Ele sentou-se, cruzando as mãos sobre os joelhos, olhando para o outro lado. 
-Você é muito brigão, tem que relaxar. - Ela falou mesmo assim - Acabou de salvar um garotinho. 
-Essa gente irresponsável me tira do sério, se não sabe cuidar de uma criança, não tenha uma criança! - Ele ainda estava revoltado. 
-Concordo com isso, mas você não pode ficar nervoso e sair brigando com todo mundo por isso. - Ela explicava carinhosamente. 
-Eu sou assim, perco a paciência rápido! 
-Vamos trabalhar isso ok? - Ela abaixou-se na frente dele, colocando o leão de pelúcia entre os dois - Mas foi incrível o que você fez pelo menininho, eu nem vi que ele estava preso. 
-Eu só... Observo. - Ele deu de ombros, mais calmo - Você devia fazer o mesmo, só assim não é pega de surpresa. - Ele já estava pensando no futuro dela. 
-Fala sério, a gente tinha acabado de se beijar, eu ainda estava querendo lembrar do meu próprio nome. - Ela falou bem humorada, ele sorriu finalmente. 
-Hum, então quer dizer que meus beijos te fazem esquecer até seu próprio nome? - Ele a puxou para que se sentasse perto dele. 
-Não fique convencido, eu não devia ter dito isso. - Ele ficou envergonhada. 
-Mas eu gostei de saber. - Ele sorriu pra ela. 
-Eu que estou gostando de te conhecer melhor de certa forma. Já sei que você atira super bem e é um ninja observador e salvador de criancinhas indefesas. É Pedro, você não é tão malvado quanto disse ser. - Ela comentava divertida. 
-É, vai ver eu não sou mesmo tão malvado. - Ele mesmo refletiu em sua própria frase. 

Mas convenhamos, caras maus não levam garotas para parques de diversões, nem para  passear na praia, não lhe dão bichos de pelúcia de presente, não preparam noites românticas com rosas e velas, mas principalmente, caras maus não demonstram sentimentos, não se deixam apaixonar e nem arriscam seu próprio pescoço por uma garota que mal conhecem. Mas convenhamos também que ela não era nem nunca seria "qualquer garota". 

Depois daquele papo e de mais uns beijos, continuaram sua maratona, foram em maus uns brinquedos radicais, depois em outros mais tranquilos,e assim a atarde foi se esvaindo, porque como diz o ditado, rudo que é bom dura pouco, e com eles essa regra não era diferente. 

Estavam lado a lado na roda gigante, o ultimo brinquedo daquela série, até que ela falou:
-Quis deixar a roda gigante por ultimo, só pra ver o fim da tarde daqui de cima. - Ela falou quando chegaram lá no alto. 
-É bem bonito mesmo. - Ele observou a beleza do rosto dela misturada ao fim de tarde. 
-Mas tenho um pouco de receio com esse brinquedo, talvez porque ele sempre trava nos filmes a as pessoas ficam presas aqui em cima. - Ela comentou sorrindo. 
-Não se preocupe, se ficarmos presos, coloco você nas costas e descemos por esses ferros aqui, tranquilo. - Ele estava falando sério, mas ela achou que era brincadeira e riu. 
-Ta bom super homem, ou melhor, você salvou um garotinho que estava com o pé preso, tudo bem, mas isso ai já é demais. - Ele também sorria dela não saber de nem metade das coisas que ele era capaz. 
-É, talvez eu tenha exagerado.
-Só um pouco. - Ela olhava ao longe, agora estavam em baixo, prestes a subir novamente. 
-Mas você estava falando dos filmes... - Ele lembrou - Não são só cenas de pânico que acontecem nas rodas gigantes, mas também cenas românticas.
-Ah é? - Ela voltou o olhar para ele, interessada naquele assunto. 
-É, como beijos assim ó. 

E então lhe beijou de surpresa, e ela correspondeu claro, embalados pela magia do momento... Roda Gigante, por do sol, aquilo estava mesmo parecendo um filme da sessão da tarde:
-Agora tive a ultima prova, você não tem nada de malvado. - Ela comentou ao fim do beijo, sorriram juntos. 
-Existem pessoas e pessoas, e você só merece o meu melhor, já disse. - Ele olhou para a frente, mas ela continuou o olhando. 
-Isso é bom, fico mais tranquila, porque você fala tanto desse seu lado mal que tenho até medo. - Ela zombou, mas ele sabia do que realmente falava. 
-A propaganda é a alma do negócio. - Ele brincou e ela apenas sorriu - Mas não vamos mais falar disso, nosso passeio esta quase acabando e eu preciso aproveitar você. 

Então, ele lhe deu mais um beijo, para que não falasse demais, e depois outro e outro, e foi assim até o fim do passeio de roda gigante, quando finalmente saíram do parque, pegaram a moto e seguiram em direção a casa dela. Chegando lá, ela nem precisou convidar e ele já foi entrando. Sabia que o velho Augusto não estava em casa, e se estivesse, não queria nem saber.

Assim que chegaram no quarto, ele já foi tirando a camisa e ela não pode deixar de comentar:
-Já se sente tão em casa assim que chega tirando a roupa? - Sophie estava divertida. 
-Não é isso, só estou devolvendo as roupas do Davi. - Ele respondeu natural tirando a bermuda também. 
-É só isso mesmo? - Ela o abraçou por trás, passando as mãos por seu peito forte e barriga definida, em seguida beijou as costas dele, que sorriu com o carinho. 
-Tenho, você que esta ai cheia de má intensão. - Ele virou-se de frente para ela, segurou suas duas mãos e deslizou mais uma vez por seu corpo - Abusando de mim, se aproveitando da situação. 
-Mas olha só, você esta na minha casa, tirando a roupa e quer que eu finja que não vi nada? - Ela se fingiu indignada. 
-Tudo bem, eu deixo você se divertir um pouco, mas só um pouco. - Apontou o dedo.
-Ah, era isso que eu queria ouvir, então a diversão vai começar mesmo é agora! 

Dali se deixaram cair na cama, para mais uma vez, fazerem o amor que ainda não tinham confessado um para o outro, porque até então, apara eles não era amor, era apenas uma paixão, grande, forte e ardente, mas era cedo pra falar de amor. 

"E eu a tive para mim mais uma vez, e a cada transa, era como se ela arrancasse mais um pedaço meu e tomasse para si. Mesmo sem saber ela estava dominando meu corpo, meus pensamentos, meus atos, minha vida, estava se tornando dona de mim de uma forma que eu mesmo nunca fui. Sophie era meu transporte para o seu e o inferno, e ficava me lavando pra baixo e para cima, porque ao mesmo tempo que eu me sentia nas nuvens nos braços dela, sabia que ela era meu inferno, minha perdição. Assim como eu a chamava de anjo, assim como ela cumpria esse papel me trazendo paz e leveza, também era minha maldição, meu fim, e era inevitável pensar nisso até naquele momento."

"E foi lindo mais uma vez, eu estava onde queria estar, com quem eu queria estar, com ele. As vezes, eu me perguntava mentalmente se Pedro existia de verdade, porque ele era perfeito, e se tinha algum defeito gravíssimo, eu queria desconhecer para sempre. Depois daquele dia maravilhoso, cheio de sorrisos e alegria, encerramos com a explosão que era o encontro de nossos corpos, e ele me fez sua mais uma vez, o que não sabia, era que depois de ser dele, eu não poderia, nem conseguiria ser de mais ninguém, mesmo que quisesse. Eu costumava dizer que aquilo era "A marca do destino", e ele marcou nós dois, para sempre."

-Agora eu tenho que ir, aliás, já deveria ter ido a muito tempo. - Ele falou, depois de um tempo, após a maratona de amor, beijando a cabeça dela que estava deitada sobre seu peito. 
-Já? - Resmungou. 
-Passamos o dia todo juntos, já anoiteceu anjo. - Ele sorria. 
-E se eu pedisse pra dormir aqui? - Ela o olhou. 
-Não posso. - Negou mesmo querendo ficar. 
-Droga. - Ela reclamou e fez bico. 
-Você vai com muita sede ao pode menina, a gente da a mão você quer o braço. - Ele tentou levantar-se enquanto falava isso bem humorado. 
-Quero o corpo todo, será que não entende? - O puxou de volta pra cama, ele revirou os olhos. 
-Não dificulte as coisas, preciso mesmo ir... Aliás, não quero dar de cara com seu pai, não hoje, sinceramente, ele estraga meu humor. - Foi sincero, ela fez careta. 
-Tadinho, não fala assim dele. - O deixou levantar finalmente. 
-Ah Sophie, sejamos sinceros, ele não gosta nem um pouco de mim não é? - Ela não respondeu - Vamos, a verdade! 
-Não, ele não gosta de você, mas ele nem te conhece, tenho certeza que vão se dar bem um dia. 
-Ta bom. - Ele ria enquanto se vestia, dessa vez suas roupas negras. 
-Se ele é o problema, você fica aqui no quarto, pego comida pra gente, ele nem vai saber que esta aqui. - Ela procurava meios como uma adolescente travessa. 
-Ele é só um dos problemas. - Resmungou - Não dá, de verdade, me desculpe. - Chegou perto dela e lhe deu um selinho. 
-Ta, não vou mais insistir, afinal, já ganhei um dia todo com você e isso é um passo enorme pra humanidade. - Ela deitou-se novamente e virou para o outro lado. 
-Ei, não vai me lavar até a porta? - Ele reclamou. 
-Ué, não sabe o caminho? - Ela estranhou. 
-Sei, mas hoje quero que me leve, pra variar. 

Então ela vestiu apenas uma camisola que encontrou jogada pelo chão e desceram, ainda trocando algumas caricias, mas quando chegaram na sala, deram de cara com Zuma, a empregada, segurando o buquê de flores:
-Que isso Zuma? Ganhou flores foi? - Sophie perguntou divertida. 
-Quem dera, são pra você. - A empregada respondeu e entregou o buquê a Sophie que olhou imediatamente para Pedro com um ar interrogativo. 
-Não me olhe, não fui eu, mas garanto que estou mais ansioso que você para saber quem foi. - Ele cruzou os braços, já ficando enraivecido. 

Sophie olhou para as rosas vermelhas, não fazia ideia de quem podia ter mandado aquilo, até que leu o cartão que dizia:


"Rosas vermelhas para a moça dos cabelos vermelhos! Espero que goste, elas são pra te lembar que esta me devendo um jantar. Me liga depois? 
Beijos, Otávio."

-Otávio...  - Pedro resmungou - Não é aquele advogado que estava com você um dia na Precious? 
-É, é ele sim. - Ela mordeu o lábio. 

[Continua]





Com esses últimos capítulos, chegamos a conclusão de uma única coisa:
-Pedro não é mal! 
Muito pelo contrário, ele é maravilhoso...
Maaaaaaas, 
bem extressadinho né? 
 O que será que ele vai dizer sobre essas flores que Otávio mandou? 

Aguardem! 

Beijokas
Mayara
@Luansmyway

sábado, 18 de outubro de 2014

Capítulo 28

[...]

-Eu adorei! Meu Deus a quanto tempo não venho a um parque de diversões? Acho que desde criança! 

Ela falava olhando tudo maravilhada enquanto ele suspirava aliviado por ter acertado no lugar:
-Mas porque escolheu este lugar? - Ela perguntou - Lembrando que meu juramento de não fazer perguntas vale só para sua vida pessoal e não para o resto. - Lembrou-se divertida, ele sorriu. 
-Eu sei. Mas respondeu sua pergunta, escolhi isso aqui porque você tem a leveza de uma criança, e me passa isso. Quando estou com você todos os problemas somem, e a vida se torna divertida como um Parque de Diversões. - Ele a puxou para perto enquanto falava. 
-Ah Pedro... Que lindo isso. - Ela acarinhou seu rosto. 
-É, viu só, além de tudo eu também sei falar coisas bonitas, você realmente ganhou na loteria! - Zombou. 
-Ô, e como. - Riram juntos - Então? Vamos entrar ou não? Quero andar em todos os brinquedos! 
-Quero só ver se essa animação toda vai durar mesmo. 

Então guardaram a moto e entraram. Mesmo sendo uma terça feira pela manha, o parque estava bem movimentado, cheio de crianças com suas famílias, jovens, casais, em fim, todo tipo de gente, isso era bom e ruim para Pedro, porque ao mesmo tempo que estava camuflado pelas pessoas poderia encontrar um conhecido a qualquer momento, mesmo assim resolveu arriscar, pois pelo menos Tony ele tinha certeza que não encontraria naquele lugar.

-A gente pode comer alguma coisa antes? Tô cheio de fome. - Ele perguntou. 
-Claro, pode ser cachorro quente? Eu adoro cachorro quente de rua. - Ela sugeriu animada. 
-Sério? Logo você que só deve comer caviar? - Ele ria enquanto se dirigiam ao carrinho mais próximo. 
-Argh, você faz uma ideia muito errada de mim. - Ela revirou os olhos. 
-Dois completos por favor. - Ele pediu e em seguida arranjaram um lugar para sentarem - Sei lá, você é uma burguesinha e... 
-Ei, você disse que não me chamaria mais assim! 
-Opa, esqueci, perdão meu anjo. - Falou todo carinhoso. 
-Assim esta melhor. 

Não demorou muito para que o lanche deles chegasse, então atacaram sem pensar e ele riu dela que na primeira mordida já estava toda lambuzada:
-Olha só, aquela garotinha ali da mesa ao lado se sujou menos que você. - Ele apontou para uma menininha que comia acompanhada de seu pai. 
-Não tem graça comer isso aqui sem se sujar ok? - Falou de boca cheia. 
-É, você esta realmente me surpreendendo. - Ele sorria sem parar, ela era encantadora. 
-Que é? Esta decepcionado? Achou que eu comia como um passarinho? Era cheia de modos e frescuras? - Ela tentou se limpar.
-Achei. - Ele confessou. 
-Minha mãe dizia que isso tudo era besteira, que não servia para nada, só privava a gente de ser feliz. Os pais dela foram muito rígidos, sempre, obrigando ela a fazer aulas de etiqueta, a aprender como se comportar a mesa e tudo mais, só que depois que cresceu, ela viu que nada disso importava tanto. Ela falava exatamente assim: "Ser uma menina educada é importante, mas só até a página dois, a partir do momento que tudo isso estiver atrapalhando um momento feliz, esqueça!" - Sophia se lembrava e ele só prestava atenção - Ela tinha total razão não acha? 
-Sim, ela tinha. Ela fez de você a melhor pessoa do mundo, acredite. 
-É, ela era a melhor do mundo também. - Um fio de tristeza passou pelos olhos dela - Mas mudando de assunto, eu queria fazer uma pergunta, mas acho que você não vai querer me responder. - Deu outra mordida no cachorro quente. 
-Lá vem você! - Ele reclamou - Mas vamos lá, hoje eu estou de bom humor. 

Ele também deu uma mordida, e ela sorriu feliz pela chance que tinha, então fez logo a pergunta que nem era tão grave assim:
-Você me disse que trabalhava, e que era tipo o braço direito do seu chefe, que fazia de um tudo, mas hoje é terça feira, horário comercial e você esta aqui. Perdeu o emprego? - Pedro sorriu da inocência dela. 
-Não, não perdi o emprego Sophie. É que meu chefe me deu folga hoje, pelo menos até o fim da tarde. - Mentia em partes. 
-Ah, entendi. Esse cara me pareceu generoso agora. - Ela continuou a comer. 
-Nem tanto, pra falar a verdade eu estou de saco cheio dele. - Sim,a quilo era a mais pura verdade. 
-Sério? Deve ser um saco mesmo ter alguém mandando em você todo o tempo. 
-É, você nem imagina. Sorte a sua que "É a chefe!". - Ele brincou. 
-Mas eu sou uma chefe suuuuuper legal, além do mais, na Precious, só mando no Davi, porque nos outros é ele que manda e ele adora mandar! - Sorriram juntos. 
-Você gosta muito dele né? - Pedro deu um gole no refrigerante enquanto esperava a resposta. 
-Eu adoro ele, é meu parceiro, meu melhor amigo desde sempre, esta comigo em todos os momentos... Davi é a melhor pessoa que já conheci nessa vida, eu jamais o abandonaria por nada e seu que ele também não. - Ela falou com brilho nos olhos. 
-É, ele me parece um cara legal... Tirando os gostos... bem, meio estranhos. - Pedro ficou sem jeito, Sophie sorriu. 
-Se você for um desses caras machistas e preconceituosos pararemos por aqui ok? - Ela apontou o dedo - Pense pelo lado bom, menos um concorrente para você na incessante "Caçada por mulheres"
-Não, não tenho nenhum tipo de preconceito, aliás eu não tenho nada a ver com a vida de ninguém. - Ele jogou as mãos para o ar - Só não entendo como ele pode... Ai, em fim, mesmo se ele gostasse de mulher, não seria pário para mim na "Caçada por mulheres". - Ele imitou o gesto dela.
-Huuuuum, quanta confiança em si mesmo em! - Ela zombou. 
-Meu sobrenome é confiança, não é a toa que eu estou aqui com você hoje, porque quando eu quero, eu consigo. - Lhe lançou um olhar sedutor. 
-Pois eu espero que você não esteja querendo nem uma outra enquanto esta comigo, porque eu sou uma menina egoísta e não gosto de dividir ok? - Ela chegou mais perto do rosto dele.
-Ok, talvez eu tenha ficado com um pouco de medo agora, pode deixar, nada de dividir. - Ele sorria, imaginando ela brava por ciúmes. 
-ótimo! Terminou? Vamos, estou ansiosa para começar nossa maratona! - Levantou-se animada. 
-Desse jeito vamos vomitar nas pessoas, ou um no outro, o que é bem pior. - Ele brincou levantando-se também.
-Ah, não seja um fraco! Vamos. 

Então, Pedro pagou a comida e em seguida foram para a fila dos ingressos dos brinquedos que não estava tão enorme assim. Esperaram um pouco, conversando e rindo, até que chegou a vez deles e Pedro mais uma vez tomou a frente da situação, comprou tíquetes para todos os brinquedos do parque e mais alguns caso quisessem repetir as voltas, depois pagou tudo com um "macinho" de dinheiro bem interessante, enquanto ela ficou só olhando e se perguntando quando será que ele ganhava, E se aquele dinheiro todo não lhe faria falta. Mesmo assim, resolveu não questionar, e daí, seguiram para os brinquedos:
-Então, por onde vamos começar? - Ele perguntou animado.
-Que tal pelos brinquedos de dardos, de tiros, até a comida assentar um pouco? - Ela ria. 
-Ótimo. 

Então se dirigiram a uma barraquinha de tiro de chumbinho, desses com coisinhas que parecem revolveres. Nesse caso, tinham três tiros para derrubar um dos bichinhos que se movimentava a todo momento:
-Ai, isso é impossível, eles ficam se mexendo prum lado e pro outro. - Sophie já foi pessimista. 
-Você nem tentou, começa vai. 

Assim, sem o menor jeito, ela usou seus três tiros e errou os três, enquanto os bichinhos se moviam de um lado pro outro, pra cima a pra baixo. Pedro só observava a falta de jeito dela, mas já era de se esperar:
-Ta vendo, impossível. Vai você agora. - Ela fez bico entregando a arminha a ele. 

Então, sem nada dizer, Pedro mirou, disparou o primeiro tiro e de cara acertou um dos bichinhos, depois disparou os outros dois e acertou mais dois bichinhos fazendo Sophie e até o rapaz que trabalhava na barraca, ficarem boquiabertos:
-Como... Você... Nossa! - Ela falou enquanto ele ria. 
-Parabéns moço, você é bom, já fez algum curso de tiro? - O rapaz da barraca perguntou. 
-Não, mas já vim aqui algumas vezes. - Ele respondeu apenas isso. 
-Pode escolher o prêmio então. - O homem apontou para uma prateleira cheia de bichos de pelúcia enormes. 
-Quero esse leão aqui. - Pedro escolheu um leãozinho sorridente.
-Aqui esta, obrigado e voltem sempre. 

Em seguida, Pedro pegou o leão, o olhou um pouco e entregou a Sophie:
-Aqui, para se lembrar de mim. - Sorria. 
-É lindo. - Ela abraçou o bichinho que era metade do tamanho dela - Parabéns, você pareceu um atirador profissional! - Ela falou inocentemente, ele ficou sério por um momento. 
-"Eu sou um atirador profissional." - Pensou - Foi sorte. Vem, vamos naquele das bolinhas agora, tenho certeza que você vai conseguir. 

Depois foram em um que tinham que acertar duas bolinhas em um buraco, Sophie conseguiu acertar uma, e ele, para não dar tanta bandeira errou as duas de propósito. Em seguida, partiram para os dardos, mas nesse sinceramente Pedro não era mesmo bom, muito menos Sophie, e assim, passaram pro todos esses joguinhos de pontaria, só então indo para os radicais. 

Começaram pela montanha rusa e se identificaram pois nenhum dos dois tinha medo dos brinquedos radicais, pelo contrário, adoravam. Se divertiram muito, gritando, sorrindo, brincando. Também fizeram uma parada para almoçar no restaurante ali perto, depois deram uma pausa para a digestão,sentando-se num banco a sombra, enquanto ela comia um algodão doce:
-Quer? - Perguntou a ele. 
-Não gosto de algodão doce, esse negócio é horrível. - Ele fez careta. 
-Ta ai, primeira pessoa que conheço que não gosta de algodão doce. - Ela riu, aninhando-se junto a ele. 
-Sou diferente de todo mundo, você já devia saber. - Ele olhou ao longe, seu tom era neutro. 
-É, é verdade. 

O silêncio se fez entre eles por um instante, mas ela fez questão de quebrá-lo:
-Obrigada por este dia tão perfeito. - Buscou os olhos negros dele. 
-O dia ainda não acabou, não é hora de agradecer. - Ele sorriu de canto. 
-Mas eu sei que o resto dele vai ser maravilhoso. 
-Lembra do que eu sempre digo? Só quero dar a você momentos bons. - Ele acariciou os cabelos vermelhos dela. 
-Esta fazendo isso muito bem. 

Então, se beijaram carinhosamente ali, sem se preocupar com o mundo a sua volta, com os problemas, os compromissos. Estavam num mundo mágico e era como se ninguém, nem nada pudesse os atingir ali. 
-Eu quero que saiba que, eu sou muito feliz quando estou com você. - Ele confessou baixinho, com um tom de amargura na voz.
-Eu também, muito feliz. - Ela respondeu em mesmo tom. 

Porem, depois de mais um beijo, naturalmente Pedro voltou a olhar para os brinquedos que funcionavam a todo vapor, foi aí que viu uma coisa que fez com que todos os seus sentidos ficassem alertas. 


[Continua]




Awwwwwwwwwwwwwwn'
Fofos! 
Mas e aí?
O que será que Pedro viu em? 

Oooooooooutra coisa, 
vocês lembram de um certo show ai que eles tavam planejando para acontecer na boate?
hahaha'
Vai rolar logo logo! 
Fortes emoções! 

AGUARDEM!

Beeeeeeeeeijos

Mayara
@Luansmyway

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Capítulo 27

[...]

-Acho que eu tô sonhando. 

Essas foram as primeiras palavras que ela pronunciou, arrancando dele um sorriso sincero:
-Não, você não esta. - Ele sentou-se pertinho dela lhe entregando a rosa. 
-Hum, uma rosa branca! Você não é tão malvado quanto diz que é né? - Ela ajeitou-se, sentando-se também enquanto admirava a rosa. 
-Engano seu, sou tão mal que roubei esta rosa do canteiro do vizinho agora a pouco. - Ele confessou arrancando uma gargalhada dela. 
-Ah Pedro, você podia ter mentido, só pra eu acreditar que um dia você seria um romântico. 
-"Eu ja minto demais pra você." - Pensou - Nada disso, só assim mantenho minha postura de mal elemento. 
-Ta bom mal elemento, como conseguiu entrar aqui? Arrombou minha janela? Fez alguém de refém? Torturou a empregada para que ela abrisse pra você? - Sophie falava aquilo inocentemente, mal sabia que ele já tinha feito todas aquelas coisas na vida. 
-Não, não precisei usar desses métodos, apenas o meu charme e sorriso foram suficientes para convencer a empregada. - Ele falou todo convencido. 
-Nossa! Incrível! - Ela fez careta, ele lhe deu um selinho rápido - Mas me diga, a que devo a honra desta visita matinal? 
-Saudades? - Ele falou de um jeitinho fofo, ela sorriu. 
-Estamos progredindo né? Já esta sentindo saudades... É um bom sinal. 
-Viu, é só ter paciência que as coisas acontecem. 

Se olharam por um instante, ele, admirando a beleza natural dela, quase não tinha diferença ao acordar daquela de todas as noites na boate. E ela, ainda duvidando de que ele estava mesmo ali, fazendo o seu dia começar maravilhosamente bem:
-É, então já que a vida me deu esse presente eu vou aproveitar!
E depois que disse isso, Sophie fez com que Pedro caísse na cama e pulou por cima, lhe dando um beijo carinhoso porem inocente, sem más intensões. Ele percorreu as mãos pelo corpo dela envolto apenas com uma camisola fininha de flanela, mas não passou disso, era apenas um carinho. 

Até que pararam o beijo e ele voltou a sentar-se, porem com ela em seu colo, as pernas envolvendo seu quadril e os braços seu pescoço, já ele a segurava pela cintura, se olhavam nos olhos:
-Topa passar o dia comigo hoje? - Ele perguntou e em seguida mordeu o lábio inferior dela. 
-Sabe que nem precisa perguntar. 
-Isso é bom. - Sorriram. 
-Onde vamos? Vai vendar meus olhos de novo? 
-Não, hoje quero que você veja tudo. - Ele acariciou o rosto dela. 
-ótimo, me dá dois segundos pra eu tomar um banho e me vestir? 
-Como se você fosse ficar mesmo pronta em dois segundos né? - Pedro a libertou para que levantasse. 
-Vou ser rápida, prometo... - Ela correu, mas ao chegar na porta do banheiro parou - A não ser que você queria tomar banho comigo. - O olhava por cima do ombro, com ar de menina travessa, ele sorriu mordendo o lábio. 
-Mais tarde, ou não vamos sair daqui hoje. - Achou melhor resistir. 
-Tudo bem. 

Então, enquanto ela foi tomar seu banho, ele ficou analisando o quarto, as fotos, os enfeites e tudo que tinha ali, absorvendo tudo que tinha a ver com ela, para guardar como lembrança quando não a tivesse mais... mesmo sem querer, ele rodava, rodava e parava na velha questão de sempre, o futuro, o que aconteceria com Sophie e até com ele mesmo. Sabia que estava cavando a própria cova fazendo esses momentos todos acontecerem, mas queria, precisava viver a felicidade ao menos uma vez na vida.

Estava distraído nesses pensamentos que quando viu, Sophie já estava pronta, vestindo uma roupinha fresca que combinava perfeitamente com o dia ensolarado que fazia lá fora:
-Vem cá, você não tá com calor não? - Ela andava pelo quarto exalando seu perfume. 
-Não, deveria? - Ele deu de ombros. 
-Cara, ta fazendo uns 38 graus lá fora com sensação de 42, e você ai todo de preto, de jeans, jaqueta, pelo amor de Deus! - Sophie e sua sinceridade. 
-Porque você tem tantos problemas com o que eu visto? - Ele ficou indignado. 
-Só estou pensando no seu bem, depois você desmaia do meu lado... 
-Talvez esteja um pouco quente sim. - Ele deu o braço a torcer - Mas eu gosto de me vestir assim, é a minha identidade, você devia aceitar. 
-Eu aceito coisa linda - Ela chegou perto dele - Mas, acho que além de mais confortável, você ficaria lindo com alguma coisa branca, azul, verde... - Tirou a jaqueta dele. 
-Sinto muito, não tenho cores no meu armário, aliás, acho que eu nem tenho armário. - Ele confessou bem humorado. 
-Se quiser minha ajuda pra mudar isso... 
-Não senhorita, a programação de hoje é outra. - Ele apontou o dedo.
-Eu sei, eu sei, não estou falando hoje, um dia! 
-Então hoje você vai ter que se conformar, vem... - Ele a puxou para saírem. 
-Não, não espera, eu tenho a solução! 
-Não vamos fazer compras hoje Sophie. - Ele revirou os olhos. 
-Não bobo, a solução esta bem aqui no meu armário! - Ela correu até o closet. 
-Ah, você vai me emprestar uma roupa sua? - Ele não acreditava no que estava vendo. 

Ela não respondeu, ficou alguns minutos lá dentro e depois voltou carregando algumas peças:
-Acho que as minhas iam ficar um pouquinho pequenas em você, mas essas aqui vão cair como seda! - Estendeu uma bermuda branca e uma camisa polo listrada nas cores da marinha, azul, branco e vermelho. 
-Posso saber porque você tem roupas de homens no seu armário? - Ele cruzou os braços, sério. 
-São do Davi! - Ela sorria - São looks emergenciais, caso algo aconteça, tem roupas dele aqui, caso precise. - Ela explicou. 
-Do Davi? - Ele arqueou a sobrancelha. 
-É, as vezes ele dorme por aqui, ai não precisa ir até em casa buscar mudas de roupa.... 
-Ah, ele dorme aqui? - Pedro voltou a cruzar os braços. 
-Ah Pedro, ele é inofensivo, você sabe. - Ela revirou os olhos, ele sorriu. 
-Eu sei, só estou brincando com você. 
-Então... - Ela balançou as peças de roupa. 
-Não sei, e se ele não gostar da ideia? 
-Tem milhões de roupas dele aqui, nem lembra mais. Aliás, ele é o principal interessado em que você abandone essas roupas negras e venha para a luz. - Sim, isso era verdade. 

Pedro pensou um pouco, olhou para a roupa, depois para ela que estava impaciente, então decidiu por fim:
-O que eu não faço por você em? - relaxou por fim. 
-Aê, perfeito! Pode começar a fazer um strip ai mesmo já que vai tirar a roupa, que seja aqui para mim. - Ela sentou-se na cama para apreciar. 
-Mas olha só que saidinha que ela esta hoje! - Ele brincou enquanto começava a se despir. 
-Tanananana - Estalou os dedos várias vezes, no ritmo de uma musica de Strip tease - Tanananana. 

Mas enganou-se se pensou que ele ia se envergonhar com aquilo, pois em vez disso fez o que ela queria e sensualizou tirando as roupas, lhe lançando olhares provocantes e sorrisos sedutores. Mas a intensão não era aquela, e sim, Pedro vestir a roupa que ela queria. 

Então, depois de finalizado o processo, até ela se espantou com a diferença, parecia outra pessoa:
-Ficou perfeito! - Ela o olhava. 
-Não sei... - Ele reclamava se olhando no espelho. 
-Ta bom, se não estiver se sentindo a vontade, pode colocar a sua de volta, não precisa fazer nada só pra me agradar. - Foi compreensiva. 
-Não é isso anjo. - Ele continuava a se olhar no espelho - É que... Faz muito tempo que eu não uso nada assim. - Ele recordava-se de um passado distante, ates de entrar para o grupo de Tony. 
-Então você já se vestiu assim antes? - Ela perguntou sem pensar, ele a olhou com cara de repreensão - Desculpe, sem perguntas. 

Então Sophie se afastou um pouco, deixando que ele olhasse mais um tempo para sua própria figura. E por um momento Pedro pareceu viajar, sair dali, mas logo voltou e quando isso aconteceu, ele bateu palmas animado:
-Então, agora podemos ir? 
-Vai ficar assim? - Ela ficou radiante. 
-Vou, só hoje. - Ele sorriu ternamente. 
-Então o que estamos esperando? Temos um dia todo pela frente! 
-É, mas eu quero um beijo antes! 

Assim se beijaram mais uma vez, e outra, e outra, sorrindo entre os beijos, felizes como dois adolescentes apaixonados e idiotas. Só então saíram, montando na moto e ganhando as ruas do Rio de Janeiro, abraçadinhos como gostavam, prontos para um dia todo juntos, até que chegaram ao destino que ele tinha planejado:
-Um parque de diversões? - Ela perguntou ao tirar o capacete. 
-Isso ai, o que achou da ideia? 


[Continua]




Amores, 
capítulo pequenino, eu sei, 
mas é a vida, 
vou tentar caprichar mais esse fim de semana. 

Mesmo assim, fofo! 
hahahaha'
Sophie fez Pedro abandonar as roupas pretas por um momento, 
E ele a levou num parque de diversões! 
Na verdade eu tinha pensado em outra coisa, 
mas a @SonhocomOLuanS deu essa ideia e eu gostei mais! 
BRIGADA VIU AMOOOOR! ♥

Mas será que Sophie vai gostar disso? 
Ou não? 

Aguardem! 

Beijokas
Mayara
@Luansmyway

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Capítulo 26

[...]

Pedro tomou coragem, entrou e foi direto para o escritório onde sabia que Tony estava, bateu e entrou, vendo a cara de surpresa do seu chefe ao vê-lo ali:
-Massaro? O que esta fazendo aqui, combinamos que... 
-Eu sei o que combinamos. - Pedro o interrompeu - Mas as coisas não saíram bem como queríamos. 
-Como assim não saíram como queríamos? Onde esta a garota?
-Ela não estava lá, o jardineiro disse que ela foi a São Paulo resolver uns assuntos. - O rapaz mentia, tentando ser o mais convincente possível. 
-Foi pra São Paulo? Hoje? - Tony não acreditava. 
-É, parece que o anjo da guarda dela trabalha bem. - Tentou descontrair, sem sucesso. 
-E porque você demorou tanto para me dizer isso? Onde estava até agora? 

Tony levantou-se, caminhou pelo escritório enquanto acendia o maldito cigarro, não estava nada convencido da história de Pedro:
-Estava de campana na frente da casa dela como você mandou. Não encontrei o jardineiro assim que cheguei. Assim que saí daqui, fui para lá e fiquei esperando o movimento do calçadão baixar, você sabe, por do sol, as pessoas caminham por ali nessa hora. Então, quando o movimento baixou, coincidentemente o jardineiro saiu, lhe perguntei se Sophie estava em casa e ele me contou sobre a viagem.
-E ele disse quando ela volta? - Tony estava extremamente nervoso.
-Não sabe. - Pedro tentava se manter frio. 
-Malditos! 

O silêncio se instalou ali por um tempo, Pedro ficou imóvel na cadeira em que estava sentado e Tony andando de um lado para o outro, pensando no próximo passo:
-Nada podemos fazer até que ela volte, mas eu quero que você descubra o dia de sua volta e me avise assim que ela pisar no Rio! - Ordenou por fim. 
-Tudo bem, farei isso. 
-Isso tudo é muito estranho, muito estranho, como ela viajou sem te avisar? - Tony farejava a mentira. 
-Provavelmente porque foi de ultima hora, além do mais ela não tem meus contatos, você sabe como agimos, sem deixar rastros. 
-É verdade.  eu sinceramente espero que ela volte logo, para seu próprio e bem pois a cada segundo que passa nossa cabeça fica mais próxima da forca e eu fico com mais ódio daqueles cabelinhos ruivos.
Pedro cerrou os punhos só de pensar nele tocando num fio de cabelo dela. Já tinha visto Tony maltratar muitas pessoas e sabia do seu gral de crueldade, sabia também que ela não resistiria a dois minutos nas mãos dele, era frágil demais. 

-Vá rapaz, esta dispensado por hoje! - Tony ordenou por fim. 
-Tem certeza? Não tem outro serviço para mim? - Pedro quis se mostrar prestativo. 
-Não, quero que use seu foco apenas para esta missão, quanto ao resto, os outros cuidam. - Tony o olhou nos olhos enquanto falava. 
-Ok. 

Então Pedro não questionou mais, e aproveitou para ir logo embora dali, o mais rápido que pode. Enquanto isso, Tony ficou pensativo, ainda não estava totalmente acreditado sobre a versão de Pedro:
-Primeiro ele me diz que quer abandonar a missão, que não pode fazer mal a garota, depois vem com essa história de que a garota viajou... Será que viajou mesmo? Ou ele quem não quis trazê-la para mim? ... Ah Massaro, não me decepcione, logo você! - Ele olhava para o nada - Mas tudo bem, vamos no seu tempo, não vai poder fugir a vida toda. Eu vou descobrir o que esta acontecendo. 
...
Enquanto isso, na casa de Sophie, ela, que sonhava acordada com tudo que tinha acabado de acontecer ali, foi despertada com batidas na porta de seu quarto:
-Sophie? Filha esta ai? - Era Augusto.
-Já vou pai, espera só um minutinho! - Ela respondeu aflita, então pulou da cama para se vestir rápido e abrir a porta - Oi. - Sorriu. 
-Como esta? - Ele a abraçou enquanto dava um geral no quarto com os olhos. 
-Bem, muito bem e você? 
-Ótimo. Encontrei com seu amigo lá me baixo. - Ele foi direto ao assunto enquanto entrava.
-Hum, ele veio me fazer uma visita rápida. 
-É, bem rápida, só deu tempo de desarrumar a cama né? - Foi grosseiro. 
-Pai! - Ela reclamou - Isso é jeito de falar comigo? 
-Sophie, eu vou ser direto com você, não gosto desse rapaz! 
-Você não o conhece. 
-E você, O conhece a ponto de colocá-lo aqui em casa? No seu quarto? - Augusto indagou, ela calou-se, realmente não o conhecia como queria - Eu não sei o que é, mas o jeito dele... Seu modo debochado de andar, de falar... Ele não em agrada nem um pouco. 
-É pai, só que ele não tem que agradar a você certo? - Ela perdeu a paciência. 
-Só estou preocupado com você. 
-Eu sei pai, sei que se preocupa, mas não precisa, sabe disso. - Ela o abraçou pelas costas.
-Sabe que não adianta falar isso. - Ele colocou as mãos sobre as dela. 
-Você sempre confiou em mim, não vai mudar de ideia agora né? 
-Não, eu só não entendo como você pode preferir esse motoqueiro a Otávio, um homem culto, trabalhador, amigo da família... - Augusto chegou onde queria. 
-Não, não, não, não comece! - Ela se soltou do abraço. 
-Porque filha?
-Porque não pai, sem chance, não alimente esperanças, já disse! Eu posso fazer todas as suas vontades, realizar todos os sonhos que tem para mim, mas esse definitivamente não. Eu não sinto nada por Otávio pai, nem carinho, nem amizade, nem nada, é como se ele não existisse para mim entende? - Ela foi sincera. 
-Você e o motoqueiro estão juntos? 
-Ele tem nome, é Pedro e nós estamos... Nos conhecendo. - Ela se embaraçou. 

Augusto a olhou por uns instantes, e ela foi ficando cada vez mais embaraçada, depois disse por fim:
-Tudo bem, eu sei que não posso fazer nada quanto a isso a não ser respeitar, mas espero sinceramente que isso não dê em nada, porque aquele motoqueiro não me desce na garganta. - Caminhou para sair do quarto mas ela o chamou. 
-Pai... 
-Diga. 
-Já jantou? - Perguntou como se nada tivesse acontecido. 
-Não. 
-Vou tomar um banho rapidinho e desço pra jantarmos juntos ok? - Ela mexia nos dedos enquanto falava. 
-Tudo bem, vou esperar. 
Então saiu todo emburrado, e ela suspirou, além de todos os problemas que tinha por não saber nada sobre o próprio Pedro, seu pai ainda não gostava dele. E mal sabia ela que os problemas só estavam começando. 
...
A vontade de Pedro era voltar para a casa de Sophie, para os braços dela e estava razoavelmente aliviado por ter ganhado mais algum tempo, mas sabia que não poderia fugir a vida toda. Mesmo assim jurou para si mesmo que ia aproveitar, e fazê-la feliz o máximo que pudesse, deixando o depois para depois. 

Então dormiu um pouco mais tranquilo naquela noite, sonhando com ela e pensando no que poderiam fazer juntos no dia seguinte. 

Quando a manha de terça feira chegou, ele pulou cedo da cama, tomou um bom banho, mas não abriu mão de suas roupas pretas de sempre. Pegou sua moto e saiu, chegando rapidamente a rua da casa de Sophie, mas dessa vez não ficou na frente da garagem, e sim num lugarzinho mais discreto, entre a casa dela e a casa do vizinho. 

Estava esperando Augusto sair, pois queria acordar seu anjo e levá-la para dar uma volta, mas enquanto esperava, deu uma olhadinha para o lado, para a frente da casa do vizinho de Sophie e viu um lindo canteiro de rosas brancas plantadas ali, sorriu para si mesmo e arrancou sem pensar uma das rosas brancas, como se fosse um ladrãozinho adolescente querendo impressionar a namorada. Bem nesse momento o carro luxuoso de Augusto saiu da garagem e ele romou seu caminho, agora sim o de Pedro estava livre. 

Ele tocou a campainha, a empregada atendeu e depois de alguns sorrisos e um bom suborno feito com palavras, Pedro conseguiu entrar e subir até o quarto de Sophie. Entrou sem fazer barulho ao ver que ela dormia tranquilamente, parecia mesmo um anjo, o seu anjo:

-"Perfeita, eu realmente não mereço você, jamais vou merecer." - Pensava enquanto olhava para ela. 

Então, passou a rosa delicadamente pelo rosto dela, a fazendo despertar devagar. E quando ela abriu os olhinhos verdes, sorriu imediatamente ao vê-lo ali parado, sorrindo também e lhe estendendo uma rosa branca. 


[Continua]




Não tenho muito o que falar hoje... 
Apenas que o próximo capítulo será fofo! 
Aguardem! 

beijos
Mayara
@Luansmyway

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Capítulo 25

[...]

"Eu já passei por tanta coisa nessa vida, estive cara a cara com a morte várias vezes, enfrentei muitos perigos, me arrisquei, briguei, bati, apanhei, fiz coisas muito erradas, e levei grandes lições da vida, mas nada tinha me afetado tanto quanto aquelas palavras. Ela estava ali, me pedindo para ficar com os olhos lacrimejados depois de ser minha de todas as formas. Estava disposta a tudo, a aceitar meu silêncio, meus mistérios, meus sumiços, só queria ficar comigo. Mas isso não era nada perto de todo o resto, de toda a minha vida, do passado negro que eu carregava, do mundo obscuro onde eu vivia. Eu sabia! Sabia que ela jamais suportaria a verdade, e quando soubesse de tudo, toda aquela paixão, aquela dependência iam acabar, e ela ia me odiar para sempre, justamente por isso eu não podia ficar. Mas eu queria, tudo que eu mais queria na minha vida era poder ficar com ela, eu queria cuidar, proteger e não machucar como estava sendo obrigado." 
... 
Ele sorriu de canto, o sorriso mais dolorido que já esboçou na vida, depois levou suas duas mãos ao rosto dela e acariciou por longos segundos, a olhando nos olhos, enxugando suas lágrimas, depois disse por fim:
-Você é luz Sophie, é um anjo como eu já disse tantas vezes, e eu... Eu não mereço você. 
-Mas quem decide isso sou eu, e eu acho que você me merece sim. - Ela insistiu. 
-Se você soubesse... 
-Eu disse que não ia mais perguntar, eu jurei, e não vou. Quando você achar que deve, vai me contar. - Ela pousou suas mãos sobre as dele, seu tom era terno. 
-Você merece mais que isso Sophie, merece alguém melhor do que eu, mais livre... - E antes que ele terminasse ela fez careta.
-Como assim mas livre? Pedro se você for casado eu... - Ele riu dela. 
-Você acabou de jurar que não ia mais fazer perguntas. - Brincou com ela. 
-Mas é que essa pergunta é muito importante. 
-Não sou casado, eu que juro dessa vez! - Ele a tranquilizou - Não sou casado, não tenho filhos, não tenho outras mulheres, não é deste tipo de liberdade que estou falando. 
-Menos mal. 

Nesse momento ele soltou o rosto dela e segurou suas mãozinhas pequenas, ela observou o movimento atentamente:
-Estaria mesmo disposta a ficar comigo apesar de tudo? - Ele perguntou mesmo sabendo que não devia. 
-Depois de tudo isso? Sim, eu estaria. - Ela sorriu amarelo - Estou louca, eu sei, mas acredite, você me faz bem. Antes de te conhecer era como se eu apenas existisse, presa dentro de uma rotina que eu me fazia acreditar ser feliz, mas hoje, hoje eu vivo de verdade, vivo da ansiedade de te esperar, de estar com você. É cedo, eu sei, você deve estar assutado por me ouvir dizer todas essas coisas, mas eu sou assim, eu gosto de falar sobre os sentimentos, é como se fosse uma forma de organizá-los. Pedro nós não somos mais crianças, nenhum de nós tem tempo para ficar fazendo aquele charminho idiota de palavras veladas. Eu quero você, e estou dizendo isso com todas as letras para que você possa fazer o mesmo. 

A cada palavra que ela dizia, ele ficava mais fascinado e apaixonado. Ela tinha extrema liberdade de falar sobre o que sentia, nunca tinha conhecido ninguém assim, tão madura:
-Você tem rosto de menina e mente de mulher, isso é uma qualidade que a gente não encontra muito por ai. - Ele comentou sorrindo. 
-E você tem cara de mal mas não passa de um garotinho confuso, que não sabe direito o que quer. - Como ela adivinhou? 
-Eu quero você. - Ele falou sedutor. 
-Então estamos resolvidos, você me quer, eu o quero, nos nos queremos e você não vai mais viajar para o raio que o parta. -Ele gargalhou ao ouvir aquilo. 
-Muito autoritária também. 
-Só um pouco. - Ela maneou a cabeça para o lado de um jeito lindo. 

Depois disso ele voltou a deitar-se na cama dela, com as mãos atrás da cabeça, deixando os músculos definidos, ainda mais definidos:
-E se você se cansar de mim? - perguntou a encarando. 
-Ai sim, cada um vai pro seu lado. - Ela deu de ombros - O que não dá é pra deixar assim, inacabado, com gosto de quero mais. - Ela percorreu os dedos pelo peito dele e barriga - Mas algo me diz que vai levar um tempinho pra isso acontecer. 
-E se eu for um louco possessivo daqueles que leva um fora e fica obcecado perseguindo a garota? - No fundo ele só queria descontrair, fazê-la sorrir. 
-Ai vamos ter problemas, amas eu vou correr o risco. 
-E se eu não puder ficar? 

O silêncio instalou-se ali depois daquela pergunta, todo o bom humor se foi, só ficaram os dois, se olhando seriamente nos olhos:
-Eu não posso obrigar você a nada, é uma escolha sua, somente sua. - Ela respondeu de uma forma sensata. 
-E se eu quiser ficar, mas mesmo assim não puder ficar? 
-Pedro, você tem que conversar comigo, só assim poderei te ajudar. 
-Ninguém pode me ajudar. - Ele a puxou para deitar-se novamente e a abraçou forte. 
-Já pensou que você mesmo pode se ajudar? Seja lá com o que for? - Ela perguntou sabiamente. 
-Será? - Ele pensava ao longe. 
-Geralmente, a gente tem que se ajudar primeiro, depois vem o resto. 

Nesse momento ela buscou seu olhar, e ele lhe recompensou com um beijo longo e carinhoso:
-Você é maravilhosa, nunca se esqueça disso. - Confessou. 
-Você também é maravilhoso, ACREDITE nisso! - Falou pausadamente. 
-Vou acreditar, mas agora tenho que ir embora. 
Ele não queria aquilo, ela não queria, a lua não queria, o universo não queria, mas era o que tinha que ser feito. 

Depois de tudo aquilo, é claro que Pedro não teria coragem de sequestrar Sophie e a levar para Tony, resolveu que inventaria um desculpa qualquer para ele, mas pelo menos naquela noite, não faria mal nenhum ao seu anjo, nem até quando pudesse evitar.

"Apenas o observei enquanto se vestia, meu Deus como era lindo! Não questionei o fato de ele ter de ir embora, jurei que não questionaria nada mais a partir daquele dia, pois seria melhor tê-lo por perto sem pressão do que não tê-lo de maneira nenhuma. Algo me dizia que ele me contaria toda a verdade logo e sinceramente, eu não estava com medo daquela verdade, certamente seria algo sem importância, mas que para ele era a morte. A partir dali nada importava, a única certeza que eu tinha era de que o queria, da forma que fosse, eu o queria como nunca quis ninguém." 

-Não, não, fique ai, não precisa me levar a té a porta, sei o caminho. - Ele interrompeu ao vê-la se preparando para levantar. 
-Não é educado deixar a visita sair sozinha. - Ela se espreguiçou. 
-É, mas digamos que eu já sou de casa. - Sorriram juntos. 
-Nem vou perguntar quando vai aparecer de novo. 
-Ótimo. Mas não se preocupe, volto logo, quando você menos esperar, como hoje. - Ele piscou, depois foi até ela e lhe deu um beijo rápido - Espero que não se arrependa. 
-Arrepender? De que? - Ela não entendia. 
-Tchau. 
E assim, ele se foi, rápido e rasteiro e ela nãos e preocupou com mais nada, só ficou ali, sentindo o cheiro dele nos lençóis, era tudo que precisava. 
...
Enquanto isso, Pedro descia rapidamente as escadas, estava completamente ferrado, iria enfrentar um tsunami quando dissesse a Tony que não conseguiu pegar Sophie, mas tinha feito o que queria, o que achava que era certo e aguentaria as consequências. 

-Boa Noite. - Pedro que estava pensativo e distraído, se surpreendeu ao encontrar Augusto ao pé da escada. 
-Boa Noite. - respondeu cordialmente enfiando as mãos nos bolsos como sempre fazia. 
-Pedro seu nome não é? ... Como vai Pedro? - Augusto o analisava minuciosamente. 
-Isso mesmo, doutor Augusto. 
-Estava com Sophie? 
-Sim, ela ficou lá em cima. - Ele respondeu natural, mas percebeu que o velho não estava gostando nada daquilo. 
-Vocês são bem próximos não é? tem frequentado muito a minha casa. - Alfinetou. 
-Somos sim, mas porque a pergunta? Não gosta da ideia? - Pedro não ficou atrás. 
-Imagine rapaz, confio cegamente em Sophie e em quem ela trás aqui para casa. - Augusto sorriu sínico. 
-Confesso que estou mais aliviado agora. E eu queria poder conversar mais, porem tenho um compromisso agora, desculpe. - Pedro era tão educado quando um lorde quando queria. 
-Não se preocupe. 
-Então até mais. 

Foi ai que Pedro deu um tapinha nas costas de Augusto só pra provocar, foi ai que ele revidou:
-Ah rapaz, só mais uma coisa. - Augusto levantou o dedo, Pedro se voltou para ele. 
-Diga. 
-Não deixe mais sua moto na frente da minha garagem, tive que deixar meu carro do lado de fora por isso. 
-Ah, me desculpe, vou resolver seu problema agora. 

Então, Pedro finalmente pode ir embora e viu que a moto estava realmente tampando a entrada da garagem, e rente com ela, bem pertinho mesmo, certamente para provocar estava o conversível de luxo de Augusto, ele tinha parado a exatos dois centímetros da moto de Pedro:
-Ah, isso é uma ameaça meu velho? - Resmungou - Será que você anotou minha placa também? 
Olhou para as paredes da frente da casa e viu duas câmeras de segurança posicionadas, depois lembrou-se dos beijos que já tinha dado em Sophie ali mesmo e sorriu:
-Sua recompensa vira quando olhar as fitas velho babaca. 

Assim nada fez, sua vontade era de arranhar todo o carro do velho pela gracinha, mas se conteve, tinha coisas mais importantes a resolver. Então tirou a moto cuidadosamente para não arranhar o carro e partiu para a casa de Tony, pensando no que diria a ele. 

Chegou rápido lá, viu que a casa estava silenciosa, provavelmente todos do grupo tinham sido mandados para seus trabalhos, então respirou fundo, ainda pensando na mentira que inventaria para seu chefe.

[Continua]




Lindos pouco, 
talvez muito! 
Eles desistiu do sequestro, mas ainda não desistiu da missão, 
só esta empurrando com a barriga, 
mas uma hora a bomba explode, 
e aí?
Mas o que serpa que ele vai dizer a Tony? 
E como será que o chefe vai reagir? 

Aguardem!

Beijokas

Mayara
@Luansmyway

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Capítulo 24

[...]

-Mas Tony, porque assim? Sem mais nem menos? - Pedro se viu desesperado depois que Tony ordenou que trouxesse Sophie para ele. 
-Sem mais nem menos? Já demoramos tempo demais. Acabei de saber que Augusto voltou de viagem e não esquentou nem lugar, já voltou com as investigações junto com aquele delegado maldito. 
-A gente podia dar um jeito no delegado. - Pedro falou sem pensar. 
-Massaro você ficou burro de um dia pro outro? Se acabarmos com o delegado o resto da policia vai nos caçar como loucos! Não podemos deixar rastros garoto! 
-E quem garante que depois que soltarmos Sophie, Augusto vai parar com as investigações mesmo? Ele pode prometer enquanto estamos com ela e quando a soltarmos ele vai nos caçar mais ainda! 
-Não estamos em um seriado americano, quando pegarmos a garota ele vai ter medo de nós para sempre, entenda isso! Essa coisa de se achar o justiceiro fica para os filmes Massaro e eu não quero sangue nisso tudo, mas se ele nos desobedecer, matamos ele, a garota, o delegado e a policia do Rio toda se preciso. - Tony estava perdendo a paciência. 
-Você costumava me ouvir mais antes Tony, o que esta acontecendo? - Pedro tentou apelar para o emocional.
-Lhe ouço quando você tem razão, e não é isso que acontece neste momento. Vamos lá Massaro, vá até a casa da garota, convide-a para um passeio, vende seus olhos com o pretexto de ser mais especial ou coisa assim, e a leve para o lugar de sempre. 

O lugar de sempre era um sítio afastado, onde eles faziam seus trabalhos mais sujos, Pedro nem pode imaginar Sophie naquele lugar:
-Tudo bem. 
-Aproveite este momento em que o pai dela esta fora, ninguém vai saber que ela saiu com você, já sabe o que tem que fazer, fique por lá um pouco esperando o movimento do calçadão cair, depois aja. - O chefe dava as instruções naturalmente. 
-Eu sei o que fazer, pode deixar. - Ele levantou-se com raiva. 
-Me ligue quando estiver lá com ela, ai eu ligarei pessoalmente para dar a notícia ao papai, depois partirei para lá. - Tony sorria. 
-Ok. 

Então Pedro finalmente conseguiu sair da presença repugnante de Tony. Antes de conhecer Sophie, o tinha como um pai, um ídolo, o único que lhe estendeu a mão quando ninguém mais quis fazer isso, mas naquele momento, o estava detestando, ou finalmente enxergando quem ele era de verdade. 

Pegou sua moto e seguiu para a casa de Sophie, já eram quase 5:30 quando chegou lá, o sol estava se pondo, formando uma paisagem linda em mistura com o mar. Como a casa da ruiva era de frente para a praia, ele parou sua moto ali mesmo e ficou um momento observando o por do sol, a brisa leve que soprava, as pessoas que caminhavam pela calçada, e principalmente um casal que estava sentado na areia observando o mesmo por do sol que ele. Os dois pareciam apaixonados, abraçados provavelmente trocando juras de amor e sendo abençoados por aquela obra da natureza. 

Pedro que estava abraçando a si mesmo, sorriu sofridamente imaginando como Sophie gostaria de fazer uma coisa dessas com ele, algo tão banal, mas ao mesmo tempo tão importante. Lembrou-se nitidamente do rosto dela, e do que tinha que fazer agora. Nem sabia se ela estava em casa naquela segunda feira maldita e sinceramente, o que mais queria era que ela tivesse viajado para o Alasca, só pra não ter de fazer o que tinha de fazer. 

Mas quando ele estava ali perdido naqueles pensamentos, ouviu uma voz bem ao seu lado, uma voz totalmente angelical e reconhecível:
-Pedro? O que esta fazendo aqui? 

E quando virou-se, se deparou com ela, e sentiu uma paz enorme. A analizou por um instante, não usava maquiagem nenhuma, mas aqueles olhos de esmeralda eram suficientes, Harmonizados aos cabelos vermelhos e a pele branca, no corpo apenas um vestido solto, mesmo assim, era a mulher mais linda que ele já tinha visto em toda a vida. 

Mesmo assim teve que pensar rápido, tinha que falar alguma coisa, ela estava esperando:
-Adiei a viagem. - Ele pensou rápido - Não podia ir sem fazer as pazes com você, sem que ficássemos bem. - Sorriu timidamente para ela que fez cara de quem não estava gostando daquilo. 
-E de que isso adianta? Sinceramente? Melhor que não tivesse vindo. - Respondeu com um tom de dor na voz. 
-Podemos conversar um minuto? 
-Estou de saída. 
-Por favor anjo... - Aquelas foram realmente as palavras mágicas, unidas a um tom de voz manhoso que ele usou, infalível. 

Sophie se derreteu, claro, mas não podia se deixar levar:
-Porque você brinca assim comigo? - Ela perguntou de senho franzido. 
-Eu não brinco com você. - Era verdade. 
-Brinca sim Pedro, você me diz que vai embora, que vai sumir, ai hoje vem aqui com esse papo meloso de ficar bem, ficar bem pra que? Se amanha você vai partir de novo? - Ela fez gestos com as mãos, ele respirou fundo, sempre impaciente - Eu não sou uma boneca de pano que você joga e pega a hora que quer.
-Você é a minha boneca. - Ele sorriu a puxou para perto, ela relutou. 
-É impossível entender você. E tudo que me disse no sábado? 
-A verdade é que eu não consegui ficar longe de você, que fiquei louco de saudade, e que sou capaz de dar a vida por um beijo seu agora! 

Ele falou aquilo com toda a sinceridade que estava em seu peito, esquecendo-se da missão, do plano, de tudo que tinha que fazer. Então, apenas a beijou, segurando delicadamente o rosto pequeno dela, sentindo novamente seus lábios macios, seu cheiro bom, sua pele. E ela... Correspondeu, o que mais podia fazer se não mandava mais em si mesma? O enlaçou pelo pescoço e correspondeu com a alma, porque também seria capaz de dar a vida só pra ter mais um beijo dele, só pra senti-lo novamente:
-Eu odeio você. - Ela falou baixinho, ainda junto a ele que sorriu. 
-Eu também me odeio as vezes. - Pedro confessou, era verdade. 
-Tô tão confusa... - Ela gemeu se encolhendo. 
-Me desculpe por isso. 
-Não, eu não desculpo. Mas vamos entrar, não quero ficar aqui dando ibope pros vizinhos fofoqueiros. - O bom humor dela que ele tanto gostava, voltou. 
-Tem certeza disso? - Ele arqueou a sobrancelha num tom brincalhão. 

Ela nada disse, apenas entrou deixando a porta aberta atrás de si para que ele viesse também. Então ele mordeu os lábios e a seguiu, estava totalmente descontrolado, totalmente fora do rumo que devia tomar, fora do que devia fazer, mas não estava nem ai, só queria viver mais um momento com ela.

Ao chegar lá dentro, foi surpreendido com mais um beijo, e outro depois:
-Vamos pro meu quarto. - Ela sussurrou entre os beijos. 
-Isso é um convite ou uma ordem? - Ele perguntou surpreso. 
-Uma ordem! 

Sophie estava se achando louca, completamente, mas também não estava dando a mínima para sua sanidade mental. Tinha sentido tanta falta dele naquele fim de semana, tanta saudade, que só queria acabar com ela naquele momento, sem se importar com o passado ou com o futuro, ele estava ali, em sua frente, a chamando de anjo e isso era suficiente, mesmo que ele fosse embora no momento seguinte, sumisse para sempre, pelo menos ela teria mais uma lembrança boa para acompanhar as lágrimas de saudade nas noites frias. Então pulou em seu colo e se deixou levar até o quarto. E chegando lá, fizeram amor mais uma vez, e foi tão maravilhoso quanto da primeira. 

Porem naquele inicio de noite ela tomou as rédeas da situação, o cobriu de beijos e carinhos, lhe causando boas sensações, queria lhe mostrar o quanto ele ganharia se ficasse com ela, ou se ao menos ficasse. Sophie tinha esquecido o orgulho, a ética, o pudor, tudo, só queria ele, só queria tê-lo, só queria amá-lo para sempre. Quanto a ele, se deixou guiar pelo toque das mãozinhas pequenas de seu anjo, pelo beijar suave de seus lábios, era como se Sophie purificasse sua alma e queimasse seu corpo num misto perfeito de sensações diversas, ele ele fechou os olhos para sentir isso melhor. 

Então fizeram amor mais uma vez, incansavelmente, insanamente, esquecendo-se de todo o resto, sem se preocupar como aquilo terminaria. E em determinados momentos, quando se olhavam nos olhos, diziam sem palavras que pertenciam um ao outro, e que seu destino estava ali, naqueles corpos unidos. Mas o auge da situação, foi num segundo em que ela estava nos braços dele, se beijavam intensamente, quando se olharam por um segundo, e uma lágrima caiu dos olhos dele, sobre o rosto dela.

Pedro quase nunca chorava, era duro e gostava de se manter assim, mas naquele momento, bombardeados pelas emoções que ela lhe causava, lembrou-se de que tudo aquilo era impossível de acontecer, então, olhando para ela, deixou que apenas um lágrima caísse, para que ela soubesse que era verdadeiro, que existia sentimento, mesmo depois que soubesse de toda a verdade. 

E depois de atingirem seu limite, caíram exaustos porem realizados e depois de alguns minutos de silêncio, ela praticamente implorou:
-Fica! - E quando ele voltou o olhar para ela, a viu sentada na cama, segurando os lençóis para cobrir o corpo, com uma voz suplicante, e os olhos cheios de lágrimas. 

Foi ai que ele sentou-se também, os lençóis cobrindo só sua cintura, o peito forte e definido a mostra, e ela continuou:
-Olha eu aceito viver essa loucura toda, eu aceito o fato de não saber nada sobre você, eu juro que não faço mais nenhuma pergunta sobre nada, eu juro, de verdade, mas fica, fica comigo por favor! - As lágrimas escorreram dos olhos dela - Eu não sei o que é isso, eu não sei porque tô assim, eu não sei de nada, eu não preciso saber, eu só preciso sentir, sentir isso,sentir você... Eu só preciso que exista um "nós dois", mesmo que seja sem compromisso, sem informações, no dia que você quer, na hora que você resolve aparecer... Mas fica, porque eu não sei mais viver sem você! 

E ele não soube, nem teve o que falar diante daquele pedido. 


[Continua]




Ain genteeee! 
Eles ficaram de novo! 
Sophie pediu pra ele ficar, 
e agora? 
Será que mesmo assim Pedro vai seguir com o plano? 

Aguardem!

Beijokas
Mayara
@Luansmyway