segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Capítulo 7

[...]

-Acho que não tenho nada pra falar com você. - Ela rebateu na hora, decidida. 
-Ah tem sim. Eu descobri uma coisa muito séria, acho que vai te surpreender... Sabe o seu namoradinho? Ele é gay! - Falou irônico.

Sophie ficou surpresa, como ele tinha descoberto aquilo? E mais, o que ela falaria agora? 
-Ta maluco? Claro que não. - Respondeu nervosa. 
-Para de mentir garota, eu sei que vocês são melhores amigos, que ele é bixa e que você fez tudo aquilo só pra eu parar de te perseguir. - Pedro foi direto ao ponto, estava quase gritando, a musica a volta deles estava muito alta. 
-E o que é você? Um detetive? - Ela se irritou - Porque eu faria isso? Simplesmente poderia dizer um não na sua cara. 
-Não sei, mas esse tipo de showzinho é típico dessas patricinhas mimadas né? Vamos, fale a verdade, Davi é gay e vocês não tem nada, não é? 
-Como sabe o nome dele? - Tentou desviar o foco da conversa.
-Eu sei de muitas coisas. Vamos, fale a verdade! - Ele insistia. 
-É verdade, droga! E sabe porque fiz isso? Porque queria que você largasse do meu pé de uma vez por todas! Satisfeito agora? - Ela confessou movida pela raiva. 
-Meu Deus, tão linda mas tão infantil. Acho que esperei muito de você. - Ele riu dela. 
-Então o que esta fazendo aqui? Já sabe como eu sou, patricinha mimada, infantil... O que mais? Não admito que venha na minha boate, exigir satisfações da minha vida! - Ela apontou o dedo.
-Não tem um lugar menos barulhento pra gente conversar não? - Ele ignorou o que ela disse. 
-Não tenho nada pra conversar com você. - Repetiu. 
-Tem sim. 

Então ele a pegou pelo braço e entraram no meio da multidão:
-Ei, me solta, me solta! O que esta fazendo seu idiota? Me solta! Segurança! - Ela gritava mas naquela loucura toda ninguém lhe deu atenção. 

E assim ele a arrastou até o banheiro masculino, abriu a porta e tentou fazer com que ela entrasse lá dentro:
-Eu não posso entrar ai, ta maluco? É o banheiro masculino Pedro! - Reclamou enquanto ele a puxava. 
-Você é a dona, pode entrar em qualquer lugar! - Ele falou, depois voltou-se para os homens que estavam dentro do banheiro - E aí rapaziada, da pra sair um minutinho, preciso falar com essa moça aqui. 

Os homens que estavam no banheiro a principio se assustaram, mas depois entenderam o que estava acontecendo, uns reclamaram, outros sorriram maliciosos imaginando mil coisa enquanto Sophie olhava pra baixo, envergonhada com aquela situação. Assim, todos saíram do banheiro, Pedro entrou, puxou Sophie e fechou a porta atrás deles dois:
-Você é um bruto! - Ela gritou lá dentro. 
-E você uma mentirosa! - Ele devolveu - Eu só quero saber porque inventou aquilo tudo? Porque me quer longe? o que acha que eu sou? 
-Você é isso! - Ela abriu os braços - Dentro de 2 minutos você me arrastou a força para um banheiro, expulsou as pessoas e me trancou aqui! Ainda quer saber porque lhe quero longe de mim? 

Ela respirava rápido, seu sangue pulsava, estava sentindo um misto de raiva e descontrole por estar ali trancada com ele, já ele, também estava descontrolado, fugindo de seu foco, fechou os olhos e tentou lembrar-se da missão, de que Tony havia mandado que se aproximasse dela e ganhasse sua confiança, nunca conseguiria isso daquela maneira.

-Me desculpe. - Mudou totalmente o comportamento e o tom de voz, ela se assustou mais ainda. 
-O que? - Sophie fez careta. 
-É isso, me desculpe, você tem razão, eu agi mal com você. - Olhou nos olhos verdes dela. 
-Você tem alguma espécie de bipolaridade? - Aquilo não foi uma ironia. 
-A verdade é que... Bom... Eu fiquei maluco por você desde aquela noite, a primeira vez que nos vimos. - Sim, isso era verdade. 
-Não gosto de gente maluca. - Retrucou cruzando os braços. 
-Porra porque você é tão complicada em? Custa ceder só um pouquinho? - Pedro perdeu a paciência novamente. 
-Não tem como ceder com alguém que te persegue, te arrasta a força e te tranca num banheiro! 
-Eu só queria conversar com você. - Falou baixo novamente. 
-Pedro, qual parte do "eu não tenho nada pra conversar com você e te quero longe" você não entendeu? - Ela fez gestos com as mãos - Olha, não é querendo me achar não, mas você não é o primeiro que banca o louco perseguidor ok? Eu não quero nada com você. 

Aquela palavras foram duras, talvez um pouco duras demais, mas ele estava acostumado com tapas na cara - não de mulheres, mas da vida. Aquele jeito de Sophie só o fez gostar mais dela, porque até então nenhuma garota tinha resistido a ele daquela maneira, mas ela, ela parecia adivinhar que ele era perigoso, que poderia lhe fazer mal. 

-E o beijo no estacionamento? - Deu um passo largo em direção a ela.
-Aquele que você me deu a força também? - Sugeriu e deu um passo para trás. 
-Você deixou. - Ele deu mais um passo. 
-Achei que depois de um beijo você fosse desistir. - Ela repetiu o gesto dando mais um passo para trás. 
-Engano seu, aquele beijo só me fez ter mais vontade de você. - Ao dizer isso ele umedeceu os lábios de forma sensual e deu mais um passo. 
-Sinto muito, vai ficar com essa vontade guardada. - E quando ela foi dar mais um passo para trás, se viu encurralada novamente entre a porta e o corpo dele. 

"Ele tinha cheiro bom....Não era perfume, mas era o cheiro natural dele, cheiro de homem, de masculinidade. Os olhos eram nefros, duros e frios, mesmo assim carregavam um brilho especial, a boca era carnuda, rosada e convidativa e mais uma vez eu estava encurralada por ele, presa com o corpo colado no seu, sem poder sair e sem querer sair também." 

-Porque você foge, se quer tanto quanto eu? - Pedro falou com o rosto a dois centímetros do dela. 
-Porque sei que você é a maior roubada do mundo. - Confessou, ele sorriu. 
-Que bom que você sabe. 

E depois disso ele enfiou a mãos por entre os cabelos vermelhos dela e lhe puxou para um beijo ardente. Ambos se queriam, isso era um fato inegável, mas aquela história estava ficando mais complicada do que deveria. Sophie sabia que não podia se envolver com alguém tão misterioso e sombrio quanto ele, e Pedro tinha uma missão, mas também sabia que não podia colocar sentimentos nela, porque eles geralmente atrapalham tudo. Porém era tarde demais, aquela altura, no ápice de um beijo, nenhum deles estava se lembrando disso. 

Ele a prensou mais ainda na porta com seu corpo, com uma das mãos apertou a cinturinha dela, enquanto a mesma também o puxava para perto pelos braços. Não tinham mais como negar o fogo e a conexão que existia entre eles, e mais uma vez, somente quando estavam sem fôlego pararam. 

-Preciso dizer mais alguma coisa? - Ele perguntou com seu típico sorriso cafajeste. 
-Precisa me dar espaço. - O empurrou, depois disso foi em direção ao espelho limpar a boca borrada. 
-Tudo bem, o que acha de começarmos do zero? Ai eu te mostro que eu sou um cara legal. 

Dizendo isso ele se posicionou atrás dela, de uma forma que também aparecia no espelho. Ela o olhou severamente, e ele passou a mãos pelos cabelos a olhando também:
-Você não é um cara legal, já disse que te quero longe. - Então, ela ajeitou os cabelos e caminhou até a porta. 
-Eu não vou desistir de você Sophie. - Falou olhando-a abrir a porta. 
-Vamos ver até quando você aguenta. - Ela respondeu sem olhá-lo. 
-Vamos ver até quando VOCÊ aguenta, ainda vai implorar por mim. - Ele sorriu. 
-Muito engraçado. - Ela o olhou de canto - Só mais uma coisa, como conseguiu tantas informações sobre mim? 
-Você é uma pessoa pública, não foi tão difícil. - Pedro deu de ombros. 
-É... Vou barrar sua entrada aqui na boate ok? - Falou natural. 
-Melhor você não fazer isso. 
-Adeus. 

E assim ela saiu de lá fechando a porta atrás de si. Suas pernas aina estavam trêmulas por conta de todo aquele momento louco, mesmo assim se fez de superior, não barraria a entrada dele coisa nenhuma, no fundo estava gostando daquela brincadeira de gato e rato e queria ver onde ela daria. 

"Eu tenho auto controle, mando nos meus atos, sei ate onde posso ir com ele." 

Mas isso era o que ela pensava. Estava se metendo em uma grande furada e nem imaginava que aquele "Vagabundo" mudaria sua vida completamente. 
...
Alguns minutos depois Pedro saiu do banheiro também, mas se encaminhou direto a saída, sua missão para aquela noite já estava cumprida, tinha conseguido desmascarar Sophie, dar mais um beijo nela, e descobertos que ela já estava completamente caída por ele, mas não daria o braço a torcer tão cedo. Então, agora era só seguir em frente, aproveitar os momentos bons e depois, entregá-la de bandeja para Tony. Ou será que as coisas tomariam um rumo diferente? 
...
-Era impressão minha ou você estava trancada no banheiro com o cara lá... O Pedro? - Davi a indagou quando lhe encontrou no meio da pista. 
-Ele descobriu tudo acredita? Sobre nós dois. - Sophie o chamou até o bar.
-Sério, ele descobriu como? Descobriu sobre mim? - Davi ficou curioso. 
-Não sei como, e sim, ele sabe que você é gay. - Pediram uma bebida. 
-E você disse o que? 
-Disse que fiz tudo isso pra ele sair do meu pé. - Deu de ombros. 
-E ele? 
-Nem se afetou, ficou lá com aquele jeitão alto suficiente, todo todo, e ainda me roubou outro beijo. - Ela deu um gole. 
-Mentira? Então vocês estavam se pegando la dentro do banheiro? - Davi se animou. 
-Para, teve mais briga que beijo. - Ela sorriu de canto. 
-Hum, e você esta gostando dessa novela não esta? - Ele também bebeu finalmente. 
-Não sei... O beijo é bom, mas ele em si... Me parece, errado, perigoso. - Ela foi sincera - Sabe quando seu sentido diz pra se afastar porque é fria? 
-E como sei, até porque eu penso a mesma coisa sobre ele. 
-Então... Mas ele disse que não ia desistir. - Ela se encolheu. 
-Ah, deixa rolar, o que uma poderosa como você tem a perder? - Davi brincou. 
-A cabeça? - Ela brincou também, mas tinha um fundo de verdade naquilo. 
-Só de for na cama né meu bem? - Sorriram juntos - Vem, vamos brindar. 
-Brindar a que? 
-A nós, ao nosso sucesso, a Precious, aos bons amaços que você deu agora pouco, a vida! - Ele ergueu a taça. 
-Esse não é o primeiro que você toma né? - Ela percebeu o amigo levemente alterado. 
-Não, nem será o ultimo, tim tim. 
Então brindaram e voltaram para o calor das pessoas. 
...
Depois que saiu da Precious, Pedro passou na casa de Tony só para checar como andavam as coisas por lá antes de ir para casa descansar de verdade. No mesmo instante em que chegou lá, seus companheiros também estavam chegando, de outro trabalho:
-Ah, olha só, quem é vivo sempre aparece. - Mey implicou. 
-E aí irmão! - H e Black cumprimentaram Pedro. 
-Onde estavam? - pedro perguntou enquanto todos se jogavam no luxuoso sofá da casa de Tony. 
-Fomos dar uma liçãozinha num cara que tentou nos espionar. - H falou naturalmente. 
-Espionar? E porque isso? 
-A mando dos grupos rivais, você sabe. - Black Deu de ombros - Mas se ele viu alguma coisa, não tem mais língua para contar a ninguém. - Sorriram os três, menos Pedro. 
-Crianças, vocês voltaram. - Tony chegou animado na sala - Estão com fome? - Falava como se tratassem de meninos de 10 anos. 
-Eu estou morrendo. - Black falou. 
-Eu também. - H concordou. 
-Então venham, tem bastante comida aqui para vocês. - Tony os chamou para irem a cozinha. 

Assim, restaram na sala apenas Mey e Pedro, um em cada canto. Ela o olhava com seus olhos felinos enquanto ele mexia no celular distraído, quando se deu conta, Mey já tinha pulado para o seu lado e sussurrava ao seu ouvido:
-Acho que estamos livres o resto da noite, o que vai fazer? 
-Dormir, profundamente. - Ele a olhou finalmente. 
-Nossa, que chato. Eu tenho ideias melhores. - Usou um tom sedutor, ele nem se mexeu. 
-Então guarde-as pra você. - Voltou a prestar atenção no celular. 
-Qual é Pedro? Só estou querendo me divertir um pouco. - Ela falou manhosa, passando a mão pelo peito dele. 
-Mey, já conversamos sobre isso. - Ele tirou a mão dela. 
-Já, só que você sabe muito bem que eu não quero conversar. 
-E você sabe muito bem que não vai rolar nada, que eu tenho você como uma irmã, aqui nós todos somos irmãos. - Ele explicou pela milésima vez. 
-Ai para com esse papo de irmãos, você sabe muito bem que não somos irmãos! - Ela se zangou. 
-Para mim somos, eu não vou tocar em você, nunca. - A olhou sério. 
-Nunca é uma palavra muito forte Massaro. - Sorriu de canto, sínica. 
-Só que eu quando digo essa palavra, é pra valer. 

E depois disso, ele se levantou e foi até a cozinha se juntar aos outros. Enquanto isso Mey ficou ali, espumando de raiva. Já tinha perdido as contas de quantas vezes tinha sido esnobada por Pedro, se apaixonou por ele no primeiro dia em que o viu - cerca de 15 anos atrás - mas ele nunca quis nada com ela, agora, depois de Sophie, muito menos. 
-Você ainda vai implorar para me ter Massaro, vai rastejar! - Cerrou os punhos com lágrimas nos olhos. 
...

Depois de comerem na casa de Tony, todos foram para suas respectivas residências, o mesmo aconteceu com Sophie e Davi depois de encerrarem a noite na boate. Já no dia seguinte, sexta feira, tudo correu normalmente, até chegar a noite, quando mais uma vez, Pedro foi a procura de Sophie. 
[Continua]



Então, vocês estavam pedindo dois capítulos por dia e tal... 
Mas eu não estou tendo tempo de fazer, 
porém, hoje fiz um cap maiorzinho, 
Prometo que vou tentar arranjar mais tempo essa semana! 
Me entendem? 
...
Gente, eu A-D-O-R-O esse inicio, 
brigas, jogo de sedução... 
Mas e aí? 
Como Pedro disse não vai desistir de Sophie, 
mas será somente por causa da missão, ou porque ele esta louquinho por ela? 
E ela? Vai aguentar por quanto tempo antes de se entregar a essa aventura? 

Aguardem! 

Priscilaaaaaaaa Meu Deus, achei que você tinha me abandonado! Nossa! Como é que tu me da um susto desse? Ai mulher! Que bom que tu ta aqui *------* 

Beijokas
Mayara
@Luansmyway

domingo, 21 de setembro de 2014

Capítulo 6

[...]

-24 de Junho de 2014

Assim que Tony desligou o telefone, Pedro pegou sua moto e foi ao seu encontro. Não demorou muito para que chegasse a casa de Tony, lá, se trancaram no escritório, sozinhos:

-Essa é um daqueles trabalhos que quer que eu faça sozinho? - Ele olhou em volta, não encontrando nenhum de seus companheiros. 
-Exatamente. - Tony pediu que sentasse e fez o mesmo - Vou direto ao ponto com você Massaro, tenho uma missão importante, é uma grande responsabilidade, não podem haver falhas e por isso estou designando você, meu melhor homem. - Tony falava enquanto olhava seriamente o rapaz sentado a sua frente, raramente lhe chamava pelo nome, apenas pelo sobrenome.
-Manda ai. - Deu de ombros. 
-Conhece Augusto Oliveira? - Perguntou mexendo no bigode.
-O advogado?  - Arqueou as sobrancelhas. 
-Ele mesmo. Quero dar uma lição nele. - Tony comentava natural. 
-Quer dar uma surra no advogado? - Pedro não entendia. 
-Não garoto! - Tony riu - Uma surra é pouco demais para ele, quero me vingar de outra maneira... 
-Se vingar? Então ele já lhe fez algo? - Pedro começou a se interessar pela história. 
-Ele me meteu em problemas uma vez, mas eu sou um cara legal, você sabe, deixei passar. Só que alguns dias atrás ele começou a pegar no pé de um dos nossos aqui, e você sabe que eu não admito isso não é? - Acendeu um cigarro enquanto falava - Quero mostrar a Augusto quem somos e do que somos capazes, ele vai aprender a não mexer no que não deve de novo. - Deu um trago.
-Saquei. Mas o que exatamente quer que eu faça? 
-Pra falar a verdade não sei ainda, mas vamos começar pegando leve. - Tony falava pensativo. 
-Porque não arranca uma grana dele? Mey é ideal para este serviço... Ele já deve ter lá seus 50 anos, e ela sabe o que fazer. - Sorriram juntos. 
-Não, o foco não é o dinheiro, e sim o susto que ele tem que levar para nos deixar em paz. Eu andei pesquisando sobre ele, mandei segui-lo, acompanharem sua rotina, colher informações. 
-E qual é o ponto fraco? - Sempre tinha um. 
-Se chama Sophie. - Tony sorriu falando com sotaque francês. 
-Mulher dele? Amante? - Ele mal fazia ideia de que já conhecia Sophie.
-Filha. 
-Esta pensando em sequestro? - Pedro perguntava como se estivesse fazendo uma lista de supermercado. 
-Tudo vai depender da reação dele. A principio quero que se aproxime da moça, quero que ele saiba que estamos rondando seu bem mais precioso. - Outra tragada no cigarro e abriu uma gaveta ao seu lado - Acho que você vai se divertir bastante e até me agradecer por isso. Aqui esta a foto dela, seus horários, como e onde encontrá-la. 


Jogou para Pedro um envelope amarelo. Ele abriu e tirou alguns papéis lá de dentro, mas se surpreendeu ao ver a foto que estava ali. Já conhecia aquela moça, e como conhecia. 

Era a ruiva da boate, a que ele beijou no estacionamento e que quando a viu pela ultima vez estava beijando outro. Olhou a foto dela por alguns segundos, era perfeita, porém, mais perfeita pessoalmente, aqueles olhos verdes...

-Gostou? É uma boneca não é? - Tony o tirou do transi - Considere isso como um presente, até eu decidir o que faremos você pode aproveitar, se é que me entende. - Sorria satisfeito como quem da um presente a um filho. 
-É, linda. - Falou baixinho - Mas não acha que devíamos atacar diretamente o advogado? - Sugeriu, não queria fazer nada contra Sophie, mesmo ela tendo-o dispensado.
-Não, se fizermos alguma coisa a ele, não vai surtir tanto efeito. Augusto é um belho lobo, tem carcaça dura, aguenta muita coisa, mas se mexermos com sua filha... Ele é viúvo, não tem muitos parentes vivos, os que tem moram longe, soube que ele dedicou a vida aquele escritoriozinho de merda e a criação de sua filha. 
-A gente podia ir lá e quebrar todo o escritório, atear fogo, deixar um recado, sei lá... - Pedro continuava tentando. 

Foi nesse momento que Tony o encarou por alguns instantes:
-O que foi? Não estou lhe entendendo? Não quer fazer o serviço? Ou não esta querendo a moça? Não me decepcione rapaz. 
-Não é nada disso, eu só acho que ela não merece pagar por um erro do pai. - Pedro foi sincero. 
-Não é a primeira vez que fazemos isso e você nunca se compadeceu de ninguém. Ah alguma coisa que eu deva saber Pedro Massaro? - Tony o olhava tentando ler seus pensamentos. 
-Não, esqueça o que eu disse... - Falou decidido - Vou fazer o que mandou e me aproximar da garota. 
-Conquiste a confiança dela, arranque informações e traga-as pra mim. A partir daí vou pensar no que faremos realmente. 
-Pode deixar. 
-Pode começar hoje mesmo, ela tem uma boate no centro chamada Precious, se não em engano vocês já passaram por lá dias atrás. 
-Vou fazer isso. 

E assim, encerrou-se aquela conversa tensa. Pedro pegou a espécie de "Dossiê" sobre Sophie e Augusto e voltou para seu galpão, chegando lá, a primeira coisa que fez foi dar mais alguns socos no saco de areia. Não queria fazer mal a ela, odiava esta coincidência toda, mas jamais diria não a Tony, jamais poderia decepcioná-lo, o tinha como um pai, foi ele quem o acolheu quando ninguém mais fez isso. Então, só lhe restava cumprir a missão, e tentar causar o mínimo de dor possível a Sophie. 

Deitou-se na cama e começou a folhear os papéis que Tony tinha lhe dado com as informações, primeiro passou os olhos no que estava escrito sobre Augusto e lá dizia que ele era viúvo, sua mulher era uma pianista francesa aposentada que morreu de infarto, atualmente era dono de um grande e renomado escritório de advocacia, morava em uma mansão de frente para o mar em Copacabana, não tinha namoradas, nem amantes, nem nada do tipo, somente Sophie.

Agora vinha a parte que falava sobre ela, 25 anos, formada em publicidade, dona da Boate Precious, não tinha filhos e era solteira:
-Acho que Tony errou nessa parte, ela não é solteira. - resmungou sozinho e continuou:
Sua rotina era sair de casa por volta das 15:00, ir até a boate, voltar lá pelas 19:00, depois ir a boate novamente as 20:30, isso as quintas, sextas e sábados, as vezes domingos também se a boate abrisse. Nos outros dias foi vista sempre acompanhada de um rapaz... 
-O namorado. - resmungou novamente. 
O rapaz é Davi Braga, trabalha com ela na boate, formado em contabilidade, solteiro, sem filhos, homossexual. E em seguida aparecia uma foto de Davi e Sophie juntos, tirada das redes sociais dele.

-O que? Homossexual? - Pedro se surpreendeu com o que leu e viu - Não pode ser ele beijou ela na minha frente! 

Foi ai que ele parou para pensar um pouco, releu o que estava nos papéis e olhou as fotos novamente. Depois, sacou o celular do bolso e tentou procurar na internet as redes sociais dos dois, e realmente viu que eles não passavam de melhores amigos pelas fotos e textos que encontrou, então, rapidamente chegou a conclusão:
-Me enganaram, para eu me afastar! - Mordeu o lábio com raiva - Devem se achar muito espertos não é? Depois sorriu da situação - Ok Sophie, eu até estava com pena do que Tony pode fazer com você, mas agora não estou mais, você quer brincar, vamos brincar, só que agora é minha vez de jogar com você. - Falou enquanto olhava para a foto dela. 

Depois disso largou os papéis e foi comer alguma coisa, esperou a noite cair e se arrumou, vestia negro como sempre, mas colocou seu melhor sorriso cafajeste naquela noite, em seguida, pegou sua "Companheira" e partiu em direção a Precious. Iria desmascarar Sophie naquela noite e de quebra, ainda daria inicio ao trabalho que lhe foi passado.
...
Mais uma noite começou agitada na Precious, Sophie já estava de um lado para o outro socializando comas pessoas para que elas se sentissem bem e voltassem mais vezes. Davi fazia o mesmo, cuidando para que tudo saísse perfeito, desde entrada até bebidas e música. 

Tudo corria maravilhosamente bem, até que uma figura negra atravessou as portas da boate, e como o destino as vezes é um fanfarrão, ela estava passando por ali bem na hora, assim, acabaram ficando frente a frente:
-Não acredito. - Ela gemeu baixinho. 
-Ah você esta ai Sophie - Falou seu nome pausadamente - Queria mesmo falar com você. 

[Continua]





Agora sim começou pra valer! 
haha' 
Tony deu a missão a Pedro, 
e ele descobriu que Sophie mentiu sobre namorar Davi, 
agora vai querer acertar as contas. 
Será que dessa vez saem tapas ou beijos? 

Aguardem

Beijokas

Mayara
@Luansmyway

sábado, 20 de setembro de 2014

Capítulo 5

[...]

"Eu senti uma imensa vontade de separá-los e socar a cara daquele metidinho até ele ficar irreconhecível, mas eu não tinha motivos para isso, afinal, ele era o namorado dela e eu? Eu não era ninguém, um idiota que fez uma ideia errada de uma patricinha que já transparecia ser tudo que era, e eu achando que ela era diferente. Por trás daquele rostinho imprecável existia alguém que deixou ser beijada por mim aquela noite, mesmo tendo a droga do namorado, sinceramente eu não esperava. Mas porque não esperava? Eu nem a conheço, ela pode ser qualquer coisa, pode ser pior do que qualquer uma que já passou em minha vida." 

E enquanto Pedro pensava nisso, Sophie e Davi finalmente encerraram o beijo e voltaram a olhá-lo:
-Vamos amor? - Davi chamou ainda encenando. 
-Vamos, com licença... É, eu ainda não sei seu nome. - Ela provocou. 
-Meu nome é Pedro. - Ele respondeu seco. 
-Fique a vontade, Pedro. - Sorriu forçada. 
Então, ambos saíram, ainda sob os olhares de Pedro, que pela primeira vez na vida ficou sem ação diante de uma situação. 
...
Sophie e Davi foram de mãos dadas até a sala onde funcionava a administração, entraram lá, fecharam a porta e riram da situação, claro:
-Eles sempre caem. - Ela falou satisfeita. 
-Achei que ele fosse me bater. - Davi comentou - Temos que parar com isso, ou vou virar Hétero de vez. - Depois sorriu descontraído.
-Eu queria não precisar fazer, mas eles sempre insistem. - Ela deu de ombros sentando-se numa cadeira giratória que exista ali. 
-E se você se entregasse só uma vez? Digo, deixasse rolar. - Ele continuou de pé, encarando-a. 
-Esta sugerindo que eu deixe rolar com... como é mesmo o nome dele? Pedro? 
-Não estou falando necessariamente do Pedro, ele é mal demais. - Brincou - Mas, se deixar gostar de alguém, se deixar levar as vezes é bom. - Davi falava natural. 
-Gostar de outra pessoa, faz com que tiremos o foco de nós mesmos, esquecemos a nossa vida, a nossa família, o nosso trabalho e passamos a respirar a outra pessoa. Eu não quero isso para mim. - Respondeu decidida - Pelo menos não agora. 
-Alô, você tem 25 anos mulher, só não vai ficar pra tia porque não tem irmãos. - Ele estalou os dedos diversas vezes. 
-Vamos parar por aqui? Ou você acha que só poque me ajudou pode ficar pitacando na minha vida. - Levantou-se - A casa esta cheia, vamos trabalhar! 
-Não sei porque ainda fala, ou melhor, não sei porque ainda te ajudo. - Ele reclamou. 
-No fundo você gosta de me beijar. - Ela brincou. 
-Na verdade eu fico imaginando o Caio Castro toda vez que te beijo. - Ele retrucou e levou um tapinha dela. 
-Nossa amizade esta acabada. 
E assim, nesse clima gostoso voltaram para o salão. 
...
Depois de presenciar toda aquela cena com direito a beijo no final, Pedro resolveu sair daquele lugar e dar a noite por encerrada. Então, cortou as ruas tranquilas da madrugada com sua moto, sua única companheira de verdade e logo chegou a sua residência. 

Pedro morava num galpão abandonado e escondido na parte menos nobre do Rio, mas não necessariamente em nenhuma comunidade ou favela. O lugar combinava com a vida dele, era pouco iluminado, só continha os móveis necessários como fogão, geladeira, TV, cama. Era lá que ele ficava por todo o dia, enquanto o sol estava alto e só saia a noite, para executar seus serviços. 

Ele entrou e guardou a moto, depois certificou-se de que o grande portão enferrujado estava mesmo trancado. Só então tirou a jaqueta, depois a camisa, e mais uma vez lembrou-se do que vivera naquela noite. Sentiu raiva, sentiu raiva porque voltou para casa sem cumprir uma missão, sem mais um beijo na ruiva de olhos verdes, aliás, nem o nome dela ele sabia. 

Olhou um pouco mais a sua frente, e lá estava pendurado mais um de seus melhores amigos, o saco de areia, então, sem pensar duas vezes foi até ele e o socou duas vezes com toda a sua força. Em sua mente estavam passando flash's dos olhos dela, de sua boca rosada, do beijo no estacionamento e do beijo dela com o namorado e quanto mais as imagens iam passando, mais ele batia no saco, como se quisesse exorcizar tudo aquilo. E depois de quase 10 minutos só naquilo, parou, se encontrando encharcado de suor e com a mente um pouco mais leve.

-Sempre funciona. - Pensou em voz alta. 

Não sabia exatamente por que estava tão irritado. Achava que era porque não tinha conseguido o que queria, ele odiava não concretizar uma missão, mesmo assim agora estava um pouco melhor. 

Voltou-se mais uma vez para o saco de areia, deu mais alguns socos e chutes e depois se deixou cair na cama, de braços abertos e barriga para cima, encarando o teto.
-Tudo bem burguesinha, não vou mais insistir. Você teve a sua chance, quem perdeu foi você. - Pensou alto mais uma vez. 
O que ele não sabia, era que o destino não deu ouvidos aquela decisão e teimaria em os colocar frente a frente de novo, mais rápido do que ele imaginava e por motivos totalmente tortuosos. 

Então exausto ele pegou no sono, um sono sem sonhos, como sempre. Pedro era alguém que não se permitia sonhar. 
...
A madrugada se foi, e com ela, as pessoas que estavam na Precisous. Mais uma noite terminou para eles e com sucesso, sendo assim, era hora de ir embora, então Sophie se despediu de Davi e ambos pegaram seus rumos. 

Mas foi quando ela chegou em casa e entrou no chuveiro como de costume, que a imagem de Pedro lhe veio a mente, da cara de raiva que ele fez quando a viu beijando Davi. Sendo sincera consigo mesma, tinha gostado do beijo no estacionamento, a tempos não recebia um beijo daqueles, uma pegada daquelas, aliás, nunca tinha ficado com alguem que se comparasse a ele, e olha que tinha sido apenas um beijo. Mas sabia que não poida passar daquilo, pois não queria problemas e ele, tinha cara de quem se chama problema. 

Resolveu esquecer aqueles pensamentos e dormir. No dia seguinte, na parte da tarde, antes de ir diretamente para a Boate, resolveu passar no escritório de seu pai pois a tempos não ia lá e quem a recebeu foi Otávio que estava passando pela recepção bem no momento em que ela entrou:
-Sophie, mas que surpresa boa! - Foi diretamente cumprimentá-la com beijinhos. 
-Oi Otávio, papai esta ai? - Perguntou natural. 
-Na sala dele, mas se não me engano esta arrumando as coisas parar ir ao fórum. 
-Ah, então deixa eu correr. 

Ela subiu as pressas e ele foi atrás, claro. Otávio arrastava um bonde por Sophie e até ela mesma sabia disso, além de ser o candidato preferido de seu ai ao cargo de genro, mas se tinha uma coisa na vida que Sophie não gostava era do tipo de Otávio, eles não tinham nada  a ver, então, sempre ficava se esgueirando dos convites pra sair, das investidas. 

-Minha preciosa, você por aqui! - Seu pai estava a caminho do elevador quando Sophie e Otávio saíram dele. 
-Oi Pai, só vim dar um beijinho, não te vi hoje e vou chegar tarde então... - Se abraçaram forte.
-Ah meu amor, pena que não tenho muito tempo. 
-Otávio me disse que vai ao forum. 
-Vou, como todos os dias. - Sorriram os três - Mas fique ai, converse com Otávio. - Beijou a cabeça dela - E não se esqueça, amo você. 
-Também te amo, boa sorte. - Ela acenou. 

Então Augusto se foi, e Otávio já começou a falar:
-Ele vai dar entrada num processo importante hoje, é sobre uma espécie de gangue que faz serviços clandestinos, agiotagem, resolvem as coisas no braço. - Explicava orgulhoso. 
-Sei, e eles são perigosos? Acha que podem se voltar contra meu pai? - Ela se preocupou, sempre se preocupava. 
-Não acredito que isso va acontecer, Augusto já lidou com tanta gente ruim. - Otávio sorria. 
-É, tem razão. - Ela se encolheu - Bom, só vim dar um oi mesmo, tenho muito trabalho na Precious. Aliás, você ainda não foi lá desde que inauguramos. - Apontou o dedo. 
-Falta de tempo, prometo que vou. - Deu a desculpa, na verdade não gostava muito de boates e lugares cheios.
-Acho bom, não sabe o que esta perdendo. - Ela deu um beijinho de despedida - Então tchau. 
-Sophie... - Chamou. 
-Fala... 
-E se... Bom, saíssemos pra jantar num desses dias em que a boate não abre? - Tentou mais uma vez. 
-Então quer dizer que você não tem tempo de ir a Precious mais tem tempo de sair para jantar? - Ela cruzou os braços, foi sagas e o pegou no pulo. 
-Não... É que... Bom, eu prefiro lugares mais vazios, se é que me entende. Além do mais, na Precious não vamos poder conversar direito e... - Ele se enrolou. 
-Fazemos o seguinte, você vai conhecer a boate primeiro, depois veremos esse negócio do jantar ok? 
-Tudo bem. - Ele sorriu satisfeito, enquanto ela, amarelo. 
Depois disso finalmente se foi, já se arrependendo do que disse. Não queria jantar com Otávio. 

E assim, mais alguns dias se passaram, até que o dia 24 de Junho chegou, uma data que mudaria aquela vidas e mudaria o rumo da história também. Dali em diante tudo seria diferente, e os destinos de Sophie e Pedro se entrelaçariam para sempre. 

-Massaro? Venha até aqui, tenho uma missão especial para você. - Era Tony, chamando pedro para algo que mudaria sua vida. 


[Continua]





Não rolou briga, 
kkkk' 
Uffa! 
Mas Pedro ficou Put*, porque será em? 
hahaha' 
E Otávio? 
Não larga do osso. 
Mas e agora? 
O que será que bem por ai? 
A coisa vai ficar séria! 

Aguardem! 

Beijokas

Mayara
@Luansmyway

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Capítulo 4

[...]

Como todas as noites, o grupo de Tony estava reunido na mansão em que o chefe morava, num bairro razoavelmente bom do Rio, que não chamava muita atenção, tudo acontecia ali. E mesmo na noite de domingo, eles estavam lá, não tinham folgas, nem feriados, era o dia e a hora que Tony chamasse, todos tinham que estar prontos e a postos. 

Naquela noite não tinha muito o que ser feito, apenas se reuniram para traçar os novos planos para seus "Trabalhos", foi então, que num determinado momento em que o Chefe saiu de perto para atender um telefonema, Mey indagou a Pedro o que estava entalado em sua garganta:
-Ei, porque você sumiu ontem a noite la na boate? Achei que fossemos ficar todos juntos! - Ela reclamou, todos silenciaram para ouvir. 
-Você me conhece Mey, não gosto de ficar em bando. - Ele falou natural enquanto mexia no zíper de sua jaqueta preta. 
-Ah, gosta de trabalhar sozinho, abandonaria seu grupo em uma missão também? - Ela chegou mais perto dele. 
-Sabe qual o problema das mulheres? Elas falam demais. - Ele fez careta olhando para ela, seu tom era frio e distante.
-E sabe qual é o seu problema? Se achar bom demais! - Ela retrucou. 
-Não entendo porque esta me cobrando? Eu não devo nada a você, sou dono de mim até onde eu saiba. 
-Ela quer ser sua dona Massaro. - H zombou, todos riram. 
-Cala a boca idiota! - Mey lançou um olhar felino pra ele, depois voltou-se para Pedro, mas quando ia falar, Tony chegou. 
-Então, onde paramos? - Ele trouxe alguns papéis. 

Mey teve que se calar, aliás, todos tiveram que se calar e dar continuidade a reunião, mas Pedro se atreveu a perguntar:
-Algum problema Tony? 
-Problema? - Ele o olhou surpreso. 
-É, no telefone. 
-Não, nada demais, só um advogado que esta querendo se meter com os nossos, mas isso pode esperar um pouco mais. - Tony respondeu natural. 

E assim continuaram seus assuntos, mas volta e meia, Mey fuzilava Pedro com o olhar. Ele sabia que ela o queria, mas sabia também que não devia se envolver com ninguém do grupo, muito menos com alguém tão traiçoeira quanto Mey. A conhecia bem o suficiente para saber que ela não é o tipo de mulher com quem se dorme tranquilo, ou pode não acordar nunca mais. Ao contrário da Ruiva que conheceu na boate, a qual não sabia nem o nome - Tentou conter um sorriso ao pensar nela. O gosto de seus lábios ainda estava ali, doce e suave, um beijo que ele queria provar de novo. 
...
Alguns dias se passaram, levando embora o inicio daquela semana e trazendo logo o fim dela, a parte mais interessante, a quinta feira, onde as portas da Precious se abriam novamente! Nada de muito diferente aconteceu, Sophie e Davi ficaram mais em casa descansando aqueles dias, mas volta e meia saiam para fazer algo. Quanto a Pedro e seu grupo, continuaram com suas ações noturnas.

Como de costume, Sophie acordou tarde naquele dia, passou a tarde com Davi acertando tudo na boate, depois voltou se arrumou e foi para lá novamente. Tudo corria bem naquela noite, a casa estava cheia como sempre, mas cheia dos filhos de empresários, advogados, médicos, em fim, cheia da parte rica da cidade, nada da gangue que apareceu por lá no ultimo evento, ou seja, nada do cara misterioso que beijou Sophie no estacionamento. 

Mas quando o relógio bateu exatamente 1:23 da madrugada, ele adentrou o lugar. Dessa vez estava sozinho, por isso sua entrada foi mais fácil que da ultima vez. Vestia preto como sempre, todas as peças e andava com as mãos nos bolsos da calça, um olhar mal encarado, expressão seria. Deu uma olhada em volta, estava a procura dela, mas não encontrou a princípio, Davi o viu primeiro. 

Davi e Sophie estavam num dos camarotes reservados que foram montados nas laterais da boate para quem quisesse fazer sua "Festinha particular" com os amigos, eram lugarzinhos mais aconchegantes, com menos acústica, melhor para conversar, sem falar que lá de cima, tinham a vista plena de quem estava em baixo na pista. 

-Amiga, olha só quem ta ali. - Davi apontou discretamente. 
-Ali onde? - Ela não enxergava - Quem?
-Meu bem, procura um ponto preto no meio de toda essa peruada colorida. - Ele falou do seu jeito.

Foi então que ela o encontrou, ele estava quase no centro das pessoas, esticando-se como se procurasse alguém, Davi leu seus pensamentos: 
-Parece que esta procurando alguém. - A cutucou. 
-Se for a mim, não vai encontrar. - Ela continuou observando-o. 
-Ah, ele é gato, isso você não pode negar. - Davi o olhava também. 
-Mas... 
-Mas parece ser meio barra pesada, não sei. - Completou. 
-Então o ideal é se manter longe. - Ela o olhou severamente. 

Diante desta frase Davi calou-se, e ambos ficaram um tempo observando Pedro que não foi embora, pelo contrário, resolveu beber alguma coisa:
-Já sabe o que fazer não é? - Ela perguntou ao amigo. 
-Ah Sophie, e se ele não estiver procurando você? E se marcou com outra pessoa? Para de ser convencida. - Davi reclamou. 
-Vamos fazer o teste agora. Vou passar por ele e vou para aquele lado mais tranquilo, se ele me seguir, você já sabe o que fazer. - Ela sorria maliciosa. 
-Você gosta de me usar né? - Davi apertou os olhos. 
-Só um pouco. 

Então Sophie fez o que disse, desceu e passou pelo bar mexendo no celular, fingindo estar distraída. Pedro a viu, e a seguiu, claro, então ela o levou para o lado menos movimentado da Boate, estava prestes a fazer uma brincadeirinha que o afastaria dela, como já tinha feito com outros insistentes. 

Quando chegou onde queria, parou e continuou com os olhos no celular e em questão de segundos sentiu uma presença a seu lado:
-Boa Noite. - Ele cumprimentou, seu tom era grave e sedutor, as mãos continuavam nos bolsos e ele tentava a todos custo inalar o cheiro dela.
-Ah, você? - Ela o olhou com descaso. 
-Sentiu saudade? - Ele sorriu sínico. 
-Eu não, mas você parece que sim, voltou né? Ou será que gostou tanto da boate assim? - Falou irônica, ele gostou mais ainda do atrevimento dela. 
-Eu não sinto saudades, apenas vim buscar outro beijo. 

E ao falar isso ele a enlaçou pela cintura, mas desta vez ela não relutou tanto:
-Se eu fosse você não faria isso, meu namorado esta ai. - Falou natural. 
-Ah, ele esta? Isso não me importa nem um pouco. 

Mas naquele exato momento, quando ambos já estavam bem próximos, prontos para mais um beijo, a vos de Davi ecoou:
-Algum problema ai Sophie? - Davi estava diferente, se portando diferente, deu mais enfase na voz, adotou uma postura mais rústica, mais máscula e atuou, como se fosse o maior dos héteros. 
-Nada amor, só estava conversando com esse moço aqui, ele estava me dizendo que adorou nossa Pecious. - Sophie se soltou de Pedro imediatamente e foi para os braços de Davi. 

Pedro precisou de alguns segundos para entender o que estava acontecendo ali. Depois analisou o suposto namorado da bela ruiva, era mais ou menos de sua altura, não muito forte, bem vestido e o estava olhando com uma cara nada boa
-"Não crie problemas desnecessários!" - Pensou lembrando-se do que Tony sempre lhe dizia. 
-Que bom que gostou da boate. - Davi continuou a encenação. 
-Lhe garanto que ela não seria tão boa se não fosse pelo meu super namorado aqui, ele quem cuida de quase tudo. - Sophie encenava também, estava se divertindo muito com a cara de Pedro. 
-Ah, que isso amor, vem cá. 
Então, para finalizar com chave de ouro, Davi e Sophie se beijaram bem ali na frente de Pedro que não pode acreditar no que via.

Davi e Sophie já tinham feito aquela seninha algumas vezes, na intensão de afastar cara que perseguiam Sophie, e tinha dado certo na maioria delas. Depois de ver aquele "casal apaixonado", os homens desistiam facilmente, achando que nunca seriam pário para Davi e toda sua beleza. Mas naquela vez seria diferente, porque sem pensar, Pedro já estava de punhos cerrados olhando os dois se beijarem. 


[Continua]






Hey, 
E aí? Sentiram saudades? 
haha'
Bem, vamos ao que interessa:
Pedro insistiu em Sophie mas ela resolveu jogar com ele, 
e contou com a ajuda de Davi, 
mas nem se animem, 
ele continua sendo uma "Amiga" 
hahaha'

Porém, como será que isso vai terminar? 
Briga?
Barraco?
Nenhum? 

Quero comentários! 

Beijokas

Mayara
@Luansmyway

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Capítulo 3

[...]

O dia estava quase amanhecendo e o vento ecoava no estacionamento quase vazio. Encostado em sua moto, Pedro, de braços cruzados e sorriso cafajeste, observava Sophie que estava com cara de assustada a princípio, mas logo arranjou uma expressão séria:
-Vem cá, o que você quer em? - Ela desafiou. 
-Jura que você não sabe? - Ele devolveu outra pergunta. 
-Olha, eu não tô afim, entendeu? - Foi direta - Além do mais eu estou exausta, e vou para casa agora. - Virou-se de lado e começou a caminhar até seu carro. 
-Não vai me dizer nem seu nome? - Ele insistiu, seu tom era sedutor. 
-Não. 

Ela não olhou para trás, até que chegou finalmente ao seu carro e quando colocou a mão na porta para abri-la, a voz dele ecoou mais uma vez, só que ao pé do seu ouvido:
-Nem faz questão de saber o meu? 

Naquele momento Sophie arrepiou até o ultimo pelo de seu corpo, se perguntando mentalmente como ele havia chegado ali tão rápido e silenciosamente. Permanece imóvel, fechou os olhos e engoliu seco, podia sentir o calor do corpo dele perto do seu e podia jurar que ele estava tentando cheirar seu cabelo naquele momento. 

Ele tocou seu braço com delicadeza, e a fez  virar-se de frente para ele. Estava presa. Em sua frente Pedro, atrás o carro, não tinha mais para onde fugir:
-Não precisa ter medo de mim. - Ele soltou quase um sussurro, seus olhos negros cravados nos verdes dela. 
-Me deixa ir embora. - Ela pediu baixinho. 
-Você é tão linda... - Ele acariciou seu rosto devagar, com receio, enquanto ela o olhava num misto de susto e curiosidade. 
-Me deixa ir embora, já disse! - Tentou alterar a voz, fracassando. 
-Já que não quer me dizer seu nome... Vou te chamar de ruiva. - Ele descontraiu um pouco - Não.. Melhor burguesinha, o que acha? 
-Nem um nem outro, agora dá licença que eu quero ir embora! - Dizendo isso ela colocou as duas mãos em seu peito para o empurra-lo, mas ele segurou seus punhos. 
-Eu não esperei tanto pra nada. - Sorriu de canto, adorando ver ela brava. 
-Eu não pedi que esperasse! - Ela esbravejou mais uma vez. 
-Mas vai pedir que eu fique, depois disso. 
E então, sem esperar mais, ele a beijou. Ainda segurava seus punhos quando seus lábios tocaram os dela que tentou relutar, mas nada podia fazer estando encurralada.

E a fusão foi instantânea. Em questão se segundos ela parou de lutar contra, e assim ele podê agarrá-la pela cintura, juntando ainda mais os corpos. Sem controlar seus próprios movimentos ela passou uma das mãos pela nuca dele e a outra nas costas, também o puxando para si, e foi ai que perderam a noção do tempo naquele beijo. Ato que os dois queriam desde o primeiro instante em que se viram, porém, ela estava se negando. 

A atração entre eles tinha sido instantânea, imediata, desde o primeiro olhar. Era como se os corpos dos dois gritassem que se queriam, e se queriam naquele momento. Foi como uma avalanche, uma coisa louca, a paixão em sua mais bruta essência. 

Assim, depois de longos minutos, tiveram que parar por falta de fôlego, foi quando ela imediatamente se deu conta do que fez e tirou as mãos dele, que sorria satisfeito depois de conseguir o que queria:
-E aí? Vai me convidar pra ir pra sua casa agora? - Perguntou sínico. 
-Vou perguntar se você quer ir pro inferno! - E dessa vez ela conseguiu empurrá-lo fazendo com que se afastasse. 
Pedro se deixou afastar e deu alguns passos para trás, vendo ela entrar no carro furiosa e sair cantando pneu. Tinha ficado ainda mais maravilhado com ela depois daquele beijo.

"Seu lábios eram exatamente como todo o resto, suaves e delicados. Ela tinha cheiro bom, cheiro de patricinhas ricas do Leblon, sem falar no gênio."

E ela... Bem, ela também tinha gostado, só não iria admitir tão cedo, por isso o amaldiçoava enquanto dirigia para casa, odiava quando os homens a tratavam daquele jeito, chegando e beijando, sem conversa, sem consentimento, sem nada, mas no fundo, era sempre isso que eles queriam, nada mais. 

E em fim, depois daquele beijo, o dia nasceu e cada um tomou seu rumo. Sophie voltou para seu Palácio e tentou dormir para esquecer os lábios quentes do cara que ela nem sabia o nome. E Pedro, voltou para seu mundinho escuro, porém, sem fazer questão nenhuma de esquecer o beijo doce da menina dos cabelos de fogo. 
...
No dia seguinte, Domingo, Sophie acordou no seu horário de sempre, depois das 14:00, tomou um banho, se vestiu e desceu, já encontrando gente na sala: 
-Sophie, oi! - Otávio, que estava no sofá com Augusto, ambos mergulhados em papéis, levantou-se na hora em que a viu. 
-Bom Dia Otávio, você por aqui... - Ela cumprimentou sem muito ânimo. 
-Vim trazer alguns processos para seu pai me dar uma ajuda, você sabe, advogados nunca param. - Ele sorriu animado.
-Pois deviam parar, hoje é domingo. - Veio até eles e cumprimentou cada um com um beijo. 
-Mas me conte, como você está? Como vai a boate? - Otávio se fez interessado. 

Mas exatamente nesse momento o visor do celular de Sophie brilhou, era Davi lhe convidando para ir a praia:
-E adoraria conversar com você e lhe explicar tudo Otávio, mas Davi esta me chamando para ir a praia. Nem vou convidá-los, afinal, estão cheios de trabalho né? -Sorriu amarelo - Até mais. 

Então rapidamente ela voltou a subir as escadas, sem esticar conversa, enquanto isso, Otávio e o velho Augusto continuaram no mesmo lugar:
-Você devia ter se oferecido para ir com eles. - Augusto falou. 
-Que nada, aquele boiola amigo dela me detesta. - Otávio se mostrou de verdade. 
-Então devia ter feito o convite antes. - O pai da moça parou de mexer nos papéis e o olhou. 
-O senhor já conversou com ela? Sobre nós? 
-Milhões de vezes, e a resposta é sempre a mesma. - Augusto era sincero - Você tem que se mexer Otávio, até parece que nunca conquistou uma mulher na vida. 
-Ela não é como as outras, o senhor sabe melhor que ninguém. - Otávio lembrava-se das tentativas frustadas com Sophie. 
-Sei, mas se continuar desse jeito nunca vai conseguir nada com ela. 

Augusto também queria que a filha se envolvesse com Otávio, afinal, ele era seu braço direito nos negócios, um advogado competente que estava trilhando uma carreira tão bonita quanto a sua, seria o genro perfeito para ajudar Sophie a cuidar do escritório quando ele partisse. Mas ela não queria saber disso e já tinha dito várias vezes. Mesmo assim, Otávio não desistiria tão cedo. 

Logo, logo Sophie passou de volta e foi direto ao encontro de Davi que já estava lhe esperando do lado de fora, então, ambos seguiram para a praia e lá, sentados a sombra tomando água de coco, Sophie lhe contou tudo que havia acontecido naquela madrugada e ele ficou chocado:
-Eu simplesmente não acredito que ele ficou te esperando do lado de fora a noite toda. - Davi estava pasmo. 
-Eu também não. - Respondeu séria, se escondendo atrás dos óculos de sol. 
-Mas tipo, e o beijo? Foi bom? - Agora ele estava empolgado. 
-Ah Davi... - Ela gemeu. 
-Nada disso, vamos, sinceridade. 
-Não foi ruim. - Respondeu. 
-Aham, quando você fala assim... - Ele sorria. 
-Não quero mais falar desse assunto, acabou, ele já conseguiu o que queria, deu seu showzinho e não vai mais aparecer. - Ela falou emburrada. 
-E se aparecer? 
-Se aparecera gente faz como já fez com os outros engraçadinhos. - Ela falou decidida e piscou para ele. 
-Não sei se eu quero... - Davi brincou. 
-Ah você quer sim! Ele que banque o engraçadinho de novo e nos aguarde. 

Mal sabiam todos eles que aquela história ainda ai render, e tomar outros rumos totalmente diferentes da "Brincadeira de criança" na qual estavam agora. Tudo se tornaria mais sério e nebuloso, mas como dizem, no fim do túnel sempre a uma luz. 


[Continua]




Então...' 
Primeiro beijo
lá lá lá
Química eles tem muita, 
mas e o resto? 
kkkk' 
E o que será que Sophie e Davi vão fazer com Pedro se ele se aproximar de novo?

Apenas Aguardem! 

Beijokas

Mayara
@Luansmyway